Artistas denunciam atrasos nos pagamentos por shows no São João de Caruaru

Alguns artistas que se apresentaram no São João 2017 de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, denunciaram que estão sem receber o pagamento dos cachês das apresentações. Seis meses após as festas juninas, o cantor e compositor Junio Barreto – que mora em São Paulo -, afirmou que a Prefeitura não cumpriu o que foi combinado.

“Fui contratado pela Prefeitura de Caruaru e não pelo governo do Estado. Não sei se a prefeitura tinha ideia dessa prática comum, adotada pelo Estado, em relação a demora nos pagamentos de cachês. Espero que a prefeitura se sensibilize e que possa dialogar com o governador, para que isso possa ser resolvido”, comentou.

O músico caruaruense também utilizou as redes sociais para demonstrar a insatisfação. Em uma publicação, ele questionou “Cadê o cachê do São João?”.

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Junio Barreto denunciou falta de pagamentos (Foto: José de Holanda/Divulgação)

O produtor cultural Rafael Amâncio afirmou que não recebeu todo o pagamento combinado. “Eu recebi uma parte do pagamento e a outra não, na promessa de que no próximo projeto eu pudesse ser ressarcido. Ao longo da nossa história a gente sabe o que aconteceu com outros artistas e sempre se repete a mesma atitude. O que importa é que realizamos um trabalho e queremos receber o nosso pagamento”, disse Rafael.

O vice-presidente da Fundação de Cultura de Caruaru, Leonardo Salazar, explicou que o dinheiro para pagar os artistas que se apresentam no São João vem de quatro fontes: recursos próprios, patrocinadores, convênios com o Ministério da Cultura e com a Empetur. Salazar ainda afirmou que a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) não cumpriu com a parte dela.

“15% dos artistas que precisam receber são aqueles estão no plano de trabalho da Empetur.

São 70 artistas aproximadamente. Celebramos o convênio com a Empetur no dia 8 de junho. Fizemos o São João até o dia 29 e a promessa que recebemos é que seria pago assim que acabasse a festa. Até o momento a gente não recebeu esse dinheiro, são R$ 2,5 milhões”, afirmou.

O G1 entrou em contato com a Empresa, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Do G1

Rombo – INSS quer reaver R$ 1 bilhão pagos indevidamente a beneficiários mortos

Bancos terão que devolver R$ 1 bi de pessoas que morreram ao INSS

Com o caixa em frangalhos, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está caçando mais de R$ 1 bilhão em aposentadorias e pensões que foram pagas mesmo com os beneficiários tendo morrido. Esse dinheiro está nos cofres dos bancos, principalmente do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Bradesco.

Relatório do Ministério da Transparência aponta rombo bilionário em contas do INSS

Relatório do Ministério da Transparência aponta rombo bilionário em contas do INSS

A descoberta desse dinheiro foi feita por meio da análise de 73.556 processos realizada pelo Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União (CGU). O governo, então, baixou a Medida Provisória 788, que obriga a devolução a partir de 45 dias após a notificação.

Pela MP, editada em julho, os bancos devem bloquear, imediatamente, os recursos desembolsados pelo INSS a segurados que já morreram. Mas não é o que está sendo feito. Não na agilidade que a Previdência precisa. para os bancos, é um ótimo negócio, pois todo dinheiro parado em conta é aplicado em títulos públicos e os ganhos engordam os lucros das instituições.

Nos levantamentos feitos pela CGU, constatou-se a dificuldade do INSS em controlar o pagamento de benefícios, o que não é surpresa para ninguém, diante do número fraudes. O que espantou os fiscais foi a morosidade com que os bancos agem no caso de pagamentos a pessoas que já morreram.

Estima-se, após o cruzamento de dados do INSS, que, somente nos oito primeiros meses deste ano, 101.414 pagamentos foram feitos de forma irregular. É muito. No total, o INSS paga benefícios mensais a mais de 32 milhões de pessoas.

Parte das críticas dos que são contra a reforma da Previdência alega que o sistema não seria tão deficitário se o INSS tivesse mais controle sobre os pagamentos e se o governo agisse rapidamente para cobra os devedores contumazes. As dívidas não pagas ao instituto passam de R$ 430 bilhões.

O INSS alega que está aprimorando todos os sistemas de controle. Mas, infelizmente, está longe de coibir todas as irregularidades, algumas cometidas por servidores do órgão.

Por Vicente Nunes do Correio Braziliense