Garanhuns-PE: Cidade terá museu em homenagem a Dominguinhos

Espaço será inaugurado até o fim deste ano, conforme o prefeito da cidade

Praça Souto Filho, em Garanhuns,receberá monumento de Dominguinhos.Foto: Reprodução/Internet.

Praça Souto Filho, em Garanhuns,receberá monumento de Dominguinhos.Foto: Reprodução/Internet.

O prefeito de Garanhuns Izaías Regis, no Agreste do estado, terra do sanfoneiro Dominguinhos, anunciou nesta quinta-feira (25) que a cidade construirá um museu em homenagem ao músico ainda este ano. “Dominguinhos foi um grande mestre e merece esta homenagem. Vamos preparar tudo. Assim que o Festival de Inverno terminar, vou sentar para conversar com os amigos e familiares do cantor”, disse, em entrevista ao Viver.

O gestor esteve no velório na manhã desta quinta. Ainda segundo ele, o cemitério da cidade estava todo preparado à espera do corpo do músico.Em vida, Dominguinhos manifestou o desejo de ser enterrado na cidade natal.

“Pela manhã, liguei para Liv (filha) e Guadalupe (ex-esposa) e disse que tudo estava preparado. Não sei o porquê não quiseram enterrá-lo aqui. Como amigo deles, respeitei a opinião”, revelou o prefeito.

Izaías também falou que a Praça Souto Filho (a do chafariz), no centro de Garanhuns, também vai receber um monumento de corpo inteiro do músico, que será preparado por cinco artistas do munícipio.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2013/07/25/internas_viver,452586/garanhuns-tera-museu-em-homenagem-a-dominguinhos.shtml

Caruaru-PE: Hoje Mestre Vitalino completaria mais um ano de vida

Confira a matéria na Casa-Museu do Alto do Moura, onde morava o Mestre Vitalino, na reportagem de Edvaldo Magalhães.

TV Replay, o que é bom se repete!

Abertura de museu para Luiz Gonzaga é adiada no Recife

Museu no Recife dedicado ao rei do baião, Luiz Gonzaga, que faria cem anos nesta quinta (13), não ficou pronto a tempo das comemorações.

Achados arqueológicos, dificuldades em repasse de verbas e readequações orçamentárias atrasaram a obra –prevista para ser concluída a tempo de integrar as comemorações do centenário de Gonzagão– e redimensionaram seus custos.

Além de um museu interativo à beira-mar, o centro cultural que leva o nome do sanfoneiro terá auditório e oficinas de instrumentos, entre outros atrativos.

A obra só deve ser concluída em agosto de 2013, no 24º ano da morte de Gonzaga.

Em dezembro de 2010, o então presidente Lula lançou o projeto no Recife, num de seus últimos atos antes de deixar o cargo. À época, a obra custaria R$ 26 milhões -R$ 21 milhões sairiam do governo federal e o restante, do governo pernambucano.

Hoje, o orçamento já é de R$ 62 milhões. Ou seja, os custos mais que dobraram.

Carolina Daffara/Editoria de Arte

“A área técnica é diferente do tempo político. Naquela época não havia estudos para precisar o valor. Mas, ainda assim, optou-se por fazer aquele lançamento do projeto”, tergiversa Roberto Abreu, secretário-executivo da pasta de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Os custos do projeto saíram do discurso para a ponta do lápis mais precisamente em setembro do ano passado, quando foi aberta a licitação para a construção do Cais do Sertão (fora acervo e instalações). Antes estimada em R$ 26 milhões, a obra foi orçada em R$ 40 milhões.

Iniciada a obra, o consórcio Gusmão/Concrepoxi (vencedor da licitação) encontrou as primeiras dificuldades entre janeiro e fevereiro deste ano. Entre elas, achados arqueológicos paralisaram a obra por quase 45 dias.

Escavações detectaram vestígios de uma muralha do século 17, um canhão, garrafas, correntes. Os imprevistos na obra elevaram seu custo para R$ 46 milhões.

MUSEU INTERATIVO

O Cais do Sertão é um entre os diversos eventos da comemoração do centenário de Luiz Gonzaga, que inclui shows, lançamentos de livros e de discos.

Em construção no porto do Recife, o Cais do Sertão terá 7.500 m² de área para abrigar museu, auditório, oficinas de instrumentos e biblioteca, entre outras instalações.

A curadoria do espaço ficou a cargo da socióloga e documentarista Isa Grinspum Ferraz, responsável pelo projeto do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

“A curadoria e todos os roteiros estão prontos. Falta agora a contratação dos profissionais para a produção física. O governador Eduardo Campos achou melhor não inaugurar o museu agora, de maneira precária.”

Interativo, o projeto prevê objetos misturados a projeções, karaokês sertanejos e o acesso virtual a acervos de outros museus dedicados a Gonzaga, como o de Exu (PE), cidade em que ele nasceu.

O acervo, antes estimado em R$ 7,5 milhões, agora deve custar R$ 16 milhões.

Em dois anos, a participação financeira do governo pernambucano passou de quase R$ 5 milhões para R$ 20 milhões –tendo em vista as estimativas mais recentes.

Para viabilizar o projeto redimensionado, a bancada pernambucana na Câmara conseguiu aprovar uma emenda de R$ 30 milhões no orçamento federal deste ano.

Os recursos, alocados no Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), vinculado ao Ministério da Cultura, porém, ainda não foram liberados pelo Ministério da Fazenda. O risco é que a emenda precise ser renegociada para 2013.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br