CRISE – Air France cancela voos em meio a greve salarial

A Air France anunciou que cancelou nesta sexta-feira (30) um quarto de seus voos com partida do Aeroporto Charles de Gaulle, devido a uma greve salarial de um dia. Em comunicado, a empresa aérea recomendou a passageiros que chequem seus voos antes de se dirigirem ao aeroporto, que fica a 23 quilômetros a nordeste de Paris, e ofereceu a troca de bilhetes.

Screenshot_20180331-073410~2Funcionários da Air France exigem aumento salarial de 6%.A greve ocorre num momento de protestos contra mudanças econômicas do presidente Emmanuel Macron.

Por AE

Mais de 40% dos brasileiros são a favor de intervenção militar provisória, indica pesquisa

Há duas semanas, o general Antônio Hamilton Mourão, secretário de economia e finanças do Exército, afirmou que uma intervenção militar no Brasil seria possível, caso a crise política que o país atravessa não fosse solucionada pelas próprias instituições. Apesar da repercussão negativa nas próprias Forças Armadas, uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que mais de 40% da população concorda com a opinião do militar.

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Segundo o Instituto Paraná Pesquisas, 43,1% dos brasileiros são favoráveis a uma intervenção militar provisória. O levantamento, que ouviu mais de 2500 pessoas, revelou ainda que mulheres com idade entre 16 e 24 anos e que moram nas regiões Norte e Centro-Oeste são a maioria que defendem a interferência das Forças Armadas. A pesquisa foi realizada a partir de um questionário na internet, colhido entre os dias 25 e 28 de setembro. Segundo o instituto, o grau de confiança do estudo é de 95%.

Crise agrava saúde pública no Agreste

Cremepe aponta problemas graves na regional de saúde de Caruaru, que abrange cerca de 30 cidades da região

Superlotação, falta de médicos, ausência de leitos de retaguarda e débito milionário com o Samu. Esse foi o diagnóstico do Conselho Regional de Medicina (Cremepe) sobre a gestão hospitalar do Estado na regional de saúde de Caruaru, que abrange cerca de 30 cidades do Agreste e onde os pacientes têm sofrido com a falta de infraestrutura da rede. A instituição médica solicitou uma audiência com o Ministério Público (MPPE) na última semana e, nesta terça-feira (12), o promotor Giovani Leite deve apresentar a ata para ajustes dos problemas com a Secretaria Estadual de Saúde e outros agentes envolvidos. 

O presidente do Cremepe, André Dubeux, elencou quatro pontos que considera mais graves na região. O primeiro é a falta de médicos em vários municípios – principalmente nos finais de semana – o que tem levado diversas vezes os profissionais do Samu a se tornarem a única referência em saúde para os moradores. O segundo é que macas e ambulâncias têm ficado retidas com frequência nos hospitais Mestre Vitalino (HMV) e Regional do Agreste (HRA), em Caruaru, diante da falta de leitos próprios para atender os doentes na emergência. 

O presidente do conselho ainda complementou que, diante do grande volume de pacientes nos dois hospitais, virou rotina segurar as ambulâncias, prejudicando o fluxo de transferências. “Os veículos ficam parados enquanto se avalia o paciente ou se há vaga para o doente que já foi referendado pela central de leitos para aqueles hospitais. Com isso, como a maioria das unidades hospitalares do interior só têm um médico, este profissional que acompanha a transferência fica de quatro a seis horas fora da cidade de origem, deixando a população desassistida”, contou. 

Por último, a crítica mais forte do conselho diz respeito à inexistência de leitos hospitalares de retaguarda para o HMV e HRA, o que impacta diretamente na superlotação dessas unidades. “Os hospitais não têm para onde mandar os pacientes quando saem da urgência e não raro um leito da emergência fica de 10 a 15 dias ocupado pela mesma pessoa”, apontou Dubeux. 

Hospital Regional do Agreste - Crédito: Hesíodo Góes/Arquivo Folha

Hospital Regional do Agreste – Crédito: Hesíodo Góes/Arquivo Folha

Para diminuir a grande demanda sobre os hospitais estaduais na região, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que está trabalhando na qualificação dos hospitais regionais de Garanhuns (Dom Moura) e de Arcoverde (Ruy de Barros Correia) para aumentar a resolutividade e encaminhamento de pacientes a essas unidades, além de dialogar com os municípios da região para otimizar a rede de atenção à saúde. Também informou que há contratualização de 60 leitos de retaguarda para o Agreste, no Hospital Jesus Pequenino, localizado em Bezerros. Existe a promessa de que até o final deste ano haja o Hospital São Sebastião (HSS), em Caruaru, seja reaberto para o reforço de leitos. 

O HRA e o HMV negaram que segurem médicos de outras cidades para cuidar de pacientes transferidos. Sobre a escala de profissionais do HRA, a gestão afirma está se adequando. Este ano,18 concursados foram chamados para reforçar os plantões. Em 2016, a pasta conta que foram realizadas duas convocações de profissionais para a unidade, além de uma seleção pública simplificada para completar os plantões de especialidades. 

Hospital Mestre Vitalino - Crédito: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Hospital Mestre Vitalino – Crédito: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Samu
A falta de envio de verbas do Estado ao Samu Caruaru fez com que o serviço amargasse um prejuízo acumulado de R$ 4,2 milhões em quatro anos. Segundo a prefeitura, o repasse de verbas não acontece desde 2013. A SES disse estar se esforçado para regularizar os repasses o quanto antes. Esclareceu ainda que tem mantido o diálogo com a Prefeitura de Caruaru e o MPPE sobre o andamento dos processos.

Da Folha de Pernambuco

 

Belo Jardim-PE: Diante de um cenário de crise, jovens contam suas experiências de como chegaram no mercado de trabalho

O Brasil tem enfrentado um momento muito difícil em relação à economia. Sendo um país totalmente capitalista, onde existe uma batalha diária de milhões de brasileiros que estão em constante busca para alcançarem seus ideais, desde cedo, muitas vezes até antes de atingir a maioridade, jovens lutam por oportunidades dentro do mercado de trabalho, setor que também tem sofrido com a crise econômica, deixando muitos cidadãos desempregados.

No município de Belo Jardim, localizado no Agreste de Pernambuco, isso não acontece de forma diferente. Jovens da cidade têm buscado garantir os seus lugares diante do concorrido e restrito mundo do mercado de trabalho. A cidade dispõe de inúmeras empresas reconhecidas em todo estado, viabilizando assim, vagas de emprego para os munícipes.

Neste momento delicado de crise financeira, o comércio local enfrenta dificuldades nos índices de contratações que têm diminuido, segundo o CDL. O desafio também é enfrentado até por quem já está inserido no mercado de trabalho, tendo que fazer de tudo para manter-se nele.

Diante desse cenário, a equipe de reportagem da TV Nova Replay esteve com alguns jovens, questionado-os sobre os maiores desafios que enfrentaram até chegar onde estão, levando em conta a dificuldade atual do nosso país.

Marcielle Samara é empreendedora no ramo de estampas em vestuários e objetos, e contou detalhes de sua trajetória até conquistar os seus sonhos.

“Chamo-me Marcielle Samara Nogueira da Silva, tenho 22 anos, casada e estudo na Universidade Federal de Pernambuco, no curso de Design. Desde muito nova, sempre fui muito criativa e conseguia desenvolver trabalhos na área artística com facilidade e foi daí que surgiu o desejo de me especializar numa área que me possibilitasse criar, produzir e ser minha própria “patroa”. Mas nem sempre foi tão fácil assim. Aos 17 anos comecei no mercado de trabalho em outras áreas para conseguir ajudar em casa nas despesas, mas não me encontrei em nenhuma delas, pois eu sabia que não era isso que eu queria. No finalzinho de 2014, comecei meu primeiro trabalho de carteira assinada, onde tive experiências boas e ruins que me mostraram mais uma vez que eu não estava no ramo que eu deveria estar. Pedi demissão, vieram as dificuldades financeiras e com isso um impulso para arriscar no mercado que eu sempre quis e sonhava, que era uma estamparia com produtos personalizados e também que levasse o nome de Deus em nossa marca. Com a ajuda do Senhor e com o total apoio do meu esposo Alysson Oliveira, nós conseguimos comprar as nossas primeiras máquinas e assim começamos a empreender. No começo de qualquer negócio sempre enfrentamos algumas dificuldades, mas isso nos ensina a crescer e buscar a cada dia aperfeiçoar nosso trabalho. Hoje trabalhamos com estampas em camisas, canecas e almofadas, muitos outros degraus nós ainda precisamos subir para conseguirmos nos manter apenas com o nosso negócio, mas eu posso dizer que já me sinto realizada por tudo o que Deus tem feito por nós!” – Declarou a jovem empreendedora Marcielle.

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Marcielle usando uma das camisas estampadas de sua empresa

O jovem Rodrigo externou sua satisfação em poder trabalhar e tornar-se um cidadão independente.

“Me chamo Rodrigo Veloso, tenho 21 anos, trabalho em uma sapataria muito famosa do município e minha experiência aqui tem sido boa. Afinal, nunca tinha trabalhado antes e aprendi muitas coisas aqui. Agora cursando faculdade de Administração, quero crescer na vida.”, – Afirmou o jovem.

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Allan Everton trabalha com a família desde os seus 12 anos e mostrou-se satisfeito por ter começado a trabalhar muito cedo.

“Me chamo Allan Everton, tenho 22 anos, sou estudante de Nutrição e trabalho na confecção do meu pai (Allan Kid’s) desde os 12 anos. No início eu tirava as pontas de linhas e sou grato a Deus pelo meu pai, por ter me colocado na mesma profissão que a dele. Hoje estou cursando faculdade que eu sonhava e tudo graças à confecção e por eu ter despertado o desejo de trabalhar desde criança.” – Declarou Allan.

Allan (de camisa laranja) e sua família

Allan (de camisa laranja) e sua família

Aos seus 29 anos, Getúlio Alves já conquistou patamares que um dia foram sonhos não só dele, mas de toda sua família.

“Meu nome é Getúlio Alves, tenho 29 anos, sou casado, sou Engenheiro Civil, sou pós-graduando em Engenharia de Segurança do Trabalho e Técnico em Eletromecânica. Atualmente atuo como Trainee na Viana e Moura Construções há 2 anos e 4 meses como Gerente de Produção de Estruturas Metálicas na Madelar Indústria e Comércio. Trabalhei por 1 ano como Projetista na Isoeste Construtivos Isotérmicos e desempenhei durante 4 anos a função de Técnico de Produto na Acumuladores Moura. Desde cedo acompanhei meus pais em suas rotinas de trabalho, fui aos roçados, nos aventuravamos em feiras livres, quitandas e também em outros tipos de vendas informais. Mas apesar de ajudá-los, sempre fui incentivado e motivado por eles para estudar e correr atrás de um “algo a mais”. Aos 16 anos ingressei no curso de Mecânico de Manutenção de Máquinas em Geral onde após conclusão, pude fazer a especialização para Técnico em Eletromecânica. Nessa época, no período vago fui aprendiz de Digitação e Desenhos em duas gráficas: a Infográfica (atualmente Digital) e logo mais na MSInfo (atualmente Microtec informática). Agradeço a Deus por Ele estar sempre presente, fazendo com que tudo se torne possível e aos meus pais, esposa e irmão, por me motivarem e apoiarem nos momentos difíceis desse percurso.” – Disse Getúlio Alves.

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Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

Diante de tantos exemplos de luta e dedicação, pode-se perceber a ousadia destes jovens belojardinenses diante do concorrido mercado empreendedor e das diversas áreas de trabalho. Os desafios são constantes, porém, a vontade de crescer e se tornar uma pessoa bem sucedida são maiores do que qualquer dificuldade que apareça. É importante frisar que a maioria dos jovens estão em processo acadêmico e visam um futuro de vida estabilizada diante de um contexto totalmente capitalista, no qual não só os brasileiros estão inseridos, mas grande parte da população mundial.

Reportagem: Matheus Breno

Agrestina-PE: Comerciantes da Feira Livre falam sobre a crise e explicam como ela tem afetado a economia do município

Que o Brasil está passando por um momento de crise não é novidade, mas como a população está lidando com essa realidade? Na manhã desta sexta-feira (07), a equipe da TV Replay esteve visitando a Feira Livre da cidade de Agrestina e conversando com alguns feirantes, onde na ocasião, podemos constatar como esta crise está afetando a economia do município.

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De acordo com a maioria da população, o impacto da crise no Brasil sem dúvida está afetando a feira livre local, no entanto, apesar da grande dificuldade econômica presente no nosso país, os consumidores e feirantes de Agrestina tem conseguido sobressair a ela, através de economias na hora da compra, por exemplo.

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Na ocasião, conversamos com alguns feirantes e consumidores, questionando-os como está a atual situação do comércio da Feira Livre de Agrestina. O Sr. José Nelson, que trabalha com a venda de calçados e tem seu ponto certo na feira, fez uma análise da situação e nos contou durante entrevista, como ele tem lidado com a crise.

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A Srª Maria Vital, residente na Vila Santa Teresa, zona rural do Município, prioriza sempre a feira livre local. Acompanhe as palavras desta consumidora durante entrevista.

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SAM_0443Mesmo diante da crise, a feira continua funcionando normalmente todas as sextas-feiras na cidade; pode-se perceber que o fluxo de feirantes continua crescente, onde consumidores de municípios vizinhos também são fregueses dos comerciantes de Agrestina.

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SAM_0447O jovem Ronaldo Feliciano, também vendedor de calçados, fala com a nossa reportagem e compartilha de sua opinião quanto a atual crise brasileira.

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“O segredo para essa realidade atual em nosso país ao sair as compras é ter muita cautela e principalmente pesquisar os preços e qualidade dos produtos, economizando o máximo possível.” – Disse o Sr. Severino.

O Sr. Severino José, mais conhecido ‘Bereco’, afirmou que economizar é melhor ferramenta a ser utilizada diante desta crise.

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A feira livre de Agrestina é uma tradição na cidade e faz questão de manter algumas culturas, entre elas, o Mercado e Açougue Públicos, que possibilita uma vasta variedade em mercadorias.

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SAM_0464O feirante Sr° José Manuel da Silva, relata o reflexo em relação a crise em nosso país.

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O Sr° Amaro José é aposentado e fala do desdobramento que é para comprar apenas o necessário.

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A feira livre é realizada no centro da cidade e acontece sempre nas sextas-feiras. Mesmo diante da atual crise econômica, os nossos feirantes e consumidores tem se esforçado para não serem prejudicados e esperam que em breve as dificuldades sejam substituídas pela garantia de qualidade de vida.

Fotos: Joselim Valdemar

TV REPLAY, O QUE É BOM SE REPETE!

Náutico: Timbu sofre pressão da torcida, que está chateada com as últimas atuações da equipe

Após, uma série de maus resultados obtidos pelo Timbu na temporada, a torcida começa a ficar impaciente, e protesta contra tudo que vem acontecendo no Náutico nesses últimos tempos.

foto: Maurício Penedo/ Ge

foto: Maurício Penedo/ Ge

Nesta semana no CT, aconteceram protestos; membros de torcidas entraram em campo para pressionar jogadores por resultados. Os atletas ficaram insatisfeitos com o ato que teve o aval da diretoria. Não gostaram da torcida entrar em campo para cobrar aos jogadores.

foto: Alexandre Gondim/JC

foto: Alexandre Gondim/JC

Mas, o problema do Náutico não é apenas dentro de campo com as sucessivas derrotas, fora das quatro linhas, o time sofre com dívidas e começa a pedir ajuda aos sócios, para controlar sua situação financeira. Esta semana os associados receberam uma carta da diretoria pedindo uma ajuda voluntária de cem reais, com a explicação que esse dinheiro servirá para superar a atual crise financeira do clube.

foto: Náuticonet

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Outra notícia pegou de surpresa os sócios do Náutico, o estacionamento da sede social passará a ser cobrado para o público em geral (inclusive sócios), mas ainda é discutido se haverá desconto para eles.

Neste clima difícil, de tensão. A equipe Alvirrubra se prepara e segue trabalhando, para jogar as duas próximas decisões que tem pela frente; pela Copa do Brasil dia 02.04 contra o Brasília e na sequência contra o Salgueiro, jogo que vale vaga na semi final do Campeonato Pernambucano dia 05.04.

TV Replay, o que é bom se repete!