Endividamento das famílias diminui em dezembro, mostra pesquisa

Os percentuais de famílias endividadas e inadimplentes fecharam 2018 em queda, segundo dados divulgados hoje (9) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Dívidas em atraso são causadas, em sua maioria, por cartões de crédito: 78,1% das famílias com contas a pagar se endividam com eles  (Arquivo Agência Brasil)

Dívidas em atraso são causadas, em sua maioria, por cartões de crédito: 78,1% das famílias com contas a pagar se endividam com eles  (Arquivo Agência Brasil)

As famílias com dívidas (não necessariamente em atraso) eram 59,8% em dezembro de 2018, abaixo dos 60,3% de novembro e dos 62,2% de dezembro de 2017.

Já os inadimplentes, ou seja, aqueles com dívidas ou contas em atraso, somaram 22,8% em dezembro do ano passado, abaixo dos 22,9% do mês anterior e dos 25,7% de dezembro de 2017.

 
Outro indicador em queda foi o percentual de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas ou contas: de 9,7% em dezembro de 2017 e 9,5% em novembro de 2018 para 9,2% em dezembro de 2018.
 
A proporção das famílias que disseram estar muito endividadas recuou de 12,8% em novembro para 12,4% em dezembro.

Tempo médio

Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 63,5 dias em dezembro de 2018, abaixo dos 64,3 dias de dezembro de 2017. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de 6,9 meses.
 
O cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelas dívidas porque 78,1% das famílias com contas atrasadas se endividam com ele. Depois do cartão, aparecem os carnês (14,7%) e financiamentos de carro (10,2%).

Segundo Turno: Bolsonaro empata com Ciro; ele venceria os demais concorrentes, mostra pesquisa

Pela primeira vez, o levantamento fez uma simulação de segundo turno (todas com Bolsonaro) e, ao contrário da pesquisa Datafolha da última sexta-feira, por exemplo, mostrou o candidato do PSL em vantagem no segundo turno contra Marina, Alckmin e Haddad e empatando com Ciro Gomes.

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Quando o cenário é Bolsonaro contra Ciro, ambos aparecem com 42%, 5% dizem votar branco, 8% em ninguém e 3% não sabem ou não responderam. Entre Bolsonaro e Haddad, 46% disseram votar no candidato do PSL ante 38% que votariam no petista e, quando confrontado com Alckmin, Bolsonaro aparece com 43% ante 36% do tucano. A maior diferença é contra Marina Silva: 48% do candidato do PSL ante 33% da ex-senadora da Rede.

Potencial de voto X rejeição

Com relação ao potencial de voto (porcentagem dos que poderiam votar em um determinado candidato), Bolsonaro aparece na frente com 48%, forte alta ante 40% do levantamento anterior, sendo seguido por Ciro, que subiu de 36% para 45%.

Já Alckmin subiu de 30% para 39% de uma semana para outra, sendo seguido por Marina, que subiu de 29% para 36%. Haddad aparece empatado com a candidata da Rede, subindo de 24% para 36%. Alvaro Dias teve alta de 19% para 22%, mesmo percentual de Meirelles,que subiu ante os 19% de potencial de voto da semana passada, enquanto Amoêdo subiu de 12% para 16%. Cabo Daciolo e Guilherme Boulos (PSOL) têm 8% de potencial de voto, seguido por João Goulart Filho (PPL), com 7%, enquanto José Maria Eymael (DC) registra 6% de potencial de voto e Vera Lúcia (PSTU) tem 5%.

Já Marina Silva segue na dianteira na lista de maior rejeição –  ou seja, a porcentagem de quem não votaria “de jeito nenhum” no candidato/candidata -, mas caindo de 64% para 58%. Alckmin caiu em termos de rejeição, passando de 61% para 53%, mas segue sendo o segundo mais rejeitado. O tucano é seguido por Meirelles, que teve queda de 52% para 48%, mesmo percentual de Haddad, que também caiu de 52% para 48%, e Eymael. Ciro Gomes viu sua rejeição cair de 51% para 46%, enquanto Bolsonaro viu sair de rejeição de 51% dos eleitores para 45%.

Da Infomoney

Jarbas lidera corrida para o Senado; Mendonça e Humberto brigam pela segunda colocação, mostra pesquisa

A disputa pelo Senado segue acirrada, de acordo com a pesquisa divulgada pelo Ipespe em parceria com a Folha de Pernambuco. Abaixo os números que têm na frente o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB):

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Resultado para o senado:

Jarbas – 23%

Mendonca – 17%

Humberto – 15%

Silvio Costa – 6%

Bruno Araújo – 5%

Demais candidatos – 6%

Nenhum/branco/nulo – 22%

Não sabe/não respondeu – 6%

Jovens terminam o ensino médio sem aprender o básico, mostra pesquisa

Pesquisa feita com jovens que terminaram o ensino médio mostra que há uma desconexão entre o que é ensinado nas escolas e os conhecimentos e habilidades exigidos na vida adulta. A pesquisa Projeto de Vida – O Papel da Escola na Vida dos Jovens, da Fundação Lemann, foi apresentada hoje (8) em seminário que debate a base curricular nacional comum para a educação básica.

Pesquisa constatou problemas de comunicação, raciocínio lógico, tecnologia e interpretação de textoArquivo/ABr

Pesquisa constatou problemas de comunicação, raciocínio lógico, tecnologia e interpretação de texto Arquivo/ABr

A análise dos resultados mostra que faltam aos jovens competências básicas em comunicação, raciocínio lógico e tecnologia. Também foi constatado que há dificuldades de interpretar o que leram, de se expressar oralmente e de construir argumentos consistentes. Além disso, os entrevistados sentem dificuldades para escrever textos do dia a dia, como um e-mail, e enfrentam problemas de concordância e ortografia.

Foram entrevistados jovens que concluíram o ensino médio – 80% de escolas públicas – que ingressaram recentemente no mercado de trabalho e na faculdade, além de professores, empregadores, especialistas em educação e organizações não governamentais que atuam na formação e orientação de jovens.

No campo do raciocínio lógico, a pesquisa mostra que os jovens não dominam conteúdos básicos da matemática, têm dificuldades com estimativas de valores, com cálculos de descontos e reajustes e para ler planilhas e gráficos.

Jovens ouvidos relataram que já erraram ao passar troco a clientes e que saíram da escola sem noções básicas de informática, o que dificultou a entrada no mercado de trabalho. “Apesar de extensos, ainda falta aos currículos conteúdos e habilidades que são essenciais para a vida adulta”, diz a pesquisa Projeto de Vida.

De acordo com a pesquisa, a base curricular nacional comum para a educação infantil, fundamental e média, em discussão no Ministério da Educação (MEC), é uma oportunidade de diminuir a desconexão entre o que é ensinado na escola e o que o jovem realmente precisa aprender.

O diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne, disse que a base comum pode contribuir para que a escola abandone o papel de ser apenas um transmissor de conteúdo e prepare o estudante para que ele tenha bom desempenho nas atividades da vida cotidiana.

“Nosso grande desafio na construção da base comum é escolher o que é essencial, não o mínimo, e não se limitar a listagens, mas ir além e mostrar como as disciplinas se conectam, como agregar a isso as habilidades do século 21, ser mais investigativo, mais crítico.”

O secretário de Educação Básica do MEC, Manoel Palácios, explicou que o ministério criou um grupo de trabalho responsável pela redação de uma proposta preliminar da base nacional comum curricular. A proposta é estabelecer um amplo debate para a elaboração do documento, ouvindo professores, estudantes, secretários de Educação, especialistas e organizações envolvidas com o tema.

“Colheremos as opiniões de professores e de estudantes que também devem participar desse debate. Especialmente, os estudantes que estão no ensino médio e têm a expectativa de ingresso na universidade e de profissionalização, para se manifestar sobre os objetivos de aprendizagem que integrarão a base comum”, acrescentou Palácios.

A pesquisa recomenda que a base comum contribua para tornar o estudo mais atrativo para o aluno, inclua habilidades socioemocionais, respeite as diversidades regionais, correlacione as habilidades e ensine o que é fundamental os alunos aprenderem.

As discussões sobre a base curricular nacional foram feitas em Brasília, no Seminário Internacional Base Nacional Comum: o que Podemos Aprender com as Evidências Nacionais e Internacionais. O evento foi organizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Da Agência Brasil