SUS disponibiliza vacina gratuita contra influenza A (H1NI1)

A vacina começou a ser disponibilizada pelo SUS para os grupos de risco no último dia 23, mas a ação vai até dia 1º de junho

A Secretaria de Saúde de Pernambuco está com campanha de vacinação contra influenza  A(H1N1), vírus que  apresenta sintomas como febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório e pode levar à morte. A vacina começou a ser disponibilizada pelo SUS para os grupos de risco no último dia 23, mas a ação vai até dia 1º de junho. 

Campanha de vacinação contra gripe segue até 1º de junho

De acordo com a Secretaria de Saúde, até o dia 14 de abril, Pernambuco registrou 315 casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag). Desses, apenas 1 foi confirmado por influenza A(H1N1). A expectativa é que é imunizar, pelo menos, 90% dos 2.399.361 de pernambucanos inclusos nos grupos prioritários, formado por: idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filhos a até 45 dias), trabalhador de saúde, professores, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Também são contemplados pela campanha, portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais: doença respiratória crônica, cardíaca crônica, renal crônica, hepática crônica, neurológica crônica; diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias.

Além da influenza A (H1N1), a vacina protege contra os vírus da influenza A(H3N2) e B, da mesma forma que foi em 2017. A coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo reforça a importância da vacinação: “Este é o vigésimo ano da campanha de vacinação contra a influenza. Precisamos reforçar que, anualmente, a vacina passa por modificações para incluir as mutações dos vírus e, assim, ser efetiva na proteção. Por isso a importância de quem estiver incluso nos grupos prioritários procurar os postos de saúde anualmente e ser imunizado. Isso pode evitar o agravamento da doença, internações e óbitos”. 

No ano passado, foram vacinados 2.345.477 pernambucanos (100,6% do público total de 2.329.874).

Por Diário de Pernambuco

Câncer é a principal causa de mortes em 516 municípios do Brasil

Segundo dados do SUS, as cidades onde a neoplasia é a principal responsável pela morte estão localizadas nas regiões mais desenvolvidas do país

O câncer já é a principal causa de morte em 10% das cidades brasileiras — 516 dos 5.570 municípios do Brasil. Se o cenário permanecer o mesmo, a tendência é que, até 2029, os tumores malignos sejam responsáveis pela maioria dos óbitos no país. O levantamento, baseado em dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), com base no DataSus, foi divulgado ontem pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

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(foto: Reprodução)

Os dados mostram que as cidades onde a neoplasia é a principal responsável pela morte estão localizadas nas regiões mais desenvolvidas do país, justamente onde a expectativa de vida e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são maiores. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140). No Nordeste, estão 9% (48); no Centro-Oeste, 7% (34); e no Norte, 4% (19).

Para a coordenadora do movimento e presidente e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), Merula Steagall, há a suspeita de que o número pode estar sendo subnotificado nas regiões mais pobres e com menos estrutura de diagnóstico. “Em lugares que não têm muita estrutura, podem ter mortes que não tenham sido registradas, porque sequer chegaram a um diagnóstico precoce. Os pacientes que conseguiram ser diagnosticados e tratados, em regiões mais avançadas, foram notificados”, explicou.

A especialista alertou ainda para a necessidade de se investir em exames de prevenção para conseguir identificar o câncer ainda em estágio inicial. Contudo, o tempo de espera na rede pública, desde o diagnóstico até o início do tratamento, é de oito meses — seis meses até a descoberta da doença e até 60 dias para a intervenção médica. “Não é o ideal, mas 80% da população ainda consegue atingir essa meta. Mais importante que investir em unidades de saúde, é ampliar os centros especializados”, acrescentou.

O Rio Grande do Sul é a unidade da Federação com o maior número de municípios onde o câncer é a primeira causa de morte: 140. Enquanto em todo o país as mortes por tumores malignos representam 16,6% do total, no território gaúcho esse índice chega a 33,6%. O Distrito Federal e o Amapá, por sua vez, não contabilizaram nenhuma morte por neoplasia em 2015, ano-base para a pesquisa. Já no Rio de Janeiro, somente uma cidade aparece no levantamento: Cambuci, no Norte Fluminense. Nesta cidade, a taxa de morte por câncer registrada foi de 19 a cada 10 mil habitantes.

Infartos

Em 2015, o número de mortes por câncer aumentou 90%, se comparado com os dados registrados em 1998. No mesmo período, houve uma alta de 36% entre as vítimas de doenças cardiovasculares. Ou seja, o crescimento das mortes por câncer foi quase três vezes mais rápido do que daquelas provocadas por infartos ou derrames. A oncologista clínica do Instituto Onco-Vida Andreza Souto explica que a neoplasia cresceu muitos nesses últimos anos, porque é uma doença que está diretamente ligada à longevidade. ”A relação da genética com o câncer é entre 5% e 10%. É uma doença multifatorial, que depende de bons hábitos de vida, prevenção e acesso à saúde básica”, ressaltou.

Para o 1º secretário do CFM, Hermann von Tiesenhausen, é importante refletir e discutir sobre o avanço da doença no país, especialmente no momento em que os candidatos a cargos eletivos elegem suas prioridades para essas eleições. “Este diagnóstico revela um grave problema de saúde pública. É preciso conter essa epidemia e manter a obediência aos princípios constitucionais que regulam a assistência nas redes pública, suplementar e privada no Brasil.”

Por Correio Braziliense

Remédio que previne contaminação pelo vírus HIV será oferecido pelo SUS este mês

O comprimido, fabricado por um grupo norte americano, já era indicado para o tratamento de soropositivos como parte do coquetel de aids

Um medicamento que impede a propagação do vírus HIV na corrente sanguínea, já indicado como terapia antiretroviral nos Estados Unidos e em países da Europa, estará disponível ainda este mês para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) 12 estados.

A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação. Foto: Arquivo/Agência Brasil

A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação. Foto: Arquivo/Agência Brasil

O comprimido, fabricado por um grupo norte americano, já era indicado para o tratamento de soropositivos como parte do coquetel de aids.

A novidade é que o fármaco poderá ser utilizado agora por quem nunca entrou em contato com o vírus, mas pode estar exposto a ele durante a relação sexual. É o caso, por exemplo, de profissionais do sexo. Mas é bom lembrar que não protege o usuário contra outras infecções transmitidas sexualmente.

Segundo o médico Juan Carlos Raxach, coordenador da área de Promoção da Saúde e Prevenção da Associação Brasiliera Interdiscilpinar de Aids, embora o Truvada, nome comercial do medicamento, tenha demonstrado 99% de eficácia nos testes clínicos, para impedir a replicação do vírus HIV, não veio para substituir a camisinha.

“Está se falando muito que a profilaxia pré-exposição vem para acabar com o uso da camisinha. Chegou para ampliar as possibilidades de se prevenir da infecção do HIV. Então, ele não vai susbstituir a camisinha mas, com certeza, ampliará a possibilidade de prevenção e dará oportunidade àquelas pessoas que não gostam de usar a camisinha, de ter outro método para não se infectar com o vírus.”

A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação, incluindo profissionais de saúde, homens que se relacionam com homens, transexuais e casais sorodiscordantes – quando um dos parceiros é portador do HIV e o outro não.

Antes do início da terapia, no entanto, é necessário fazer exames, uma vez que o remédio é contraindicado para pessoas com doenças renais e desgaste nos ossos.

Ente as primeiras capitais a receber o medicamento estão Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Manaus e São Paulo.

Por Agência Brasil

SUS tem 904 mil cirurgias eletivas na lista de espera, aponta CFM

O Ministério da Saúde informou que desde maio passou a adotar o sistema de fila única para organizar a demanda

Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que pelo menos 904 mil cirurgias eletivas estão pendentes no Sistema Único de Saúde (SUS) em diferentes estados e municípios do país. As cirurgias eletivas não são de urgência ou emergência. O estudo, feito pela primeira vez pelo conselho, divulgado nesta segunda-feira (4) mostra que do total pelo menos 746 procedimentos cirúrgicos estão na fila de espera há mais de dez anos e 83% dos pedidos entraram na fila a partir de 2016.

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A pesquisa traz dados enviados pelas secretarias de saúde de 16 estados e dez capitais até junho deste ano. Outros sete estados e oito capitais não enviaram informações, alegando não tê-las disponíveis ou por negativa de acesso aos dados. Por ser o primeiro levantamento desse tipo, não há dados dos anos anteriores. A pesquisa contabiliza o número de procedimentos agendados, e não o número de pacientes na fila.

Catarata
Na lista de espera, a maioria dos pedidos de cirurgias é de catarata, hérnia, vesícula, amígdalas e adenoide, além de cirurgias ortopédicas. Os estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Ceará apresentaram o maior número de cirurgias pendentes. Entre as capitais e estados que disponibilizaram informações de perfil dos usuários, as mulheres representam 67% dos pacientes que aguardam algum tipo de procedimento especializado.

Angelita Máximo dos Santos, 53 anos, de Maceió, espera desde junho por um procedimento no olho. Depois de fazer pela rede pública uma cirurgia de catarata, ela teve piora no quadro de sua visão e foi encaminhada pelo médico para realizar um procedimento de lavagem da lente colocada na primeira cirurgia.

Com dificuldades para enxergar, Angelita teve que deixar o trabalho de doméstica e cuidadora de idosos, o que acabou reduzindo a renda mensal familiar. “Ele [o médico] disse que não podia passar os óculos, porque eu não estava vendo nada, então eu tinha que esperar a lavagem da lente e nunca ninguém ligou. Aí eu estou esperando”, relatou Angelita.

Médicos alertam que a demora na realização de determinado procedimento é decisiva no sucesso de um tratamento. O representante do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Cristiano Caixeta, explica que a demanda por procedimentos nos olhos tem crescido devido ao envelhecimento da população, entre outros fatores. E a demora para atender todas as solicitações está relacionada à falta de profissionais especializados.

Já Mauro Ribeiro, presidente em exercício do CFM, defende políticas integradas entre os entes federados. “O número de pacientes que precisam dos procedimentos e não tem acesso ao Sistema Único de Saúde é imenso. Tanto os dados do Ministério [da Saúde], quanto os dados do Conselho Federal de Saúde são subestimados, muito aquém da realidade. [….] É necessário que o governo federal estabeleça políticas públicas com os estados e municípios para poder organizar o sistema e dar acesso a esses pacientes ao sistema de saúde”, disse.

Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde informou que, em julho deste ano, foi fechada a primeira lista para cirurgias eletivas no SUS. A lista identificou pouco mais de 667 mil pacientes aguardando por algum procedimento eletivo no país. O ministério ressalta que em maio deste ano adotou o sistema de lista única para organizar a rede de saúde e diminuir a fila de espera. O novo sistema tem o objetivo de centralizar as demandas em um único cadastro e ampliar as possibilidades de atendimento do paciente para outros hospitais de sua região.

De acordo com o levantamento do CFM, o SUS realizou no ano passado mais de 1,5 milhão de cirurgias eletivas. O número é inferior aos anos de 2015, que registrou 1,7 milhão de cirurgias; e 2014, com o total de 1,8 milhão, com base em dados do sistema de informação do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde divulgou na semana passada balanço parcial de 2017, que mostra crescimento de 39% no número de procedimentos realizados na rede pública entre janeiro e setembro, mês que registrou mais de 150 mil cirurgias.

A pasta informou ainda que o governo federal repassa de forma regular mensalmente recursos de média e alta complexidade a todos os estados e municípios e ainda dispõe de R$ 250 milhões em valores extras que poderão ser liberados para os gestores locais. Cerca de R$ 41,6 milhões já foram liberados este ano para a realização de mutirões.

Por:  Agência Brasil

Aprovado projeto que obriga SUS a fazer cirurgia reparadora de câncer de mama

De acordo com o texto, as mutilações decorrentes de tratamento de câncer poderão ser reconstruídas assim que forem alcançadas as ‘condições clínicas requeridas’

Os senadores aprovaram, na noite desta quarta-feira (8), projeto que obriga as redes pública e privada de saúde a promover cirurgia plástica reparadora da mama nos dois seios das mulheres vítimas de câncer. Caso vire lei, será criada a chamada simetrização, que prevê a reconstrução mamária em ambos os seios, mesmo que a doença se manifeste em apenas um dos lados.

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Aprovada no Senado, a proposta precisa ser analisada pelos deputados antes de seguir para sanção presidencial. De acordo com o texto, as mutilações decorrentes de tratamento de câncer poderão ser reconstruídas assim que forem alcançadas as “condições clínicas requeridas”.

A relatora do projeto, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), ampliou o direito às mulheres que usam planos de saúde, já que antes a obrigação se estendia apenas a cirurgias gratuitas do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Os procedimentos de simetrização da mama contralateral e de reconstrução do complexo aréolo-mamilar integram a cirurgia plástica reconstrutiva”, diz o projeto que pretende alterar a legislação sobre o assunto.

Por Agência Brasil

Saúde vai reincluir medicações oncológicas e hospitalares em lista do SUS

Entre os medicamentos estão anestésicos e adjuvantes, antimicrobianos, antídotos, além de medicamentos oncológicos e para nutrição parenteral e parto

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (25) que vai reincluir medicações indicadas para a assistência hospitalar e oncológica na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a pasta, eles estavam fora do rol desde 2010. Além disso, para 2018, a Rename será modernizada e estará disponível em uma ferramenta online para consulta de gestores, profissionais de saúde, usuários e órgãos de controle do país.

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Medicamentos Foto: Reprodução/Pixabay

Com a reinclusão, a Rename contará com, no mínimo, 1.098 medicamentos e insumos; a última trazia uma lista com 869 itens. Entre os medicamentos estão anestésicos e adjuvantes, antimicrobianos, antídotos, além de medicamentos oncológicos e para nutrição parenteral e parto. A proposta foi construída após análise técnica com base na indicação e uso desses fármacos no país e no mundo. Segundo o ministério, especialistas avaliarão a nova lista e poderão propor alterações.

A Rename padroniza os medicamentos indicados para a assistência no SUS. Uma versão da lista é publicada a cada dois anos, com a inclusão de medicamentos que foram incorporados ao SUS no período. Essa versão da Rename 2017 será apresentada na segunda-feira (30), durante o 8º Fórum Nacional de Assistência Farmacêutica no SUS, em Maceió (AL). A nova Rename, já ampliada e online, estará disponível até o final deste ano.

Transparência
A nova lista trará os medicamentos divididos por níveis de atenção e cuidado: atenção básica, atenção especializada ambulatorial, atenção hospitalar e oncológica. Nas últimas edições, a Rename atendia a critérios técnicos do Ministério da Saúde de acordo com o financiamento da assistência farmacêutica, dividida por: básicos, estratégicos e especializados. Os medicamentos da lista também virão com a indicação de onde eles podem ser encontrados e qual órgão é o responsável pela sua aquisição (União, estados ou municípios).

Segundo o ministério, para os profissionais de saúde, a nova relação vai facilitar a indicação de tratamento adequado além de direcionar melhor o paciente sobre onde ele pode retirar o fármaco. Já para usuários do SUS, Poder Judiciário e órgãos de controle, a padronização dá transparência sobre qual o órgão responsável por garantir a assistência farmacêutica, em casos de ações judiciais.

“Estamos transformando a Rename em uma ferramenta dinâmica, disponível para as pessoas. O que era um documento burocrático passa a ser um documento de informação para todos. E, tendo essa informação, evidentemente, as pessoas buscarão consolidar o seu direito de acesso a esses medicamentos”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Segundo ele, os medicamentos oncológicos e hospitalares reincluídos também passam a constar no Banco de Preços da Saúde (BPS), o que pode gerar uma economia para as contas públicas, já que o banco oferece informações qualificadas de preços praticados nas aquisições de medicamentos e produtos para a saúde.

Agência Brasil

Lista de medicamentos do SUS inclui novos remédios para HIV e Alzheimer

Lista conta com 869 medicamentos e também prevê a centralização do tratamento básico da toxoplasmose

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (25) a nova Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), que define os medicamentos que devem atender às necessidades de saúde prioritárias da população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os novos medicamentos incluídos está o dolutegravir, para tratamento de infecção pelo HIV. Confira a nova lista.

Relação com medicamentos essenciais conta com 869 remédios Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas

Relação com medicamentos essenciais conta com 869 remédios
Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas

Também foi incluída a rivastigmina como adesivo transdérmico, para o tratamento de pacientes com demência leve e moderadamente grave no Alzheimer; o cloridrato de cinacalcete e paricalcitol, para pacientes com hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica, e a ceftriaxona, para tratamento de sífilis e gonorreia resistentes a ciprofloxacina.

A nova edição da Rename, que conta com 869 medicamentos, também prevê a centralização do tratamento básico da toxoplasmose, com o objetivo de solucionar episódios de desabastecimento no país. O Ministério da Saúde iniciará aquisição dos medicamentos pirimetamina, sulfadiazina e espiramicina, que atualmente são ofertados pelos municípios no âmbito da Atenção Básica.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova relação de medicamentos essenciais foi obtida após consolidação das inclusões, exclusões e alterações dos medicamentos recomendados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. 

A organização da Rename segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece o material como uma das estratégias para promover o acesso e uso seguro e racional de medicamentos. A lista define a responsabilidade de aquisição e distribuição de cada ente do SUS – estados, municípios e União.

Por: Agência Brasil 

Caruaru-PE: Vereadores Leonardo Chaves e Gilberto de Dora falam sobre aprovação de projetos do Poder Executivo na Câmara Municipal

A Câmara Municipal de Caruaru realizou, na manhã dessa quarta-feira (26.01), reunião extraordinária para discutir e votar cinco projetos de lei enviados pelo Poder Executivo. Depois da segunda votação, foram aprovados os projetos 01/2016, que institui o SISE-SUS/Sistema Integrado Saúde Escola do Sistema Único de Saúde; o 03/2016, que define reajuste salarial para servidores públicos efetivos ocupantes de cargos de médico; e o de número 05/2016, que reajusta a remuneração mínima de servidores (salário mínimo).

Atendendo solicitação do Poder Executivo, foram retirados os projetos 02/2016, que autorizaria o Poder Executivo a alienar bem imóvel do patrimônio municipal (área do Colégio Municipal Álvaro Lins) mediante procedimento licitatório para construir, recuperar e equipar escolas municipais, e o 04/2016, que autorizaria a celebração de acordos com credores de precatórios judiciais mediante a aplicação de deságio.

“Cumprimos a nossa missão de discutir e votar os projetos que beneficiam o povo e os que contribuem com o desenvolvimento de Caruaru. Os projetos retirados são interessantes e acredito que eles retornam à Casa em breve para serem mais discutidos com os vereadores e com a sociedade organizada”, frisou o presidente Leonardo Chaves (PSD).

O vereador Gilberto de Dora (PSB), líder da oposição na Casa Jornalista José Carlos Florêncio, concedeu entrevista a nossa reportagem, e destacou a retirada de dois projetos.

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Fonte: Guanabara Comunicação/AscomCâmara

Confira!

TV Nova Replay, o que é bom se repete!

Gameleira-PE: Você conhece algum amigo usuários de álcool ou drogas? Indique o CAPS!

Em Gameleira, cidade Mata Sul Pernambucana, a TV Replay esteve no CAPS- Centro de Atenção Psicossocial, para saber como funciona esse órgão de saúde do SUS.

A Sra. Erilane Leite da Silva, Assistente Social, conta o que é CAPS no município:

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“O CAPS(Centro de Atenção Psicossocial) é um serviço de saúde de ordem público e aberto a toda a comunidade, ou seja, é um local para o tratamento de pessoas que sofrem de doenças de origem psicossociais como neuroses graves e persistentes psicoses, transtornos mentais e outras doenças que se enquadrem nessas características.

Atendemos pessoas que apresentem essas características, bem como ou seja, que possuam essas condições e que tenham dificuldades em conviver socialmente.

Nosso objetivo é acolher os pacientes com transtornos mentais, estimular sua integração social, convívio familiar, dar apoio na sua regeneração dentro do contexto de autonomia diferente daquela realidade em que antes as pessoas só podiam ser tratadas dentro de hospitais psiquiátricos e separadas da sociedade.

Procuramos oferecer um ótimo atendimento com uma equipe de médicos e psicológicos capacitados nesta  área, para que possa atendê-los com maior comodidade, integrá-los a um âmbito social, cultural, dentro do nosso município.”

Foto0243Agora toda a população que precisar de um atendimento voltado para a área assistencial e psicossocial pode contar com o serviço do CAPS, que fica localizado na Rua José Bonifácio nº23, Bairro Santa Luzia.

Assista, comente, curta, comente e divulgue. Mande sugestões e denúncias. Nossos contatos:

Facebook: CENTRAL GAMELEIRA
Email:jornalismo@tvreplay.com.br
Portal:www.tvreplay.com.br
Watssapp: 81 – 99317525

TV Replay, o que é bom se repete!

Garanhuns-PE: Vereadora Luzia Cordeiro solicita instalação de Academia da Saúde no Bairro de São José

Atividade física, boa alimentação e demais atitudes saudáveis são essenciais para uma melhor qualidade de vida. Pensando nisso, a vereadora Luzia Cordeiro (PROS), solicitou por meio do requerimento Nº 409/14 ao Governo Municipal, que em parceria com o Governo Federal, construa um polo do Programa Academia da Saúde no Espaço da Praça Professor Antônia Gonçalves Dias, no bairro São José em Garanhuns.

“A Academia da Saúde é um investimento que tem a finalidade de proporcionar qualidade de vida à população do bairro beneficiado, e é dotada de infraestrutura para oferecer saúde, cultura e lazer aos moradores do bairro” – explica a parlamentar.

O projeto visa contribuir para a promoção da saúde das pessoas a partir da implantação de espaços públicos construídos com infraestrutura, equipamentos qualificados para o desenvolvimento de práticas corporais; orientação de atividade física; promoção de ações de segurança alimentar e nutricional e de educação alimentar, bem como outras temáticas que envolvam a realidade local, seguindo os princípios norteadores do Sistema Único de Saúde (SUS).

Objetivos específicos do Programa são: Ampliar o acesso da população às políticas públicas de promoção da saúde; Fortalecer a promoção da saúde como estratégia de produção de saúde; Aumentar e incentivar o nível de atividade física da população; Estimular hábitos alimentares saudáveis.

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Caruaru-PE: UPA Especialidades foi equipada com recursos de emenda parlamentar de autoria do deputado Wolney Queiroz

Pensando em atender à demanda da saúde no interior do Estado, o deputado Wolney Queiroz garantiu junto ao Governo Federal 3 milhões para equipamentos da UPA-Especialidades, em Caruaru. Essa verba é resultado da emenda parlamentar de número 33870016, que teve origem no Fundo Nacional de Saúde. A UPA-Especialidade denominada Ministro Fernando Lyra foi inaugurada em 13 de dezembro de 2013. A unidade é administrada pela Fundação Altino Ventura (FAV) e faz parte de uma iniciativa bem sucedida do Governo Eduardo Campos ao propor a construção das primeiras Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAE).

Essas unidades estão oferecendo consultas com médicos especialistas em diversas áreas como oftalmologia, otorrinolaringologia, neurologia, ortopedia e cardiologia. Se necessário, os pacientes podem fazer os exames solicitados pelos especialistas na própria UPA E, como exames laboratoriais, eletrocardiograma, ecocardiograma, mapa, holter, teste ergométrico, raio-X, endoscopia e ultrassonografia, entre outros exames.

O governo Eduardo Campos inaugurou unidades em Garanhuns, Petrolina, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, Salgueiro, Arcoverde, Limoeiro e Belo Jardim, beneficiando os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “Caruaru não podia ficar de fora desse investimento em saúde pública. Ao receber a notícia do governo do Estado que a UPA E vinha para o município, eu fui em busca de recursos para equipar a Unidade e fortalecer o polo médico do interior. A infraestrutura da UPA é moderna e atende às necessidades da população. Essa é minha marca e esse é meu trabalho”, comenta Wolney Queiroz.

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Recife-PE: Governo do Estado anuncia concurso para 1,9 mil médicos

O governador João Lyra Neto autorizou a publicação do edital de concurso público para contratação de profissionais de saúde de diversas áreas. Ao todo, o certame vai oferecer 1.905 vagas para hospitais da rede estadual de saúde, sendo 11 da Região Metropolitana do Recife (RMR) e 10 do Interior do Estado. O edital será publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (26/08). A seleção será organizada pela IAUPE/CONUPE (www.upenet.com.br).

O último concurso voltado para profissionais de saúde para a rede estadual foi realizado em 2004. “O novo certame será fundamental para preenchimento de lacunas de profissionais que se aposentaram ou pediram exoneração, ampliando e garantindo o acesso regionalizado da população aos serviços de saúde, principalmente em áreas consideradas estratégicas, como assistência obstétrica e terapia intensiva, já que o concurso inova na definição de vagas para profissionais especialistas nestas áreas”, explica a secretária de Saúde, Ana Maria Albuquerque.

Do total de vagas, 821 são para o cargo de Analista em Saúde, divididos nas seguintes funções: Assistente Social (43 vagas); Biomédico (13 vagas); Cirurgião Dentista (24 vagas); Cirurgião Dentista com especialidade em cirurgia buco-maxilo-facial (04 vagas); Enfermeiro Assistencial (253 vagas); Enfermeiro Obstetra (77 vagas); Enfermeiro Uteísta (56 vagas); Farmacêutico Diarista (41 vagas); Farmacêutico (59 vagas); Fisioterapeuta Motor (18 vagas); Fisioterapeuta Respiratório (38 vagas); Fonoaudiólogo (42 vagas); Nutricionista (66 vagas); Psicólogo (53 vagas); e Terapeuta Ocupacional (34 vagas).

As outras 1.084 vagas são para o cargo de Assistente em Saúde. Todas as vagas são para profissionais plantonistas, a exceção do cargo de Analista em Saúde função Farmacêutico Diarista.

Para qualificar os serviços e garantir a assistência especializada aos usuários do SUS, os profissionais de enfermagem e fisioterapia serão lotados por área de especialidade, reforçando o perfil de cada unidade hospitalar de maneira regionalizada. Para a distribuição das vagas, foram analisadas as necessidades e o perfil de cada serviço.

Os cargos de Analista em Saúde receberão um vencimento de R$ 1.518,38, com gratificação de plantão no valor de R$ 798,60. As exceções são os cargos de Analista em Saúde na função de Cirurgião Dentista com especialidade em cirurgia buco-maxilo-facial, que terá vencimento de R$ 4.599,02, com gratificação de plantão de R$ 2.915,72; e de Analista de Saúde função Cirurgião Dentista, que receberá gratificação de plantão no valor de R$ 2.134,00. Já os Assistentes em Saúde receberão vencimentos de R$ 724,13, com gratificação de plantão de R$ 261,35.

Assim como no último concurso para médicos, realizado em 2013, as vagas serão preenchidas por Gerências Regionais de Saúde (Geres). Ou seja, no ato da inscrição, o profissional já poderá escolher a Região do Estado em que irá atuar. O maior número de vagas será para a I Geres, com sede em Recife (1.078), que conta com os hospitais Barão de Lucena, Restauração, Agamenon Magalhães, Getúlio Vargas, Otávio de Freitas; Geral de Areias; Correia Picanço; Ulysses Pernambucano; Policlínica Jaboatão-Prazeres; Alcides Codeceira, em Igarassu; e Sanatório Padre Manoel, em Paulista.

Os profissionais serão lotados ainda no Hospital Regional José Fernandes Salsa, em Limoeiro (II Geres); Hospital Colônia Vicente Gomes de Matos, em Barreiros (III Geres); Hospital Jesus Nazareno e Hospital Regional do Agreste, em Caruaru (IV Geres); Hospital Dom Moura, em Garanhuns (V Geres); Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde (VI Geres); Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro (VII Geres); Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira (X Geres); Hospital Prof. Agamenon Magalhães, em Serra Talhada (XI Geres), e Hospital Belarmino Correia, em Goiana (XII Geres).

Foto: Niva Filho

Foto: Niva Filho

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Pernambuco: Projeto de Humberto pune chefes do Executivo por desvios no SUS

A proposta do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), que torna os chefes do Poder Executivo da União, dos Estados e dos municípios gestores solidários do Sistema Único de Saúde (SUS) – ao lado dos diretores do sistema – será enviado ainda esta semana à Câmara dos Deputados. Aprovado ontem, em caráter terminativo, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, o Projeto de Lei nº 174/2011, relatado por Wellington Dias (PT-PI), foi aprovado por unanimidade e segue para análise dos deputados federais.

De acordo com Humberto, as promessas feitas por um presidente, governador ou prefeito que envolvam o SUS deixarão de ser apenas uma carta de intenções para se transformar em obrigação. Para o cumprimento das responsabilidades, pactos federativos poderão ser feitos para possibilitar a gestão cooperativa do SUS, firmados por comissões intergestoras tripartite (União, Estados e municípios), no âmbito nacional, ou bipartite (Estados e municípios), no campo estadual.

“Os acordos que são feitos hoje e que têm um aspecto meramente informal passam a ter força de contrato. Por exemplo, se estabelecermos uma meta para o Brasil de reduzir a mortalidade infantil e um determinado município se comprometer a reduzir o problema em 10% num período de cinco anos, isso deixa de ser uma mera intenção e passa a ser um contrato que terá que ser cumprido”, explica.

Caso no decorrer do período estabelecido os gestores avaliarem que não será possível cumprir a meta, o texto da proposta prevê, porém, a possibilidade de mudanças no termo de ajuste celebrado entre as partes.

Cada um dos entes da Federação terá que fazer a sua parte em benefício da população para escapar das sanções da proposta. No exemplo citado pelo senador sobre a redução da mortalidade infantil, o Ministério da Saúde seria o financiador, a secretaria de Saúde do Estado contrataria profissionais e ofereceria treinamento e o município seria executor da ação.

Como sanção para coibir as infrações, estão previstas advertências e multas que variam de 10 a 50 vezes o valor do salário mínimo aos gestores. Humberto explica que, atualmente, quando um município deixa de cumprir suas responsabilidades, a única punição possível é a suspensão do repasse de recursos para a cidade. “Mas quem é prejudicado? É o prefeito? É o secretário? Não, é a população”, ressaltou.

“A nossa avaliação, assim como a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem esse entendimento, é de que os gestores também precisam cumprir determinadas responsabilidades no SUS. O que nós estamos tentando transpor para a política de saúde é aquilo que a LRF conseguiu com muito sucesso fazer em relação às contas públicas”, resume.

O parlamentar reconhece que o orçamento público não é suficiente para atender as determinações constitucionais e da Lei Orgânica da Saúde para o atendimento da população. No entanto, Humberto ressalta que os problemas do funcionamento do sistema de saúde também passam pela gestão, alvo da proposta.

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Caruaru-PE: 2ª Audiência Pública da Saúde acontece hoje

A Secretaria de Saúde realiza hoje (quinta-feira, 27), às 14h, a 2ª Audiência Pública na Câmara Municipal. Na ocasião, haverá a prestação de contas dos recursos recebidos e aplicados no setor Saúde, auditorias realizadas e serviços produzidos no âmbito do SUS Municipal, durante o terceiro quadrimestre de 2013.

De acordo com a Secretária de Saúde, Aparecida Souza, a Audiência configura a oportunidade de promover o diálogo da Administração com os diversos atores sociais, ratificando a democratização e a transparência, além de abrir espaço para o controle social.

A primeira Audiência aconteceu ano passado, em dezembro, quando foi apresentada a sociedade civil, as contas públicas do primeiro e segundo quadrimestre.

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Recife-PE: Tratamento para lúpus, doença crônica, é oferecido pelo SUS

Patologia chamou a atenção por causa de Paulinha, de Amor à Vida.
Evento para especialistas deve discutir a doença nesta sexta (16) e sábado.

Estudantes de graduação, pós graduação e professores universitários de todo o Brasil participam, nesta sexta (16) e sábado, da Jornada de Clínica Médica do Hospital Miguel Arraes. No evento, palestras vão discutir assuntos em destaque na área de cada especialidade. Uma das doenças que vão entrar em debate é o lúpus, que vem chamado a atenção da população por conta da personagem Paulinha, da novela Amor à Vida, que precisou até de um transplante de fígado depois de uma complicação causada pela patologia. No Recife, o tratamento da doença é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O diagnóstico nem sempre é fácil porque os sintomas – alteração da pele e dor nas articulações, por exemplo – podem aparecer em qualquer idade e ser confundidos com o de outras doenças mais comuns. É mais frequente em mulheres a partir dos 20 anos, mas, de acordo com a médica reumatologista Andrea Dantas, a medicina ainda não sabe as causas do lúpus. “Não é nenhuma infecção, não é nada que a pessoa comeu ou fez. É uma predisposição genética que, por algum motivo especial que ainda não sabemos, desencadeia a doença”, explicou, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco.

Paulinha, personagem de Klara Castanho, tem lúpus na novela (Foto: Reprodução/TV Globo)

Paulinha, personagem de Klara Castanho, tem lúpus na
novela (Foto: Reprodução/TV Globo)

Não há nenhum exame que mostre, com certeza absoluta, a presença do lúpus. O diagnóstico é clínico e os resultados das análises apenas ajudam a confirmar o quadro. Se não for bem cuidada, a doença pode comprometer rins, coração, pulmões e levar à morte. “Não tem cura, é uma doença crônica que tem que ser acompanhada pelo resto da vida. Mas se as recomendações médicas forem seguidas direitinho, a pessoa pode ter uma vida completamente normal”, garantiu Andréa. Os medicamentos necessários ao tratamento são distribuídos pela rede pública. De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, existe atendimento médico gratuito no Hospital das Clínicas, na Cidade Universitária, e no Hospital Oswaldo Cruz, no bairro de Santo Amaro.

Além da reumatologia, área que estuda o lúpus, a Jornada deste fim de semana deve reunir cardiologistas, nefrologistas e outros especistas. O evento acontece no Hotel Internacional Palace, na Rua Bruno Veloso, 55, Boa Viagem. As últimas vagas para participar do evento ainda estão disponíveis pelo site. O ingresso custa R$ 150 para estudantes, residentes e profissionais de saúde. Médicos pagam R$ 180.

Serviço
Jornada de Clínica Médica do Hospital Miguel Arraes
Dia 16, a partir das 19h, e dia 17, a partir das 8h
Hotel Internacional Palace – Rua Bruno Veloso, 55 – Boa Viagem – Recife, PE
Inscrições pelo site
Ingressos de R$ 150 a R$ 180

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/08/no-recife-tratamento-para-lupus-doenca-cronica-e-oferecido-pelo-sus.html

 

Humberto defende mais verbas para a saúde

O senador Humberto Costa defendeu hoje, em discurso no plenário do Senado, a destinação de mais recursos para a Saúde. Para ele, muitos avanços foram conquistados nos últimos anos, mas a sociedade pede novas melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS).

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O senador pediu um debate amplo e um entendimento com o Governo Federal para definir de onde sairão as novas fontes de recursos. “Precisamos discutir com o governo se o governo tem alguma proposição, se haverá uma transição, quando começa a viger essa proposição”, afirmou o petista.

Humberto que é médico, ex-ministro da Saúde e relator da Comissão de Financiamento disse que algumas medidas estão em análise no Congresso Nacional  e pediu “tranquilidade” ao presidente do Senado, Renan Calheiros, para que o Congresso possa analisar melhor as propostas. 

“Reforço o apelo que eu fiz ao presidente desta Casa. Eu entendo a urgência, a necessidade de nós damos resposta  aos anseios da população, mas temos que faze-la com absoluta tranquilidade e com a absoluta certeza que estamos trilhando o caminho correto”, disse o petista.

O senador ainda descartou a ideia levantada pelo tucano Aécio Neves de garantir 10% da receita líquida da União para a Saúde. “Essa proposição não faz nenhum sentido porque repassaria para a Saúde menos recursos do que nós temos hoje. Hoje, se tivéssemos a aplicação da receita líquida, teríamos um gasto de R$ 67,4 bilhões. E só nesse ano, a previsão é que os gastos efetivamente realizados cheguem a R$ 83 bilhões”, contestou.

O senador acredita que já em agosto será possível votar uma proposta que contemple todos os atores envolvidos. “A gente precisa votar com consciência e com certeza que estaremos fazendo o melhor pra saúde”, definiu o petista. 

Aluno de medicina terá de trabalhar dois anos no SUS para receber diploma

Da Agência Brasil

Estudante-de-medicina

Os alunos que ingressarem nos cursos de medicina a partir de 2015 terão que atuar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. A medida é válida para faculdades públicas e privadas e faz parte do programa Mais Médicos, anunciado hoje (8) pelo governo federal. Com isso, o curso passará de 6 anos para 8 anos de duração.

Os estudantes irão trabalhar na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública. Eles vão receber uma remuneração do governo federal e terão uma autorização temporária para exercer a medicina, além de continuarem vinculados às universidades. Os profissionais que atuarem na orientação desses médicos também receberão um complemento salarial. Os últimos dois anos do curso, de atuação no SUS, poderão contar para residência médica ou como pós-graduação, caso o médico escolha se especializar em uma área de atenção básica.

Com a mudança nos currículos, a estimativa é a entrada de 20,5 mil médicos na atenção básica. “Esse aumento será sentido a partir de 2022, quantos os médicos estarão formados”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

De acordo com os ministérios da Educação e Saúde, as instituições de ensino terão que acompanhar e supervisionar o aluno. Após o estudante ser aprovado no estágio no SUS, a autorização temporária de exercício será convertida em inscrição no Conselho Regional de Medicina. Por haver recursos federais no programa, os alunos das escolas particulares deverão ficar isentos do pagamento de mensalidade. Esse trabalho na rede pública não acaba com o internato, no quinto e no sexto anos do curso.

Até 2017, a oferta de vagas nos cursos de Medicina terá um aumento superior a 10%. Com o programa Mais Médicos, serão abertas 3.615 vagas nas universidades públicas e, entre as particulares, devem ser criadas 7.832 novas matrículas.

O aumento deve ser sentido este ano, quando abertas 1.452 vagas. Em 2014, serão 5.435, anuciou Mercadante. De acordo com o ministro, haverá uma descentralização dos cursos que serão instalados em mais municípios. A residência médica terá de acompanhar o ritmo de vagas abertas na graduação.

“Não basta abrir curso de medicina para fixar um médico em uma região que temos interesse para ter. É preciso residência médica, que é um fator decisivo para a fixação, além de políticas na área de saúde. Estados que têm oferta de residência médica, tem uma concentração grande de médicos, como Rio de Janeiro e São Paulo”, disse o ministro.

Segundo ele, haverá uma melhor distribuição dos cursos pelo país. Atualmente, 57 municípios oferecem cursos de medicina, com o programa de residência. Mais 60 passarão a ofertar, totalizando 117 municípios no país. Isso acarretará, para as federais, a contratação de 3.154 professores e 1.882 técnicos-administrativos.

Nas particulares, segundo Mercadante, não haverá mais a “política de balcão”, onde os institutos apresentam as propostas para a abertura de cursos. Agora, a oferta de cursos de medicina será definida por meio de editais públicos, de acordo com a necessidade do país. “Vamos verificar as áreas que têm condições e necessidade de ofertar vaga e lá ofertaremos”.

Blog do Mário Flávio, por Mário Flávio

Lei que prevê tratamento de câncer em 60 dias vale a partir desta quinta

Prazo conta após diagnóstico e inclusão de dados no prontuário médico.
Quase 280 unidades do país farão cirurgia, químio e radioterapia pelo SUS.

Entra em vigor nesta quinta-feira (23) a lei federal que estabelece um prazo máximo de 60 dias para que pessoas com câncer iniciem o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesse período, que conta a partir da confirmação do diagnóstico e da inclusão dessas informações no prontuário médico, os pacientes devem passar por cirurgia ou iniciar as sessões de químio ou radioterapia, conforme a indicação de cada caso.

A lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro do ano passado e tinha 180 dias para começar a valer.

O paciente que não conseguir iniciar seu tratamento dentro do prazo que prevê a lei pode fazer uma denúncia junto à ouvidoria do SUS pelo telefone 136. Essas denúncias serão fiscalizadas pelo Ministério da Saúde. Em último caso, o paciente pode ainda acionar a Justiça contra o estado ou o município em que o problema tiver ocorrido.

A nova regra, porém, não vale para três casos: câncer de pele não melanoma (a biópsia às vezes já é o tratamento), tumor de tireoide com menor risco e pacientes sem indicação de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em algumas dessas situações, porém, o uso de remédios deve começar logo após a detecção da doença.

A previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que 518 mil casos de câncer sejam diagnosticados em 2013, número que deve aumentar com o envelhecimento da população e o aumento do tabagismo no sexo feminino.

Em todo o país, 277 hospitais, centros e institutos estão habilitados a realizar procedimentos oncológicos pela rede pública. Há unidades em todos os estados, mas cinco deles – quatro no Norte e um no Nordeste – têm apenas um local de tratamento. É o caso do Acre, Amapá, Amazonas, Roraima e Piauí.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, será preciso ampliar os serviços principalmente nessas duas regiões e no interior do país. Os investimentos para isso têm sido feitos desde 2011, com a implantação de 80 novos centros de radioterapia, aquisição de equipamentos e parcerias junto ao Ministério da Educação (MEC) para formar profissionais na área de oncologia, o que leva de dois a três anos.

“[Isso] Vai exigir uma reorganização dos estados e municípios, dos hospitais. (…) Outro grande desafio é termos mais médicos especialistas em câncer”, disse Padilha, em entrevista à Globo News.

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, os cinco estados com apenas uma unidade de atendimento ao câncer pelo SUS apresentam um perfil populacional baixo, e o cálculo do número de locais necessários é feito com base no total de habitantes. Apesar disso, segundo Magalhães, esses “vazios assistenciais” serão identificados e corrigidos

Rosemar e Jaciara em tratamento contra o câncer em Ribeirão (Foto: Fernanda Testa/G1)                              Rosemar e Jaciara fazem tratamento de câncer
em Ribeirão Preto (SP) (Foto: Fernanda Testa/G1)

Para quem mora no Norte e no Nordeste, muitas vezes a saída é viajar milhares de quilômetros em busca de atendimento especializado. Foi o caso de duas mulheres, uma de Rondônia e outra da Paraíba, que foram diagnosticadas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Rosemar Rodrigues Barbosa, de 25 anos, e Jaciara de Lima Cosmo, de 18, fazem parte dos 6% dos atendimentos do hospital que incluem pessoas de fora da região. As duas começaram o tratamento menos de 20 dias após o diagnóstico da doença: uma tem um tumor na língua e a outra, um linfoma (câncer no sistema linfático).

Na tentativa de ajudar no tratamento de pacientes com câncer, clínicas privadas também poderão se credenciar ao SUS. O objetivo do Ministério da Saúde é aproveitar a estrutura que já existe e expandi-la em novos turnos. Magalhães conta que 20 serviços privados de radioterapia estão se credenciando à rede pública, e outros já 50 foram consultados pelo governo.

“A data de hoje é um marco na disposição legal, mas nada acontece de um dia para o outro. Apoiamos a iniciativa da lei porque vira uma força a mais para o que já estávamos tratando de forma especial, que são as doenças crônicas. Cada vez mais, conseguimos colocar o câncer no centro da Política Nacional de Saúde”, avalia.

Novo sistema
Desde o dia 16, municípios e estados brasileiros têm acesso ao Sistema de Informação do Câncer (Siscan), um programa de computador que reunirá o histórico de todos os pacientes oncológicos e do tratamento de cada um.

Reginaldo Filho e sua esposa, no Recife (Foto: Katherine Coutinho / G1)                            Desenhista Reginaldo da Silva Filho e a mulher,
Laudiceia, no Recife (Foto: Katherine Coutinho/G1)

A partir de agosto, as prefeituras e os governos estaduais serão obrigados a cadastrar as informações nesse sistema – que estará disponível ao público, via internet. Quem não cumprir o acordo terá repasses suspensos por parte do governo federal.

“O Siscan vai permitir um monitoramento online em tempo real, mostrar onde há mais dificuldades, a concentração dos tipos de câncer, para elaborar forças-tarefa e agilizar procedimentos. Onde houver indícios de descaso por parte de um gestor ou prestador, haverá punição administrativa”, explica o secretário.

Mais de mil pessoas foram treinadas a usar o novo sistema, com cursos a distância e manuais, segundo Magalhães. Depois de agosto, será feito o primeiro balanço, que após esse período deve ser mensal.

O Siscan ainda não chegou, porém, a instituições como o Hospital do Câncer de Pernambuco, onde o desenhista Reginaldo Carlos da Silva Filho, de 23 anos, luta contra um câncer nos ossos e nos pulmões. Após os primeiros sintomas, há cinco anos, ele levou oito meses para receber atendimento e mais de cinco meses para iniciar o tratamento.

Toda semana, Reginaldo viaja quase 70 km da cidade onde mora, Lagoa de Itaenga, até o hospital em Recife. Ele tem recebido o apoio da mulher, que conheceu em São Paulo, depois de nove meses de conversas a distância, e com quem se casou em fevereiro.

Apoio familiar incentiva irmãs na busca pela cura do câncer em unidades de saúde de Campinas (Foto: Anaísa Catucci/ G1 Campinas)                              Irmãs Clediléia e Clereni se apoiam uma na outra
para vencer o câncer (Foto: Anaísa Catucci/G1)

Demora no diagnóstico
Um dos problemas que a nova lei não contempla é a demora que o paciente enfrenta para obter o diagnóstico correto da doença. Esse foi o caso da vendedora Clediléia Maria Magalhães, de 35 anos, que vive em de Campinas (SP) e levou oito meses para receber o resultado de uma mamografia, que acabou identificando um nódulo. Agora, ela vive uma fase de “angústia, com um peso nas costas”, à espera de novos exames para saber se se trata de um tumor maligno.

“O médico do posto disse que tem possibilidade de não ser câncer e que há casos mais graves na minha frente. Mesmo com a orientação de um oncologista, que me examinou e pediu exames pré-operatórios, ele resolveu cancelar tudo, depois solicitou uma ultrassonografia e, se for possível, irá encaminhar para um mastologista”, disse.

Já a irmã mais velha de Clediléia, Clereni Maria Cândido, de 47 anos, foi diagnosticada em 2007 com um tumor no ovário que se espalhou para outros órgãos. Para detectar a doença, ela resolveu pagar as próprias despesas – pelo menos, R$ 2,5 mil. Acabou passando por três hospitais, quatro cirurgias e se aposentou por invalidez.

Para o oncologista Pedro Ricardo de Oliveira Fernandes, do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, a nova regra não melhora os problemas da rede pública.

“Diante da situação que enfrentamos hoje, é uma utopia acreditar que vai ocorrer com tanta agilidade a mudança do cenário que temos nos hospitais da cidade. Os exames ambulatoriais pelo SUS demoram muito e, quando precisamos de exames sofisticados, existem pacientes que morrem na fila por conta da precariedade”, diz.

Francisca Camurça Rondônia (Foto: Ivanete Damasceno/G1)                               Dona de casa de Rondônia se queixa da demora
para ter diagnóstico (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Na opinião do secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, os serviços do SUS devem facilitar o diagnóstico por meio de exames como ultrassom, endoscopia e colonoscopia.

“Outro ponto é apostar na detecção precoce. Quanto mais cedo o médico, na atenção básica, suspeitar de algo, maior pressão haverá para o paciente fazer os exames e iniciar o tratamento”, diz.

Esse é o ponto fraco da maioria dos casos. Segundo Rodrigo Almeida de Souza, diretor do Hospital de Base Ary Pinheiro, em Rondônia, o diagnóstico precoce depende do tempo que o paciente leva para procurar o posto de saúde e ser encaminhado a um especialista.

Esse tempo prolongado pode ser determinantecomo vive na pele a dona de casa Francisca Camurça, de 53 anos, que faz tratamento contra um câncer de mama em Porto Velho, após quase sete meses de espera pelo resultado.

Sobre o tratamento, Francisca não tem queixas. “Começou rápido, o que demorou foi detectar a doença”, lamenta.

Conceição faz acompanhamento médico (Foto: Alan Schneider / G1)                        Costureira Conceição faz acompanhamento médico
em Jaú, no interior de SP (Foto: Alan Schneider/G1)

Apesar de essas situações de longa espera não parecerem exceção, há casos exemplares de atendimento de câncer no país. Os moradores do interior paulista Conceição Aparecida de Matos e José Gomes Ferreira, de 71 anos, se beneficiaram da rapidez dos serviços oferecidos em Jaú.

Ela, que trabalha como costureira, foi diagnosticada com câncer de intestino e ele, de próstata. Em um mês, Conceição passou por cirurgia e agora faz acompanhamento. José segue o mesmo caminho, e admite que a falta de informação e o preconceito para fazer exames preventivos fizeram com que ele só procurasse um médico aos 60 anos de idade.

No entanto, o atendimento não deve apenas ser rápido, mas também preciso. No caso da professora de Sobradinho (DF) Maria Aparecida Nere, de 53 anos, uma avaliação equivocada poderia ter lhe custado a vida.

Paciente Maria Nere mostra uma chapa de raio X que detectou a presença de um tumor na mama esquerda (Foto: Lucas Nanini/G1)                        Antes de detectar tumor de mama, professora do DF
ouviu que ‘câncer não dói’ (Foto: Lucas Nanini/G1)

Após fazer um autoexame das mamas em 2011, ela suspeitou que estava com câncer no seio esquerdo. Consultou-se com dois ginecologistas do SUS, e eles disseram que era apenas gordura e que não deveria se preocupar, pois “câncer não dói”. Mas dois exames feitos no mesmo ano mostraram que os especialistas estavam errados.

Hoje, após fazer cirurgia e sessões de químio e radioterapia, Maria Aparecida espera pelo resultado de uma ressonância magnética – feita em clínica particular – para saber se um caroço identificado no tórax e outro na mama esquerda são novos tumores.

Ajuda influente
O aposentado gaúcho Adão Monteiro, de 66 anos, acredita que só conseguiu o tratamento contra um câncer de próstata porque teve ajuda de um vereador.

Ele esperou 11 meses para tratar a doença, diagnosticada em 2011, e precisou passar por 37 sessões de radioterapia no Complexo Hospitalar da Santa Casa, em Porto Alegre.

Adão Monteiro esperou 11 meses por tratamento de um câncer (Foto: Tanise Scherer/G1)                           Aposentado teve ajuda de vereador para iniciar
sessões de radioterapia (Foto: Tanise Scherer/G1)

“Foi demorado. Se não conhecer ninguém influente, a pessoa morre. Eles não dão bola. (…) É um descaso com o ser humano. Quando a pessoa estiver morrendo, daí eles atendem”, desabafa a mulher de Adão, Regiane Alves Monteiro.

Outro entrave vivido por pacientes com câncer é a falta de acesso aos medicamentos necessários ao tratamento, que às vezes não são encontrados no SUS e precisam ser comprados. Adão também passou por isso, e decidiu entrar na Justiça contra a Prefeitura de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde mora, para receber o remédio de que precisava.

Atendimento
Dados do ministério mostram que, antes mesmo da nova lei, 78% dos casos de câncer em estágio inicial já têm sido tratados em até 60 dias. Nos casos de câncer em estágio avançado, esse índice sobe para 79%. As informações mostram ainda que 95% das crianças e dos adolescentes começam a ser tratados dentro desse prazo.

Apesar disso, ainda há uma grande desigualdade de tratamento em cidades mais distantes dos grandes centros urbanos, disse Padilha.

Queremos reduzir as desigualdades em relação ao tratamento de câncer no país. Queremos que todos sejam tratados em 60 dias”
Alexandre Padilha,
ministro da Saúde

“Queremos reduzir as desigualdades em relação ao tratamento de câncer no país. Queremos que todos sejam tratados em 60 dias”, afirmou.

Se o prazo máximo estiver próximo do fim e o tratamento ainda não tiver começado, os pacientes poderão procurar e cobrar a Secretaria Municipal de Saúde, segundo Padilha.

“Sabemos que será um grande desafio para os municípios cumprirem o prazo, mas é preciso que o cidadão busque informações nos equipamentos de saúde. [...] O ministério também terá uma comissão de acompanhamento de cumprimento dos prazos em todo o país”, disse.

Segundo o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, o paciente ou os familiares também podem ligar para o Disque Saúde (Ouvidoria Geral do SUS), no telefone 136.

Câncer no Brasil

O Inca prevê 518 mil novos casos de câncer em 2013. No ano passado, foram mais de 500 mil diagnósticos de tumores, e o gasto público com internações foi de R$ 806 milhões. Esse é o segundo problema de saúde que mais mata no Brasil, atrás apenas de doenças cardiovasculares.

Entre as mulheres, o câncer que mais mata é o de mama – foram 12.705 casos entre 2010 e 2011, o que representa 15,3% das mortes femininas no país. Já entre os homens, o câncer de traqueia, brônquios e pulmões somou 13.677 casos no mesmo período, alcançando 14,2% dos óbitos.

O câncer não pode esperar, mas o tempo não é o principal fator determinante, e sim a qualidade do tratamento, se ele é correto, coerente”
Nise Yamaguchi,
oncologista

Para Padilha, a população brasileira também precisa melhorar os hábitos como forma de prevenção.

“É um problema de saúde pública que será cada vez mais presente por conta do modelo de vida, da urbanização e do envelhecimento. [...] A prevenção do câncer, antes de mais nada, é não fumar, ter hábitos saudáveis, fazer exercícios”, destacou.

‘Decisão cautelosa e útil’
Na opinião da oncologista Nise Yamaguchi, diretora do Instituto Avanços em Medicina e médica dos hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo, a decisão do governo é extremamente cautelosa, útil, e vem da necessidade de agilizar o sistema.

“O câncer não pode esperar, mas o tempo não é o principal fator determinante, e sim a qualidade do tratamento, se ele é correto, coerente. É preciso saber o que se está fazendo, e isso não é imediato, depende da resposta do patologista, de uma biópsia”, explica.

Nise diz que, na maioria das situações, dois meses são um prazo razoável. A exceção fica por conta de alguns tipos de leucemia, que avançam mais rápido. Em relação às metástases – quando um tumor se espalha para outros órgãos ou tecidos –, não é possível saber quando elas vão ocorrer, razão pela qual não dá para afirmar se 60 dias são um período seguro ou não.

De acordo com a especialista, na maioria dos países não existe esse tipo de lei.

“Neste Brasil continental, seria impossível dar conta de um prazo menor, pois não adianta uma lei para não ser cumprida. Dentro de um ano é que poderemos avaliar essa medida”, diz a médica.

*Colaboraram G1 PE, DF, RO, RS,  Ribeirão Preto e Franca, Bauru e Marília, e Campinas e Região.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/05/lei-que-preve-tratamento-de-cancer-em-60-dias-vale-partir-desta-quinta.html

Número de cirurgias bariátricas cresce 90% em cinco anos, diz entidade

ÍndiceGORSOO número de cirurgias bariátricas feitas no Brasil aumentou quase 90% nos últimos cinco anos e chegou a 72 mil em 2012, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 6.029 foram feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o presidente da SBCBM, Almino Ramos, a ampliação se deve ao maior conhecimento da população sobre o procedimento. A entidade também acredita que o aumento se deve ao novo rol de cobertura da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que obrigou os planos e operadoras de saúde a oferecer tratamento cirúrgico sem restrição aos portadores de obesidade mórbida, respeitando a decisão médica e o direito do paciente.

No ano passado, o total de cirurgias bariátricas por videolaparoscopia – por meio do qual o médico insere uma câmera no paciente para monitorar o procedimento – dobrou, representando 75% de todas as cirurgias feitas. Em 2011, a técnica convencional, mais invasiva e dolorosa, havia sido usada em 60% das operações. Os médicos reclamam que, enquanto a rede particular prioriza a videolaparoscopia, a rede pública quase não utiliza esse procedimento.

Segundo Ramos, quando a cirurgia é feita por videolaparoscopia, a recuperação ocorre em menos de duas semanas, enquanto no procedimento tradicional o prazo sobe para até 60 dias. “Com videolaparoscopia a recuperação do paciente é muito mais rápida, em torno de dez a 12 dias o paciente já tem condições de voltar às atividades normais”, destacou ele.

Agência Brasil

Liberada pílula que previne a Aids

O governo dos EUA autorizou ontem, pela primeira vez, que um medicamento, o Truvada, seja usado para impedir a infecção de seres humanos pelo HIV, vírus da Aids.

Numa única pílula, o remédio combina duas substâncias. Uma série de testes em milhares de pessoas mostrou que, além de controlar infecções já existentes, o Truvada tem um papel preventivo, diminuindo em 70%, em média, o risco de adquirir o vírus.

Pelo resultado animador, embora longe de ser perfeito, especialistas pedem cautela. É improvável que o Truvada seja usado como substituto da camisinha como principal medida de prevenção contra o avanço da Aids.

Além disso, é preciso considerar, entre outras coisas, o custo do tratamento –em torno de R$ 20 mil por ano– e o risco de efeitos colaterais, como náusea, vômito e diarreia.

Mais raramente, também podem ocorrer problemas nos rins e maior propensão a ter osteoporose.

Em resumo, não se trata de uma prevenção de uso geral, mas de uma medida para ajudar quem já corre risco muito elevado de se infectar.

O Ministério da Saúde informou que, por enquanto, não planeja incluir o Truvada como método auxiliar de prevenção na rede pública.

O medicamento foi liberado pela Anvisa para uso no Brasil em maio, mas seu uso não está incluído no SUS (Sistema Único de Saúde).

Fonte: Folha de São Paulo, acesso dia 17/07/2012.