Brasil terá hoje jogo decisivo e pode enfrentar a Alemanha nas oitavas

Seleção joga às 15h contra a Sérvia e empate garante classificação

Um a um, os grupos da Copa do Mundo vão se definindo. Esta semana, oito seleções já garantiram a permanência no Mundial e oito voltaram para casa.

Com os grupos A, B, C e D definidos, chegou a hora de os grupos E, o do Brasil, e F, da Alemanha. Nenhuma das duas seleções está garantida nas oitavas de final e há grande chance de que se encontrem na próxima fase, caso se classifiquem.

O Brasil joga às 15h de hoje (27) contra a Sérvia. Um empate já garante a classificação, ainda que em segundo lugar. Brasil e Suíça lideram o grupo, com 4 pontos cada. Para os sérvios, só a vitória interessa.

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Os times do grupo do Brasil jogarão às 15h já sabendo quem será o primeiro e o segundo colocados do grupo F e como serão os cruzamentos das oitavas, caso passem.

O primeiro colocado de um grupo enfrenta o segundo de outro. Assim, o Brasil e a Alemanha, confirmando suas classificações, só não se enfrentam se ambos passarem em primeiro ou em segundo em seus grupos.

Alemanha x Coreia do Sul – 11h – Kazan

México x Suécia – 11h – Ecaterimburgo

Este é o grupo das calculadoras. Todos os times farão contas para saber o que precisam para continuar na Copa. A situação é tão incomum que até a Coreia do Sul, que perdeu os dois jogos até agora, ainda pode se classificar. Mas a situação dos coreanos é mais improvável. Precisam vencer a Alemanha por um placar simples e torcer para o México vencer a Suécia por dois gols de diferença.

O México, a sensação do grupo até agora com duas vitórias, pode ficar fora. Se a Alemanha vencer seu jogo e a Suécia derrotar os mexicanos, os três times terminarão a primeira fase com o mesmo número de pontos e os critérios de desempate resolverão o impasse.

O México entra na rodada com um saldo de gols (cálculo de gols feitos menos gols sofridos) de +2, enquanto Alemanha e Suécia estão com saldo zero. O saldo de gols é o primeiro critério de desempate.

Os alemães, que voltaram à vida no grupo após o gol no último lance contra a Suécia, precisam vencer o jogo contra o adversário mais vulnerável do grupo. A Alemanha ainda não mostrou a consistência do time que ganhou a Copa de 2014 no Brasil, mas é franca favorita para vencer o jogo e seguir no Mundial.

Brasil x Sérvia – 15h – Moscou

Suíça x Costa Rica – 15h – Nizhny Novgorod

Hoje é dia de Brasil em campo. E se o jogo contra a Costa Rica não foi fácil, a última partida da primeira fase promete ser dura.

O técnico Tite já confirmou que repetirá o time que começou a partida contra a Costa Rica. O Brasil deverá ter uma atenção especial com o jogo aéreo do adversário. Os atacantes sérvios são mais altos que a defesa brasileira.

“É verdade que a Sérvia é forte no jogo aéreo, mas eles também têm qualidades individuais. Temos condições de tentar neutralizar esses cruzamentos”, disse o treinador brasileiro.

Apesar de precisar mais da vitória do que o Brasil, o discurso da Sérvia é de respeito à Seleção Brasileira. A tendência é de que joguem a responsabilidade de atacar para o Brasil, fechando espaços e apostando em bolas paradas, como a Suíça fez.

O capitão do time sérvio, Aleksandar Kolarov, disse, em entrevista, que acredita na vitória. Os sérvios tiveram que responder a perguntas do tipo “é possível vencer o Brasil?”. As respostas foram sempre na mesma linha: o Brasil não é imbatível.

“Será um jogo difícil contra o Brasil, mas é a força mental que decidirá. Se formos ao jogo acreditando que podemos vencer, então poderemos”, disse Kolarov. Ele ressaltou, no entanto, que uma vitória passa por mais do que pelo pensamento positivo. “É fácil dizer ‘vou vencer’, mas o que você está pronto para fazer para vencer – isso é o que importa”.

Assim como o Brasil, a Suíça precisa de um empate contra a já eliminada Costa Rica para se classificar. Os suíços até podem se classificar com uma derrota, desde que a Sérvia perca seu jogo. Mas a expectativa é de que o time suíço tente o gol desde o começo da partida, já que mostrou força ofensiva para isso no jogo contra os sérvios.

Por Agência Brasil

Com gol no final, Argentina avança para as oitavas

Messi marcou no primeiro tempo e Rojo, no 40 do segundo tempo, marcaram para garantir a classificação dos ‘Hermanos’ para as oitavas de final na Rússia

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A Copa do Mundo da Rússia quase acabou para a Argentina. Nesta terça-feira, em São Petersburgo, o time que já havia sofrido para confirmar a sua vaga no torneio suou bastante para derrotar a Nigéria por 2 a 1 e evitar a eliminação precoce no grupo D. O astro Lionel Messi desencantou no primeiro tempo, mas Moses converteu pênalti para igualar o marcador no segundo. Aos 40 minutos, Rojo marcou o gol salvador.

Sem ter conquistado nem uma vitória sequer até então (antes, empatou também por 1 a 1 com a Islândia e perdeu por 3 a 0 para a Croácia), a Argentina assumiu a segunda colocação da chave, com 4 pontos ganhos, na rodada derradeira. Os líderes croatas tiveram 100% de aproveitamento, com 9, enquanto os nigerianos somaram 3 e os islandeses, apenas 1.

Enquanto Nigéria e Islândia se despedem, Croácia e Argentina iniciarão preparação para as oitavas de final do Mundial. Os croatas, que derrotaram os islandeses por 2 a 1 também nesta terça-feira, jogarão contra a Dinamarca às 15 horas (de Brasília) de domingo, em Níjni Novgorod. Um dia antes, às 11 horas (de Brasília), os argentinos farão duelo de campeões do mundo com a França.

Desencantou

Não parecia que a Argentina havia sofrido uma impactante derrota por 3 a 0 para a Croácia na rodada anterior da Copa do Mundo. Os jogadores chegaram ao Estádio Krestovsky cantando. Lá dentro, Messi, embora sério, não levou os dedos à testa nem fez feição de preocupado durante a execução do hino nacional.

Entre os torcedores, o clima também era de otimismo. Diego Armando Maradona, chamando a atenção mais uma vez em um camarote, chegou a bailar com uma nigeriana antes de a partida começar. Faixas com a imagem dele se misturavam com aquelas que exaltavam Messi nas arquibancadas, preenchidas majoritariamente por argentinos.

Quando a bola rolou, o time de Jorge Sampaoli (o único vaiado no anúncio da escalação da Argentina) tentou fazer jus à confiança. Sem Aguero, que se desentendeu com o técnico no jogo passado, e com Higuaín, a seleção sul-americana apostou na movimentação ofensiva constante para acuar a Nigéria.

Aos poucos, como em um chute por cima da meta de Tagliafico, a estratégia da Argentina parecia que começaria a surtir efeito. Desde que o time não falhasse defensivamente, como fazia Mascherano, falhando feio nas saídas de bola. Por sorte, a Nigéria não conseguia tirar proveito dos vacilos do volante.

Aos 13 minutos, a Argentina trouxe calma a Mascherano e aos seus torcedores. Rojo fez um desarme e passou a bola para Banega, que lançou Messi com categoria. O astro do Barcelona dominou com perfeição, entrou na área e arrematou cruzado para anotar o centésimo gol da Copa do Mundo da Rússia.

“Messi! Messi! Messi!”, reverenciaram os torcedores da Argentina, na expectativa de que o craque os conduzisse aos jogos eliminatórios do Mundial. Aos 33 minutos, pouco depois de uma bola dividida por Higuaín com o goleiro Uzoho, o ídolo quase voltou a fazer a diferença. Acertou a trave em uma cobrança de falta.

A Nigéria aceitava o ritmo imposto pela Argentina. A equipe que iniciara a rodada em vantagem na tabela de classificação demonstrava nervosismo mesmo ao esboçar uma pressão no final do primeiro tempo. Um chute muito torto de Etebo, aos 41 minutos, evidenciou a situação. A bola saiu pela lateral.

Reações e sofrimento

Antes mesmo de descer para o vestiário, o time da Nigéria se reuniu no gramado para tentar se reorganizar na segunda etapa da partida. O técnico alemão Gernot Rohr deu a sua colaboração dentro do vestiário, e a equipe africana retornou de lá com uma alteração no ataque. Ighalo substituiu Iheanacho.

O placar também mudou em pouco tempo. Aos três minutos, Mascherano agarrou Balogun dentro da área, e o árbitro turco Cuneyt Cakir assinalou o pênalti antes e após consultar o VAR. Moses se apresentou para a cobrança e, tranquilo, apenas rolou a bola para a meta defendida por Armani, o substituto de Caballero, sacado após falhar feio contra a Croácia.

A Nigéria tentou tirar proveito do bom momento para acuar a Argentina. Nas arquibancadas, os torcedores sul-americanos passaram a cantar com mais intensidade, na esperança de motivar a sua seleção. Sampaoli também agiu. Trocou Enzo Pérez por Pavón.

Àquela altura, a Argentina já havia sido tomada pelo nervosismo. A equipe de Sampaoli até rondava a área da Nigéria, porém errava passes fáceis. Na defesa, assustava-se com cada avanço em velocidade da sua adversária. Como quando Moses passou a bola entre as pernas de Mercado e lamentou a conclusão para o alto de Ndidi.

Aos 29 minutos, o tom dos nigerianos foi de reclamação. Rojo tocou a bola com o braço ao tentar afastar a bola dentro da área, e o árbitro não assinalou o pênalti mesmo depois de o lance ser checado pelo VAR. Ainda mais pressionado, Sampaoli gastou as suas últimas fichas com as entradas de Meza e Aguero nos lugares de Di María e Tagliafico.

Deu certo. Aos 40 minutos, Mercado foi à ponta direita e cruzou para Rojo emendar de primeira para a rede, transformando o Estádio Krestovsky em La Bombonera. A Nigéria ainda tentou reverter a eliminação com Iwoby e Simy nos postos de Omeruo e Musa, mas já era tarde. A Argentina de Messi estava viva na Copa do Mundo da Rússia.

NIGÉRIA 1 X 1 ARGENTINA

NIGÉRIA: Uzoho; Balogun, Ekong e Omeruo (Iwoby); Ndidi, Obi Mikel, Moses, Etebo e Idowu; Musa (Simy) e Iheanacho (Ighalo)

Técnico: Gernot Rohr

ARGENTINA: Armani; Mercado, Otamendi, Rojo e Tagliafico (Aguero); Mascherano, Banega, Enzo Pérez (Pavón) e Di María (Meza); Messi e Higuaín

Técnico: Jorge Sampaoli

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)

Data: 26 de junho de 2018, terça-feira

Horário: 15 horas (de Brasília)

Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)

Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da Turquia)

Público: 64.468 pessoas

Cartões amarelos: Balogun e Obi Mikel (Nigéria); Mascherano, Banega e Messi (Argentina)

Gols: NIGÉRIA: Moses, aos 5 minutos do segundo tempo; ARGENTINA: Messi, aos 13 minutos do primeiro tempo, e Rojo, aos 40 minutos do segundo tempo

Por  Gazeta Press

Blog de Airton Sousa: Brasil classificado para Rússia em 2018

O técnico Tite e o seu grupo, fecharam a participação da seleção brasileira este ano, com mais uma vitória, completando a sexta, sob o comando do treinador. No início do jogo, os Peruanos ameaçaram com algumas jogadas ofensivas. Porém, aos poucos, os brasileiros foram mandando no jogo e  fazendo com que o adversário recuasse e passasse a jogar no seu campo defensivo. Uma marcação precisa, e muitas vezes violenta, a seleção do Peru terminou se rendendo aos poucos, ainda na primeira fase.

A vitória é um fato que merece atenção, porque são seis jogos sem perder, e evoluindo a cada partida. O que acontecia antes de Tite, era um desinteresse total dos brasileiros. Depois de Tite, todos se interessaram, ao ponto de varar a madrugada dessa quarta feira, para assistir ao jogo e torcer por mais uma vitória. Jogadores, a exemplo de Renato Augusto, Philippe Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus, demonstraram uma superação fora de série, mesmo entendendo a diferença entre o futebol sul-americano e o futebol europeu. Porém, temos tempo suficiente, para uma melhor adaptação. O crescimento da seleção já começa chamar a atenção de alguns treinadores, inclusive do técnico da seleção da Alemanha.

Gabriel Jesus marcou aos 12 minutos, Renato Augusto ampliou aos 33 minutos, porém outras chances aconteceram, no entanto o que valeu mesmo, foi a superação do grupo, diante de um adversário que valorizou a nossa vitória. Agora, é descansar porque em março de 2017  a competição recomeça. No entanto, o clima é diferente da época em que poucos acreditavam que a seleção fosse para a copa da Rússia em 2018.