Academia das cidades – onde estamos colocando os pés?

Em menos de 1 ano de inauguração da academia das cidades, já é fato visualizar as condições precárias em que se encontra a mesma. Único lugar de recreação e atividades físicas de nossa cidade já encontra-se esquecida pelos gestores públicos. A falta de luz em alguns postes, outros estão desativados, a pista de cooper com desníveis e rachões em alguns pontos é o retrato deste espaço.

Consideremos que os pátios de recreação públicos, tal como as praças públicas, existem com o intuito de desempenhar relevante papel em prol da comunidade, buscando sempre trazer o lazer e o bem estar dos moradores.

Nota-se a presença constante de pessoas da terceira idade, e com a estrutura física como se encontra, sem condições básicas mínimas que possam possibilitar o tráfego destas, pois, aumenta o risco das pessoas mais idosas, como também das demais (crianças, jovens e adultos) sofrerem quedas pelos efeitos ondulados do calçamento, podendo vir a sofrer acidente mais grave.

Na inauguração a população cachoeirinhense foi bem assistida, foram apresentados trabalhos e profissionais da área de saúde, e pelo que constava nos editais do projeto das academias da cidade, estava claro que, pessoas teriam que ser envolvidas e/ou contratadas para manter tal estrutura, porém hoje só disponibiliza-se um profissional na área de nutrição que atende às quartas feiras a partir das 17h, motivo pelo qual não há tanta frequência da quantidade de pessoas que no local transitava, pois, a motivação é fator importante para desenvolver o hábito de exercitar-se e de ser bem instruido na prática das atividades.

 

Procuramos falar com o Secretário de Obras do Município Sr. Rildo Neves, mas o celular estava fora de área. Conversamos por telefone com um funcionário da secretaria,  e o mesmo disse não saber se existia previsão de reforma para Academia.

O investimento em atividades esportivas e recreativas é um modo potente de intervir nos principais riscos associados aos problemas de saúde física e mental e no processo de desmedicalização da sociedade.