Recursos do Projeto São Francisco apoiam pesquisa da flora na Caatinga

Em Petrolina (PE), pesquisadores estudam com profundidade o único bioma exclusivamente brasileiro. 

Entre as contribuições para a ciência que os recursos do Projeto de Integração do Rio São Francisco promovem, a maior colaboração sobre estudos da flora está em Petrolina, no sertão de Pernambuco.  

No Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas (Crad), da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), pesquisadores estudam com profundidade o único bioma exclusivamente brasileiro: a Caatinga. O método do coordenador do Centro, professor José Alves de Siqueira, tem estratégia e etapas. 

1

Segundo ele, é necessário conhecer as plantas para saber como o bioma é formado, resgatar as espécies, coletar sementes para guardá-las e produzir as mudas. Em seguida, descobrir como recuperar a Caatinga. “O nível do conhecimento a ser adquirido é totalmente diferente do que existe acumulado hoje sobre a Mata Atlântica, já bastante estudada pela academia”, explica Siqueira. 

Frentes de pesquisa - A criação do Crad e o trabalho dos pesquisadores junto às obras que criam canais para levar as águas do Rio São Francisco aos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará fazem parte dos investimentos em ciência que a obra da transposição possibilita. Os investimentos em estudos da flora, da fauna e em arqueologia somam quase R$ 1 bilhão. 

O Centro dedica-se à flora e à recuperação de áreas degradadas, promovendo várias frentes de trabalho. Com a coleta de espécies vivas, por exemplo, é possível manter em laboratório cerca de três milhões de sementes em câmara fria, a 7°C. As cerca de 150 espécies da coleção são todas comuns às áreas onde ocorrem as construções do empreendimento. 

As sementes também são utilizadas em novos estudos sobre germinação. Pesquisadores analisam a melhor forma de induzir a brota ou as espécies de plantas que precisam de outros agentes como o clima, insetos, aves, animais ou mesmo uma ação humana. 

Mudas - Em outra área do Crad, ocorre a pesquisa sobre as mudas da Caatinga. A partir dos dados levantados, algumas adaptações já foram feitas pela equipe. Os tubetes, onde as mudas são desenvolvidas, precisaram ser mais compridos. “Algumas espécies desenvolvem raízes profundas pela necessidade de procurarem água. Logo, tubetes compridos para as mudas”, explica o professor José Alves. 

Sementes e mudas são a base da recuperação das áreas degradadas. A tecnologia apoia essa missão. O Centro possui um laboratório de geoprocessamento capaz de produzir mapas que indicam o tipo de solo, proximidade de fontes de água, nível de precipitação histórico, incidência de sol, altitude, dentre outros dados. 

As informações são cruzadas com os hábitos catalogados das espécies mais comuns e em que áreas elas foram coletadas. Com a combinação de dados, é possível saber quais locais com melhores chances de ser encontrar determinada espécie ou quais são os tipos mais indicados para recompor uma mata em determinada região. “Se um prefeito ligar dizendo que quer replantar uma área, por exemplo, posso enviar as mudas adequadas para ele”, conta Alves.

Herbário - O centro também possui um herbário com mais de 10 mil espécies devidamente catalogadas, muitas em duplicata para a constante troca de informações com instituições similares, rotina comum entre os herbários ativos. “Queremos nosso herbário como uma referência das plantas existente nos biomas encontrados na bacia do rio São Francisco”, garante o professor.

Como indicador de sua atividade, o local possui duas espécies que estão em fase de descrição e podem se tornar as primeiras contribuições para a ciência. Uma é da família das samambaias e outra uma araliácea. 

Xiloteca - O Crad possui ainda uma xiloteca, neste caso um conjunto de amostras das árvores retiradas da natureza por causa da obra de transposição do Rio São Francisco. Os exemplares são guardados com diferentes cortes e é possível se obter informações morfológicas, sobre os desenhos do interior do tronco e a formação da casca.

A sala da xiloteca está localizada próxima à entrada do Crad. Ao receber estudantes em dia de educação ambiental, José Alves gosta de apresentá-los à coleção com uma pergunta: “Quem já viu mil anos de uma vez só?”.

Projeto São Francisco amplia conhecimentos e atuação de agentes comunitários de saúde

Oficinas qualificaram mais de 600 multiplicadores. Esta semana, seminários encerraram o ciclo das capacitações nos estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco.

Todos os dias, Willian Carvalho do Nascimento, agente comunitário de saúde da zona rural do município de Salgueiro (PE), cidade pernambucana localizada a 514 quilômetros do Recife, percorre em sua motocicleta um longo trecho em meio ao sertão nordestino. Na paisagem, um cenário adornado pela diversidade do bioma caatinga, composta por mandacarus, coroas de frade, xique-xiques e tantas outras espécies nativas.

1

Para Willian, a importância do seu trabalho junto às famílias de comunidades rurais vai além da função educativa e dos serviços executados pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Ele busca também a sensibilização das pessoas com as quais mantém contato, contribuindo assim para uma conscientização cidadã, independente das dificuldades.

O agente comunitário, que é responsável pelo acompanhamento de 111 famílias da zona rural, garante que após as capacitações promovidas pelo Ministério da Integração Nacional (MI), por meio do Projeto de Transposição do São Francisco, seu conhecimento foi ampliado. Agora, além de levar informações referentes à saúde, Willian compartilha noções de cidadania, direitos humanos, preservação do Meio Ambiente e combate à violência.

“As reuniões foram importantes porque elas nos capacitaram para observar e agir além da nossa função de lutar para a garantia da qualidade de vida das pessoas que atendemos, mesmo nos deparando, em alguns casos, com situações como a violência doméstica”, afirmou. Segundo ele, o trabalho é permeado pela relação de confiança e profissionalismo para com as pessoas atendidas. “É preciso saber discutir e trabalhar alguns assuntos. Então a gente vai assim, meio que rodeando, para ganhar a confiança e garantir credibilidade”, conta.

Oficinas - Iniciadas em fevereiro de 2013, as oficinas de Educação em Saúde qualificaram mais de 600 multiplicadores. Organizadas em quatro módulos, as capacitações abordaram tópicos como “Proliferação de Vetores e Acidentes com Animais Peçonhentos”, “Saneamento Ambiental, Doenças de Veiculação Hídrica e Efeitos Danosos dos Agrotóxicos” e “Gravidez na Adolescência, DST/AIDS e Prevenção à Violência”.

Outra moradora da cidade, a agente comunitária de saúde urbana Rosimeire Araújo, também considera que a missão de educadora foi diversificada a partir das aulas. Ela afirma que seu papel social vai além das oito horas diárias de trabalho e que se esforça para levar informação e orientação a 174 famílias de uma região da cidade. 

A atuação desses profissionais nas comunidades inicia uma revolução silenciosa, que influencia na forma como as pessoas cuidam da própria saúde e do ambiente em que vivem.  “A gente acaba se comprometendo e orientando as pessoas sobre pequenas atitudes que fazem grande diferença, como um simples papel de bala ou palito de picolé, descartados em locais inapropriados”, explica. De acordo com Rosimeire, muitas vezes é preciso enfrentar com otimismo a falta de interesse da população abordada. “Eu não desisto. Se marcamos uma reunião e não vai muita gente, não deixamos de fazer nosso trabalho”, ressaltou.

Para trabalhar com os jovens, um público que ainda está descobrindo a sexualidade, a agente comunitária de saúde urbana Josilene Pereira da Silva, utilizou fotografias, exibidas em seu próprio celular, para alertar sobre os perigos das doenças sexualmente transmissíveis (DST´s).

“Tudo que eu aprendo eu tento para levar para as pessoas. Então é preciso estudar e estar sempre atualizada”, considera. Josilene constatou, após aplicar as novas estratégias de abordagem com o este público, o crescimento na solicitação de preservativos e na procura pela realização de exames e testes de sorologia para o diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis.

Encerramento do ciclo de capacitações – O Ministério da Integração Nacional, por meio do Projeto de Integração do Rio São Francisco, promoveu, nos dias 17, 18 e 20 de setembro, em Cajazeiras (PB), Brejo Santo (CE) e Salgueiro (PE), respectivamente, Seminários Estaduais de Educação em Saúde. As atividades marcaram o encerramento do ciclo de capacitações das Oficinas.

Os seminários promoveram um espaço favorável à reflexão e ao diálogo, permitindo a troca de experiências e vivências educativas nas comunidades atendidas. Os participantes debateram os principais problemas relacionados ao tema nos municípios, bem como medidas e novas ações que poderão ser implantadas, visando à promoção da saúde da população. Na conclusão dos eventos, “Agendas de Prioridades de Educação e Saúde” – construídas durante os seminários – foram entregues pelos agentes comunitários aos gestores municipais e estaduais.

Entre as propostas formuladas estavam a ampliação de investimentos na rede de saúde básica, a divulgação de novas campanhas preventivas e a organização de capacitações nos moldes das oficinas oferecidas pelo Projeto.

Projeto São Francisco: seminários encerram ciclo de capacitações de Educação em Saúde no Ceará, na Paraíba e em Pernambuco

Os eventos integram a proposta de Educação em Saúde, desenvolvida junto aos agentes de saúde, de combate às endemias e às lideranças comunitárias nas regiões do empreendimento

O Ministério da Integração Nacional, por meio do Projeto de Integração do Rio São Francisco, oferecerá nos dias 17, 18 e 20 de setembro, em Cajazeiras (PB), Brejo Santo (CE) e Salgueiro (PE), respectivamente, Seminários Estaduais de Educação em Saúde. As atividades marcam o encerramento do ciclo de capacitações da Proposta Integrada de Educação em Saúde, desenvolvida junto aos agentes de saúde, de combate de endemias e às lideranças comunitárias dos 17 municípios da área de influência do empreendimento. As oficinas já qualificaram cerca de 700 multiplicadores.

Os seminários objetivam criar um espaço favorável à reflexão e ao diálogo, permitindo a troca de experiências e vivências educativas nas comunidades atendidas. Nos eventos, serão apresentadas as “Agendas de Prioridades de Educação e Saúde”, construídas pelos participantes durante o processo de formação de multiplicadores. Ao longo dessas capacitações, foram identificados os principais problemas relacionados ao tema nos municípios, bem como medidas e novas ações que poderão ser implantadas, visando à promoção da saúde da população.

Capacitações - O cronograma de capacitações na área de educação em saúde teve início em fevereiro de 2013. Em cada um dos 17 municípios, foram realizadas quatro oficinas, as quais abordaram temas como gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis, AIDS, saneamento ambiental e doenças relacionadas à água e efeitos danosos dos agrotóxicos.

As aulas contribuíram para a ampliação dos conhecimentos dos profissionais envolvidos, de forma a potencializar o desenvolvimento das ações preventivas e educativas relacionadas aos possíveis impactos ambientais que podem ser gerados pelas obras da Integração do Rio São Francisco.

Participaram das atividades representantes dos municípios de: Betânia, Cabrobó, Custódia, Floresta, Salgueiro, Sertânia, Verdejante e Terra Nova, em Pernambuco; Barro, Brejo, Jati, Mauriti, Penaforte e Santo, no Ceará; e das cidades paraibanas de Cajazeiras, Monte Horebe, Monteiro e São José de Piranhas.

Redução dos impactos ambientais – A Proposta Integrada de Educação em Saúde é parte do Programa de Educação Ambiental, que atua em três vertentes: nas escolas, na área da saúde e nas comunidades. Em 2012, o módulo de Saúde Ambiental nas escolas, voltado à formação de professores e coordenadores pedagógicos, foi concluído com a promoção da Feira de Troca de Experiências, em Salgueiro (PE), onde foram expostos os trabalhos de mais de mil profissionais de educação.

Programas Ambientais - O Ministério da Integração Nacional desenvolve 38 estratégias ambientais com objetivo de reduzir, compensar e mitigar os impactos ambientais provocados pela implantação e operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que beneficiará mais de 12 milhões de pessoas no semiárido nordestino.

Confira a programação completa do evento no arquivo em anexo.

1 2

Projeto São Francisco adota alternativas socioambientais para tratamento do lixo

O reaproveitamento de resíduos e a coleta seletiva são exemplos das ações praticadas nos canteiros das obras. O empreendimento investe cerca de R$ 1 bilhão em programas ambientais. 

O que muitas vezes é tratado como lixo tem sido separado e reaproveitado nos canteiros das obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Restos de construção, equipamentos sem uso, materiais recicláveis e até resíduos de difícil tratamento encontram destino apropriado ao longo das intervenções que vão levar água a 12 milhões de nordestinos. 

1

Uma das áreas com o maior índice de reaproveitamento está instalada em São José de Piranhas, na Paraíba, cidade onde o Projeto constrói o maior túnel para transporte de água da América Latina. No local, uma trituradora transforma restos de obras em material para pavimentação de vias e revestimento de outras estruturas, como os canais. Há também uma central de triagem para depósito de materiais recicláveis e acondicionamento de resíduos como pilhas, lâmpadas e demais produtos que não podem ser reciclados. 

Além da importância para o meio ambiente, o reaproveitamento gera outras consequências positivas. A utilização de restos de construção reduz custos na compra de produtos e na contratação de empresas para o descarte do lixo. A separação de recicláveis, por exemplo, representa um relevante fator social ao beneficiar associações de catadores e famílias que recebem doações de papelão, metal, plástico, vidro, roupas e outros materiais sem uso no empreendimento. 

Educação sustentável - A conscientização ambiental dos cerca de seis mil trabalhadores envolvidos no Projeto de Integração do Rio São Francisco também é uma preocupação. São promovidos encontros periódicos nos canteiros para orientar os operários sobre segurança e sustentabilidade. “Falamos de temas ligados ao meio ambiente e conversamos a respeito da coleta seletiva. Nossa intenção é fazer com que nossos colaboradores levem para suas casas a prática de separar o lixo, realizada todos os dias nas obras”, explica José Amilton, auxiliar de Controle de Meio Ambiente em São José de Piranhas (PA). 

Investimentos ambientais – Orçado em R$ 8,2 bilhões, o empreendimento prevê investimentos de quase R$ 1 bilhão para programas ambientais, o que representa cerca 11,8% do valor total. O montante é considerado o mais significativo volume de recursos destinado a questões socioambientais e arqueológicas do semiárido setentrional. 

Atualmente, são desenvolvidos 38 programas básicos na área, que visam à minimização, compensação e controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do Projeto. A reutilização e o reaproveitamento dos resíduos produzidos é uma das condicionantes ambientais exigidas às empreiteiras com o objetivo de diminuir os danos à natureza e estimular a sustentabilidade. 

Projeto São Francisco: autorizados mais de R$ 790 milhões em serviços

O Ministério da Integração Nacional assinou três novas ordens de serviço para obras do empreendimento. Com a ação, mais de mil postos de trabalhos serão criados. 

2

Neste mês de agosto, o Ministério da Integração Nacional assinou três novas ordens de serviço para o Projeto de Integração do Rio São Francisco, autorizando a aplicação de mais de R$ 790 milhões no empreendimento. Do total, R$ 347,9 milhões serão destinados para a construção de canais, estações de bombeamento, reservatórios e pontes no Eixo Leste (Meta 1L e 2L). Os outros R$ 442,7 milhões serão investidos nas construções de novos reservatórios no Eixo Norte (Meta 2N). 

A aplicação dos recursos criará mais de mil postos de trabalhos. As contrações vão intensificar as atividades nas obras que passam ao longo do município de Jati, no Ceará, e das cidades pernambucanas de Betânia, Custódia, Floresta, Petrolândia e Sertânia. Ao todo, já são dez ordens de serviços emitidas para o Projeto neste semestre. 

Com mais de 1.800 equipamentos em operação, o número de trabalhadores empregados pelo Projeto ultrapassou os seis mil. A maior obra de infraestrutura hídrica do país também conta com atividades 24 horas por dia em quatro trechos: Jati (CE), Salgueiro (PE), Cabrobó (PE) e em São José de Piranhas (PB). 

Andamento das obras - Dos 16 lotes de obras que compõem a construção do empreendimento, dois já estão concluídos: o Canal de Aproximação dos eixos Norte e Leste. 

Outros 12 ainda estão em atividades: Lote 1, em Cabrobó (PE); 2,3 e 8, em Salgueiro (PE); Lote 4, em Verdejante (PE); Lote 5, em Jati (CE); Lotes 9 e 13, em Floresta (PE); Lote 10, em Custódia (PE); Lote 11 e 12 (em fase de conclusão), em Custódia (PE) e em Sertânia (PE); e Lote 14, em São José de Piranhas (PB). 

Os serviços do Lote 6, em Mauriti (CE); e do Lote 7, em São José de Piranhas (PB), serão retomados com a conclusão do processo licitatório da Meta 3N, que já está em curso. A complementação do Lote 12 – saldos remanescentes de obras do contrato em andamento – será realizada pelas empresas ganhadoras do processo licitatório da Meta 3L, em fase de conclusão. 

O Projeto - O Projeto de Integração do Rio São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Com conclusão prevista até 2015, o empreendimento vai garantir a segurança hídrica de mais de 390 municípios, localizados nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

 

Número de trabalhadores empregados pelo Projeto São Francisco ultrapassa os seis mil

Desse total, dois mil foram contratados nos últimos meses para postos abertos por sete ordens de serviço emitidas ao longo de 2013

Considerado um dos maiores empreendimentos de infraestrutura hídrica do governo federal, o Projeto de Integração do Rio São Francisco atingiu a marca de mais de seis mil funcionários trabalhando para a conclusão do empreendimento. O crescimento do número de contratações ocorreu devido à assinatura das últimas sete ordens de serviço emitidas ao longo deste ano: cinco para o Eixo Norte e outras duas destinadas ao Eixo Leste do programa.

1

Com mais de 1,8 mil equipamentos em operação, atualmente quatro trechos da obra estão em atividade 24 horas por dia. Dos mais de seis mil trabalhadores contratados, cerca de 5.600 atuam diretamente ligados à construção de canais, túneis, barragens e das vilas produtivas rurais. Outros 600 profissionais estão na supervisão, fiscalização e gestão das obras civis, eletromecânicas e ações ambientais do empreendimento.

Além das reuniões mensais que ocorrem em campo para acompanhar de perto o cumprimento dos contratos, o Ministério possui equipes que residem e monitoram o dia a dia das ações das construtoras ao longo dos municípios.

Novo planejamento – O Projeto de Integração do Rio São Francisco irá recuperar 21 açudes e construir outros 26 reservatórios, que funcionarão como pulmões de água para os sistemas de abastecimento do agreste, fornecendo 6m³ por segundo. A estrutura beneficiará cerca de 12 milhões de pessoas no semiárido nordestino, abrangendo  21 municípios:  11 em Pernambuco, cinco no Ceará e os outros cinco na Paraíba.

O empreendimento foi pensado para que as populações rurais sejam abastecidas a partir da água transferida pelos canais do Projeto. Serão atendidas 325 comunidades que residem a uma distância de cinco quilômetros de cada margem dos canais dos Eixos Norte e Leste da obra. A conclusão dos sistemas está prevista por etapas, que deverão ser entregues a partir do quarto trimestre deste ano até o fim de 2015.

Para a construção, o Ministério administra 43 contratos, que envolvem 80 empresas. Com o objetivo de aperfeiçoar o gerenciamento do projeto, foi implantando em 2011 um novo planejamento que adotou a licitação de apenas seis trechos de obras com o prazo de conclusão até 2015. O órgão também reduziu o número de contratos de supervisão das obras de 14 para três.

Programas ambientais - Orçado em R$ 8,2 bilhões, o empreendimento prevê recursos de quase R$ 1 bilhão para programas socioambientais e arqueológicos, o que representa cerca 11,8% do valor total. O montante é considerado o mais significativo volume de investimentos já destinados a projetos dess natureza do semiárido setentrional.

Atualmente, são desenvolvidos 38 Programas Básicos Ambientais, que visam à minimização, compensação e controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação da obra.  Entre as propostas, está a capacitação de agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e lideranças comunitárias em 17 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba.

Projeto São Francisco terá mais de 2.000 novos empregos até outubro

A cada R$ 1 investido na integração do rio, outros R$ 2 são aplicados em obras estruturantes para garantir a segurança hídrica no Nordeste

O Ministério da Integração Nacional tem reforçado todas as frentes de serviço da maior obra de infraestrutura hídrica do país – o Projeto de Integração do Rio São Francisco. Além dos quase dois mil postos de trabalho criados nos últimos meses, o Ministério prevê a contratação de mais dois mil novos empregos até outubro deste ano.  Isto porque, o Ministério da Integração Nacional conclui, nesta semana, os dois últimos processos licitatórios das obras complementares do empreendimento.  As frentes de serviço do Projeto São Francisco que passam por Mauriti, no Ceará; São José de Piranhas e Monteiro, na Paraíba; e Sertânia, em Pernambuco, serão intensificadas. 

No início desta semana, o Ministério concluiu a licitação da chamada 3 Leste do empreendimento. “Na próxima semana já vamos emitir a primeira ordem de serviço do último trecho do Eixo Leste, em Monteiro (PB)”, informou o ministro da Pasta, Fernando Bezerra Coelho, durante o programa Bom Dia, Ministro, transmitido na manhã desta quarta-feira (31/7). A próxima licitação a ser concluída, nesta semana, é da chamada 3Norte, que contempla os antigos lote 6, em Mauriti (CE), e lote 7, em São José de Piranhas (PB). Com mais esta conclusão (Meta 3Norte), os serviços deste trecho serão retomados e a obra do Projeto de Integração do Rio São Francisco estará totalmente remobilizada. 

1

Atualmente, mais de 5.800 pessoas trabalham na construção de canais, aquedutos, túneis, barragens e estações de bombeamento que vão levar água e garantia hídrica aos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Além do trabalho contínuo 24 horas por dia em alguns pontos do empreendimento, o Governo Federal também possui 600 profissionais atuando na fiscalização, supervisão e gerenciamento do Projeto São Francisco. 

O Projeto de Integração do Rio São Francisco faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).  Ainda pelo PAC, o Governo Federal, em parceria com os governos estaduais, financia outras centenas de empreendimentos que estão gerando soluções estruturantes para a falta d’água na região do semiárido. A cada R$ 1 investido na integração do rio São Francisco, outros R$ 2 são aplicados em obras estruturantes para garantir a segurança hídrica no Nordeste. 

Os investimentos em infraestrutura hídrica mais que triplicaram, passando de R$ 7,2 bilhões no PAC 1 para R$ 26 bilhões no PAC 2, nos eixos Oferta de Água, Seca, Irrigação, Drenagem e Revitalização. São obras estruturantes, como barragens, adutoras e canais, que já estão transformando o semiárido brasileiro.

 

Floresta-PE: Comunidades indígenas participam de oficina de associativismo e cooperativismo promovida pelo Projeto São Francisco

Etnias indígenas estão se capacitando para organizar e fortalecer a gestão administrativa de suas associações e cooperativas, a partir de oficinas promovidas pelo Ministério da Integração Nacional. A ação faz parte dos programas ambientais desenvolvidos pelo Projeto de Integração do Rio São Francisco. No mês de maio, participaram das atividades as comunidades Kambiwá, nos municípios pernambucanos de Ibimirim e Inajá, e Pipipã, em Ibimirim e Floresta. No mês de junho, já estão programadas oficinas sobre elaboração e gestão de projetos.

2

A importância de difundir entre as etnias indígenas o ensino sobre associativismo e cooperativismo se deve à existência de associações indígenas, em diferentes estágios de organização, que demonstraram dificuldades relativas à estruturação e gestão administrativa e fiscal.

Os encontros buscam ajudar na organização da estrutura social, administrativa e fiscal das associações, explicitando o universo conceitual e prático dos temas. São abordados temas como valores, princípios, legislação pertinente, estruturação administrativa, tipos formais e informais e as características que diferenciam associação e cooperativa.

Berenice Pereira da Silva, da etnia Kambiwá, ficou com boas expectativas a respeito dos conteúdos trabalhados: “Nós pretendemos aplicar o conhecimento para trazer melhorias para o nosso povo e com isso buscar projetos”, afirmou.  “Há muito tempo é um desejo nosso criar uma associação, mas não tínhamos esclarecimento, e hoje a gente está tendo uma lição”, reforçou Maria Justa, também da comunidade Kambiwá.

Em junho já estão agendadas as oficinas de elaboração e gestão de projetos: nos dias 4 e 5, na etnia Kambiwá; e 11 e 12, na etinia Pipipã.

Programas Ambientais – As ações do Programa de Desenvolvimento das Comunidades Indígenas são direcionadas, atualmente, a quatro etnias: Tumbalalá, Pipipã, Kambiwá e Truká. Essa é uma das 38 estratégias ambientais desenvolvidas pelo Ministério da Integração Nacional com vistas à minimização, compensação e ao controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Ao todo, os recursos para ações de compensação ambiental somam R$ 1 bilhão e vão trazer benefícios econômicos, sociais e ecológicos para as localidades na área de abrangência do empreendimento.

Projeto São Francisco – A Integração do São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica já realizada no Brasil e está entre as maiores do mundo. O empreendimento vai levar água para mais de 12 milhões de pessoas.

Atualmente, as obras da Integração do Rio São Francisco mobilizam mais de 5 mil trabalhadores e 1,3 mil equipamentos. Em alguns pontos, como o lote 8, em Salgueiro (PE), e o lote 14, em São José de Piranhas (PB), as equipes se revezam 24 horas por dia.

Pernambuco: Projeto São Francisco realiza oficinas de educação em saúde

Mais de 700 pessoas já foram capacitadas nos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba.

O Ministério da Integração Nacional tem capacitado agentes comunitários de saúde, de combate às endemias e lideranças comunitárias para atuarem como multiplicadores de ações educativas de prevenção a doenças e cuidados com a saúde. Nestas quinta e sexta-feira (dias 23 e 24) serão realizados encontros nos municípios paraibanos de Monte Horebe e Cajazeiras e em Cabrobó (PE). Desde janeiro deste ano, mais de 700 pessoas participaram das atividades em Pernambuco, Ceará e Paraíba. A ação faz parte do conjunto de estratégias ambientais desenvolvidas pelo Projeto de Integração do Rio São Francisco.

1

O cronograma de capacitações na área de educação em saúde segue até o mês de junho. Cada município recebe três oficinas sobre os seguintes temas: Gravidez na Adolescência, Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids; Prevenção à Violência; Saneamento Ambiental e Doenças Relacionadas à Água; Efeitos Danosos dos Agrotóxicos; e Proliferação de Vetores e Acidentes com Animais Peçonhentos. O objetivo é orientar os profissionais de saúde e lideranças comunitárias para que saibam como desenvolver ações preventivas e educativas relacionadas aos possíveis impactos ambientais que podem ser gerados pelas obras da Integração do São Francisco. Ao final das oficinas, em cada município será realizado um seminário local, com apoio das Secretarias Estaduais de Saúde (SES) para discussão e aprovação da “Agenda de Compromissos de Educação e Saúde”.

Para o agricultor familiar Willian Carvalho do Nascimento, membro da Associação dos Produtores Agrícolas Riacho Grande (Asparg), do município de Salgueiro (PE), as oficinas são muito esclarecedoras. “Geralmente percebemos que os colegas da associação, ao manusear os agrotóxicos, utilizam os equipamentos de proteção individual de forma errada ou, muitas vezes, nem sabem usar. Também já tivemos casos de acidentes fatais ao ingerir e inalar estes produtos”, disse.

Além do conteúdo abordado, os participantes também aprovaram o material distribuído. “As apostilas são muito boas. O material é bem educativo e bastante esclarecedor”, afirmou Ângela Bezerra, servidora pública da área de saúde.

As atividades de capacitação em saúde ambiental abrangem os 17 municípios da área de influência do Projeto São Francisco: Salgueiro, Cabrobó, Verdejante, Terra Nova, Sertânia, Betânia, Custódia e Floresta, em Pernambuco; Penaforte, Brejo Santo, Jati, Barro e Mauriti, no Ceará; e São José de Piranhas, Monte Horebe, Monteiro e Cajazeiras, na Paraíba.

Redução dos impactos ambientais – O Programa de Educação Ambiental atua em três vertentes: nas escolas, na área da saúde e nas comunidades. No ano passado, o módulo de Saúde Ambiental nas Escolas, voltado à formação de professores e coordenadores pedagógicos, foi concluído com a realização da Feira de Troca de Experiências, em Salgueiro (PE), onde foram expostos os trabalhos de mais de mil profissionais de educação. Atualmente, estão em curso as atividades voltadas à área da saúde e com as comunidades indígenas, quilombolas e reassentados das Vilas Produtivas Rurais.

Essa é uma das 38 estratégias ambientais desenvolvidas pelo Ministério da Integração Nacional com vistas à minimização, compensação e ao controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Maior obra de infraestrutura hídrica do país, o Projeto São Francisco emprega mais de 5 mil trabalhadores. Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o empreendimento levará água de beber a mais de 12 milhões de brasileiros nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Para garantir um novo futuro em segurança hídrica ao semiárido brasileiro, o Governo Federal está investindo em várias outras obras estruturantes que somam mais de R$ 30 bilhões.