Paulista-PE: Obras de contenção do mar vão proteger forte histórico

Construído por colonizadores holandeses no século XVIII, o Forte de Pau Amarelo é um dos principais cartões postais do município pernambucano de Paulista. Diante do fenômeno do avanço do mar no litoral brasileiro, a conservação do monumento – tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) – passou a ser uma preocupação das autoridades públicas. 

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Porém, o risco de deterioração da estrutura será controlado por meio de obras de contenção, iniciadas há um mês na Praia de Pau Amarelo. O Ministério da Integração Nacional investiu R$ 14,3 milhões na construção, que terá como um dos principais legados a preservação do forte histórico. Com 200 metros de faixa de areia já beneficiados, a intervenção vai proteger outros imóveis situados ao longo de 2 km de extensão do litoral da cidade. 

Para enfrentar o avanço do mar, o projeto – executado pela prefeitura do município – emprega uma técnica inédita em Pernambuco, o bagwall. O método, já realizado com sucesso em praias de Alagoas, da Bahia e do Ceará, utiliza sacos de concreto em formato de arquibancada para dissipar o impacto da maré. “Essa obra é a possibilidade de garantir a preservação do Forte de Pau Amarelo e recuperar economicamente essa região com a ampliação do turismo e do comércio”, explica o secretário de Meio Ambiente de Paulista, Fábio Barros. 

Proprietário de um bar próximo ao local da contenção, o comerciante Francisco Fagundes, já projeta aumento nos lucros. “A cada ano que passava a situação piorava e essa área estava muito desvalorizada. A gente acredita que, depois das obras, mais pessoas virão à praia e, com o aumento do movimento, pretendo investir na ampliação de meu negócio”, planeja ele. 

A expectativa é de que o projeto esteja concluído até janeiro do próximo ano. Paulista será o segundo município pernambucano beneficiado por ações do Ministério da Integração Nacional para combater a erosão marinha. Em Jaboatão dos Guararapes, cerca de 5 km das praias de Barra de Jangada, Candeias e Piedade serão recuperados até o final deste ano, com investimentos do governo federal em torno de R$ 41 milhões.

 

Paulista-PE: Município recebe R$ 14,3 milhões para ação contra a erosão marinha

Obras de recuperação no litoral pernambucano devem restaurar orla em seis meses

As obras para contenção do avanço do mar e recuperação da praia de Pau Amarelo, na cidade do Paulista (PE) começaram, na manhã desta sexta-feira (2/08). Cerca de dois quilômetros de orla deteriorados pela erosão marinha serão restaurados por meio de um processo de engorda de praia. A iniciativa deve durar seis meses e receberá investimento de R$ 14,3 milhões do Ministério da Integração Nacional.

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A mobilização foi iniciada a aproximadamente 300 metros do histórico Forte de Pau Amarelo com o trabalho de escavação na faixa de areia. Depois dessa etapa será adotada uma técnica de contenção do avanço do mar denominada bagwall. O sistema consiste na construção de uma espécie de arquibancada com sacos de concreto para limitar o impacto da maré e evitar que o mar avance além dessa estrutura.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, considerou a intervenção adequada. “Ela faz a proteção da praia com sacos de concreto e não agride o ambiente”, declarou.

De acordo com o coordenador da obra e secretário de Meio Ambiente do Paulista, Fábio Barros, os trabalhos devem durar seis meses. “A obra, sem pedras, é ambientalmente mais correta porque evita o acúmulo de ratos e baratas, além de permitir o acesso aos banhistas através dessa escadaria, criada pela arquibancada”.

Fábio Barros também disse que objetivo é conter o mar, mas existe a expectativa de que haja uma engorda natural da praia. “O uso de bagwall teve esse resultado em outros cinco pontos onde foi aplicado nos estados de Alagoas e do Ceará”, conta o secretário.

Paulista é o segundo município pernambucano beneficiado com investimentos do Ministério da Integração Nacional para combate à erosão marinha. Em Jaboatão dos Guararapes, as obras recuperaram dois quilômetros do litoral em fase avançada e tem plano de intervenção em 5,8 quilômetros de faixa de areia.