Ministério da Saúde revê critério para diagnóstico inicial de microcefalia

O Ministério da Saúde mudou os critérios para o diagnóstico de microcefalia relacionada ao vírus Zika e adotou a medida de 32 centímetros como o ponto de partida para triagem e identificação de bebês não prematuros com possibilidade de ter a malformação no crânio.

microcefalia

Até então, estavam sendo considerados casos suspeitos aqueles em que a criança nascia com menos de 33 centímetros de perímetro cefálico, segundo o Ministério da Saúde, para incluir um número maior de bebês na investigação. Depois de ter o perímetro cefálico medido, para ter o diagnóstico confirmado, a criança precisa passar por outros exames.

Com a determinação, parte dos 1.248 casos considerados suspeitos de microcefalia podem ser descartados. O número atualizado de 2015 deve ser divulgado na próxima terça-feira (15).

Segundo a pasta, a medida segue recomendação da Organização Mundial da Saúde, que considera 32 centímetros a medida padrão mínima para a cabeça de recém nascidos não prematuros. O perímetro cefálico, medida da cabeça feita logo acima dos olhos, varia conforme a idade gestacional do bebê. Segundo o Ministério da Saúde, para a população brasileira, 33 centímetros é considerado normal.

Do Agência Brasil

Nova Replay, nós estamos onde a notícia está!

Ribeirão-PE: Prefeito do município participa de reunião com representantes do estado sobre combate ao mosquito Aedes Aegypti

Nesta segunda-feira (30), um plano de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika e que está relacionado à microcefalia, foi apresentado pelo o governo do estado aos prefeitos de Pernambuco. O prefeito da cidade de Ribeirão-PE, Romeu Jacobina, marcou presença no encontro, que aconteceu na cidade de Gravatá, no agreste pernambucano.

O evento também contou com a presença do governador Paulo Câmara, o ministro da saúde, Marcelo Castro, o ministro da integração, Gilberto Occhi, secretários, deputados estaduais e federais, forças armadas e autoridades da saúde.O governador anunciou um investimento de R$ 25 milhões na área da saúde, que vai ter como objetivo combater o mosquito que é transmissor da dengue, zika e chikungunya.

11042305_535018466666445_7832640481933318001_n 11140029_535018779999747_2455681398816205776_n 12278701_535018329999792_6931169088265199768_n 12294917_535019376666354_8041817052930856353_n 12299146_535018333333125_8985918179803893961_n 12301562_535018549999770_3996945067938005784_n 12308799_535018639999761_1456733827337927916_n 12313733_535018806666411_5622758102363256935_n 12316131_535019063333052_4014483321456838477_n 12342498_535018313333127_1231453535146142759_n

Os números de crianças que têm nascido com o cérebro reduzido são alarmantes no Nordeste, principalmente em Pernambuco. A microcefalia te causado medo às gestantes e provocado preocupação aos médicos e responsáveis pela garantia de saúde de qualidade.

Texto e fotos: Reprodução/ Facebook Ribeirão-PE

Nova Replay, o que é bom se repete!

Neuropediatra diz que casos de microcefalia indicam uma nova doença

Especialista explica que os casos não seguem o padrão comum de pacientes que têm infecção congênita e filhos com microcefalia

Sem estudos em toda a literatura médica que relacionem a infecção de gestantes pelo vírus Zika com o nascimento de crianças com microcefalia, a neuropediatra Vanessa Van der Linden defende que os novos casos dessa deformidade no cérebro revelam uma nova doença, já que fogem do padrão conhecido.

“Se é provocada pelo Zika ou por outro vírus, ou outro agente, não sabemos. O que posso dizer é que os casos não seguem o padrão que a gente vê nas outras pacientes que têm infecção congênita e filhos com microcefalia”, explicou Vanessa, do Hospital Barão de Lucena, presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente do Recife.

Ela foi a primeira médica a buscar a Secretaria de Saúde de Pernambuco para alertar sobre o aumento do número de casos de crianças com o crânio menor que o normal.

“Um dia, cheguei à UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e tinha três casos de crianças com a cabecinha assim, isso me deixou intrigada, normalmente a gente via uma a cada mês ou a cada dois meses”, relatou.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de casos de microcefalia saltou de 147, em 2014, para 739 neste ano, a maioria (487) em Pernambuco.

20151126085013694702u

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. A neuropediatra esclarece que essa condição pode ter diversas causas, como agentes químicos e infecções por toxoplasmose ou pelo citomegalovírus. Cada causador provoca um quadro típico, como alteração na visão, na audição ou em outros órgãos.

Segundo a médica, em muitos desses novos casos os recém-nascidos têm comprometimento do coração, “mas a amostra ainda é muito pequena para dizer que está relacionado à nova doença”. À medida que os casos foram chegando, a neuropediatra pedia exames para toxoplasmose e para citomegalovírus, e todos deram negativo. A especialista diz que recebeu informações de casos parecidos fora do Nordeste e que tudo deve ser bem investigado.

Vanessa participou nessa terça-feira (24) de um seminário para profissionais de saúde do Distrito Federal, em Brasília. Segundo ela, há casos de crianças com microcefalia que se desenvolvem, têm filhos, mas que em outros casos o bebê tem muitas convulsões e por isso pode não ter o desenvolvimento adequado.

A relação entre o aumento de casos de microcefalia e a presença do vírus Zika em gestantes foi cogitada mais fortemente há pouco mais de uma semana, quando o Laboratório de Flavivírus, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, constatou a presença do vírus em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia.

Segundo o Ministério da Saúde, apesar de ser um resultado importante, os dados atuais não permitem confirmar a relação da infecção pelo Zika com a microcefalia. Essa correlação está sendo investigada em parceria pelo governo federal e os estaduais. Os primeiros casos de Zica no Brasil foram registrados em maio de 2015.

Do Agência Brasil

Nova Replay, nós estamos onde a notícia está!

Governo não vai poupar recursos para conter surto de microcefalia

Ministro afirmou que o governo não vai medir esforços para impedir que a epidemia de microcefalia no Nordeste avance.

O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (23) que o governo não vai poupar recursos e esforços para impedir que a epidemia de microcefalia no Nordeste avance e se espalhe para outros Estados do País.

“Quando se fala em saúde pública, por mais que nós tenhamos em nosso horizonte a questão de equilíbrio fiscal do governo, eu penso que os recursos têm de ser destinados para que a gente enfrente a questão, nem que o governo busque posteriormente fazer a compensação em outras áreas do Orçamento”, disse.

O ministro destacou ainda que, embora a situação preocupe o governo, não há porque haver “alarde”. Segundo ele, a ordem da presidente Dilma Rousseff é para “que todas as medidas sejam tomadas para que a população seja protegida e para que o Brasil supere essa situação”.

Entre essas medidas, Edinho destacou a criação de um grupo interministerial para preparar um plano de enfrentamento para prevenção e controle do surto. O comitê de crise vai ser gerenciado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner.

O ministro, porém, não quis detalhar quanto o governo pretende gastar a mais com as ações, mas afirmou que uma das preocupações é intensificar o combate ao mosquito da dengue, o Aedes aegypti, já que os exames confirmaram a infecção por zika em gestantes cujo feto apresentaram o problema.

Da Agência Estado

Nova Replay, nós estamos onde a notíca está!