Congresso terá semana decisiva na votação da reforma política

A semana de atividades do Congresso Nacional será decisiva para a conclusão das discussões sobre a reforma política. Após diversas tentativas de votação, o debate segue arrastado na Câmara dos Deputados e no Senado e corre o risco de ter poucas ou mesmo nenhuma medida aprovada para as próximas eleições. Para ter validade em 2018, as mudanças na legislação precisam ser sancionadas até sexta-feira (6).

Na tarde desta segunda-feira (2), o plenário da Câmara volta a analisar o substitutivo aglutinativo ao Projeto de Lei 8.612/17, de relatoria do deputado Vicente Cândido (PT-SP). O texto propõe a criação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), com recursos públicos e de execução obrigatória. Parlamentares tentaram apreciar a medida na semana passada, mas por falta de consenso, o próprio relator pediu que a análise fosse adiada.

Para viabilizar a votação do projeto, Cândido passou os últimos dias tentando construir um acordo com os partidos. O parlamentar tem defendido a criação do fundo com o teto máximo de R$ 2 bilhões, oriundos dos cofres públicos. Para ele, o fundo poderia ser complementado com recursos privados até atingir o montante que considera ser ideal para custear as campanhas no país, um valor “por volta de R$ 3 bilhões a R$3,5 bilhões”, segundo ele.

Cândido tenta emplacar um novo texto para substitui trechos do PL. O esforço na busca do consenso é uma tentativa de salvar o fundo público para as campanhas eleitorais do próximo ano, já que o projeto de lei recém-aprovado pelo Senado não encontrou apoio entre os deputados.

Em uma tentativa de dar mais celeridade à análise da matéria, os parlamentares rejeitaram o pedido de urgência, o que diminuiria os prazos para tramitação do projeto na Câmara. Dessa forma, a criação do fundo permanece indefinida e, até o momento, continuam em vigor as regras atuais: uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proíbe a doação de pessoas físicas para o financimento de campanhas eleitorais.

Além do fundo público para as campanhas, o projeto também regulamenta a forma de arrecadação de doação de pessoas físicas e os limites para gastos com campanha já nas eleições em 2018, para cada cargo em disputa. O PL define ainda regras como o horário de veiculação de propaganda eleitoral, campanha na internet, incorporação no texto legal da proibição de doações de pessoas jurídicas, criação de outras formas de arrecadação de doações de pessoas físicas, pesquisas eleitorais e participações em debates.

Fim das Coligações em 2020

Já a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/16 é o texto da reforma política com tramitação mais adiantada no Congresso. No entanto, apesar de já ter passado pelo plenário da Câmara, ainda depende de aprovação da redação final na comissão especial antes de seguir para apreciação do Senado.

A PEC prevê o fim das coligações proporcionais a partir de 2020. O texto também estabelece a adoção de uma cláusula de desempenho para que os partidos só tenham acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na TV se atingirem um patamar mínimo de candidatos eleitos em todo o país.

Representação feminina

A Câmara também deve analisar na próxima terça-feira (3) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 134/15, oriunda do Senado, que tenta inserir instrumentos legais para aumentar a participação de mulheres na política.

O texto garante um percentual mínimo de participação de homens e mulheres nas vagas para a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e câmaras municipais nas três legislaturas seguintes à promulgação. Pela PEC, cada sexo deverá ter, no mínimo, 10% das cadeiras na primeira legislatura; 12% na segunda; e 16% na terceira.

Denúncia

Em meio às votações da reforma política, o início dos trabalhos da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em relação à denúncia contra o presidente Michel Temer e dois de seus ministros deverá movimentar a Câmara. Escolhido o relator, Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), e notificado os denunciados, a comissão começa de fato a apreciar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), o único ponto ainda não totalmente pacificado na tramitação da denúncia é em relação à analise fatiada. Pacheco já rejeitou questão de ordem do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), que propunha a divisão da denúncia. No entanto, Molon anunciou que entrará com um novo requerimento pedindo o fatiamento. A definição sobre a questão deve ocorrer nesta segunda-feira (2).

Por Agência Brasil

Derrotado no Supremo, Michel Temer negocia com o Congresso

Supremo decide enviar à Câmara a nova denúncia da PGR. Planalto vai tentar emplacar aliado na CCJ, primeira etapa da batalha, e acelerar tramitação para não atrapalhar agenda econômica

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal entendeu que a denúncia por obstrução de Justiça contra o presidente Michel Temer tem de ser enviada à Câmara. O julgamento foi interrompido e será concluído nesta quinta-feira (21). Mas o placar mais do que simbólico — 7 a 1 contra Temer — fez estrago no otimismo dos governistas. 

(foto: Nelson Jr./SDO/STF)

(Foto: Nelson Jr./SDO/STF)

No Congresso, integrantes da base aliada admitiam que a denúncia seria enviada, mas achavam que conseguiram, ao menos, quatro votos a favor. A partir de agora, os governistas tentar emplacar um nome aliado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, primeira etapa da denúncia, e tentar acelerar a tramitação para não prejudicar a agenda econômica.

Por enquanto, apenas Gilmar Mendes se alinhou à tese da defesa de Temer, que nega todas as acusações. Restam ainda os votos do decano Celso de Melo, de Marco Aurélio Melo e da presidente do STF, Cármen Lúcia. Além de Toffoli e Fachin, votaram contra Temer Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Ricardo Lewandovski. 

Fachin, relator do processo, foi claro ao afirmar que a Constituição delega à Câmara o direito de fazer a análise política do processo e que, antes disso, não há como o STF se pronunciar. Mesmo assim, expôs a opinião sobre outro ponto que ainda virá a ser discutido: a validade das provas da delação da JBS. 

“Precisamos avaliar a possibilidade de revisão total ou parcial de provas. A revisão da delação, nesse caso, terá efeitos apenas sobre as partes, não sobre terceiros”, defendeu. Este foi o primeiro momento de embate acalorado no plenário.

Novato na Corte, o ministro Alexandre de Moraes acompanhou o relator, mas lembrou que essa denúncia tem dois fatos inusitados. 

O primeiro é que, antes de ela ser encaminhada, Rodrigo Janot abriu investigação contra um ex-procurador que participara da delação — Marcelo Miller — e, posteriormente, o próprio Janot pediu a revisão do acordo da JBS.

“Talvez tenhamos que revisitar o tema da investigação do MP ou que essa parceria seja melhor definida”, defendeu Gilmar Mendes. 

“As investigações do MP estão sendo feitas à margem de qualquer controle constitucional”, atacou o ministro Ricardo Lewandovski. 

Para tentar evitar debates eternos, Cármen Lúcia cortou o assunto, dizendo que aquele ponto não estava em debate agora. “Teremos um encontro marcado com isso”, destacou.

Barroso fez questão de enumerar os diversos pontos da denúncia e transferir para a Câmara a missão de abrir a investigação. “Cabe à Câmara decidir se cabe ou não a denúncia de que dirigentes de partidos políticos indicavam diretores para desviar dinheiros de esquemas criminosas; que CPIs eram instauradas para extorquir dinheiro; que parlamentares vendiam emendas em MPs e leis ordinárias; que um ex-ministro deixou R$ 51 milhões em um apartamento”, enumerou Barroso.

O voto de Toffoli gerou divergências, porque ele questionou que diversos crimes imputados a Temer teriam sido cometidos antes do mandato e que, desta forma, em vez de encaminhar a denúncia para a Câmara, Fachin poderia tê-la rejeitado por ausência de justa causa.

Mesmo assim, acabou acompanhando o relator. O único voto divergente — e, por coincidência, o mais longo — foi de Gilmar Mendes. 

Além de repetir que os supostos crimes teriam sido cometidos antes do mandato de Temer, ele foi muito duro com Rodrigo Janot e o ex-procurador Marcelo Miller. 

“Já se falava da atuação exótica do procurador (Marcelo Miller). Aquilo que se falava à boca pequena e à boca grande se confirmou: a participação do procurador dos dois lados do balcão”, criticou.

Por: Paulo de Tarso Lyra do Diário de Pernambuco

Agrestina-PE: Congresso espera reunir mais de duas mil pessoas

A Prefeitura de Agrestina está com representantes no 51° Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, onde está sendo realizado no Centro de Eventos do Ceará. O evento começou no último domingo (14) e vai até a próxima quarta-feira (17), e na ocasião serão discutidos os mais variados aspectos da Medicina Tropical, desde o ensino, passando pela pesquisa de pontos importantes, até a assistência.

Estão presentes no encontro o Secretário de Saúde de Agrestina, Roberval Maciel, e o coordenador da Vigilância em Saúde no município, Efraim Naftali, cada um com três trabalhos inscritos e aprovados para apresentação – muitos sobre ações de sucesso desenvolvidas no município.

São esperadas mais de duas mil pessoas no Congresso que vai receber profissionais com perfis diversos que atuam na área da saúde no Brasil e no mundo, o que aumentará o conhecimento de todos e será, com certeza, uma oportunidade ímpar de conhecer idéias e resultados que podem ser aplicados em diferentes realidades.

Os trabalhos apresentados pelos representantes da Prefeitura são:

• Frequência de casos de dengue confirmados e ações de controle no município de Agrestina – Roberval Maciel
• Levantamento dos casos de Tuberculose no município de Agrestina entre os anos de 2004 e 2013 – Roberval Maciel
• Perfil epidemiológico da Leishmaniose Tegumentar e Visceral do município de Agrestina no período de 2004 e 2013 – Roberval Maciel
• A importância do inquérito escolar no controle do Tracoma na IV Gerência Regional de Saúde – Efraim Naftali
• Análise da situação epidemiológica da dengue em 32 municípios da IV Gerência Regional de Saúde do Estado de Pernambuco – Efraim Naftali
• Levantamento epidemiológico das formas de Leishmaniose em 32 municípios do Estado de Pernambuco – Efraim Naftali

Congresso

Congresso 8  Congresso 6  Congresso 3 Congresso 2 Congresso 4  Congresso 4   Congresso 7

Decom
Fotos: Decom Prefeitura Agrestina

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Pernambuco: Humberto diz que Lei Menino Bernardo vai mudar cultura brasileira

Com o apoio integral do PT, liderado pelo senador Humberto Costa (PE), o Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto enviado pelo governo ao Congresso que garante o direito a crianças e adolescentes de serem educados sem castigos físicos. A Lei Menino Bernardo, chamada anteriormente de Lei da Palmada, segue agora para sanção presidencial. A apresentadora de tevê Xuxa Meneghel, militante dos direitos infantis, participou da sessão no plenário do Senado.

Na tribuna do plenário, Humberto anunciou o apoio fechado da bancada do PT à proposta.  “Essa lei vai mudar os costumes e a cultura do brasileiro. Vai fazer com que as pessoas pensem em alternativas e métodos para se criar uma criança e um adolescente. Estamos esclarecendo aos responsáveis como se pode e se deve agir com os seus filhos”, declarou.

O parlamentar lembrou que no passado, quando se falava sobre a violência doméstica contra a mulher, havia uma concepção de que “em briga de marido e mulher ninguém deveria meter a colher”. Segundo o senador, o argumento era de que o Estado não poderia invadir a intimidade da família.

 “Atualmente, em pleno século 21, vemos que as pessoas ainda usam o castigo físico e a violência com os filhos e isso não significa que elas estejam certas. A lei é necessária para criar constrangimentos e mudar essa mentalidade”, avaliou.

 Bernardo

O Projeto de Lei da Câmara 58/2014, que recebeu o nome de Menino Bernardo – em referência ao menino gaúcho morto brutalmente pela madrasta com o consentimento do pai – altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para proibir o tratamento cruel ou degradante como forma de correção. Estão sujeitos à lei pais, integrantes da família, responsáveis ou qualquer pessoa encarregada de cuidar dos menores de idade.

Pelo texto, castigos físicos são conceituados como qualquer ação punitiva ou disciplinar com emprego de força física que resulte em sofrimento físico ou lesão. Já o tratamento cruel ou degradante é tratado como qualquer um que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize o menor de idade.

Quem for flagrado agredindo o menor será encaminhado a um programa comunitário de proteção a família, tratamento psicológico ou psiquiátrico e fará cursos de orientação. Além disso, dependendo da gravidade do caso, será obrigado a encaminhar a criança a tratamento especializado e ainda advertido. A proposta também determina que o profissional da saúde, educação e assistência social que não comunicar às autoridades competentes fato que tenha conhecimento serão multados de 3 a 20 salários mínimos.

Reprodução da Internet

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Grupo tira roupa por voto aberto no Congresso

Manifestantes protestaram seminus no gramado em frente ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (18). Eles pedem que os parlamentares aprovem o projeto que acaba com o voto secreto no Congresso.

Nesta quarta a Comissão de Constituição e Justiça do Senado analisa projeto, já aprovado pela Câmara, que acaba com o voto secreto em todas as votações do Congresso. O G1 entrevistou os senadores sobre o término do voto secreto. A maioria deles disse que é favorável ao voto aberto em todas as votações, mas alguns ainda defendem o sigilo para votações de certos temas, como vetos presidenciais.

Um dos organizadores do protesto, Michael  Mohallem, disse que a intenção do grupo é chamar a atenção dos senadores para aprovarem o projeto. “A democracia não se faz com segredo, com voto secreto. Nós estamos cansados de Renans, de Jacquelines Roriz, de Donadons. É por isso que nós precisamos do voto aberto”, afirmou. Ele disse que o grupo não pretende levar o ato para dentro do Senado.

Durante o protesto, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se juntou aos manifestantes e chegou a caminhar de mãos dadas com eles. “Acho que o povo tem o direito de saber como é que nós, senadores e representantes do povo, votamos, então minha posição é pelo voto aberto”, comentou.

Jovens protestam seminus no gramado em frente Congresso Nacional pelo voto aberto (Foto: Luciana Amaral/G1)

Jovens protestam seminus no gramado em frente Congresso Nacional pelo voto aberto (Foto: Luciana Amaral/G1)

Senador Suplicy participou do protesto ao lado dos manifestantes (Foto: Luciana Amaral/G1)

Senador Suplicy participou do protesto ao lado dos manifestantes (Foto: Luciana Amaral/G1)

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/09/manifestantes-fazem-protesto-seminus-no-gramado-do-congresso.html

Humberto defende Mais Médicos em debate no Congresso

O senador Humberto Costa (PT) defendeu, hoje, o programa Mais Médicos, durante audiência pública da comissão mista que analisa o projeto no Congresso Nacional. “Nós não devemos ficar aqui num cabo de guerra em cima de um debate que, na verdade, está privando pessoas de terem acesso ao sistema de saúde”, disse o senador em resposta às críticas de parlamentares de que o programa só vai atender 15% da demanda de médicos no País. “Mesmo se fosse 1% (da necessidade de médicos no Brasil) nós estaríamos fazendo uma coisa fundamental: salvando vidas, promovendo a saúde”, completou o senador.

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Humberto também aproveitou para defender uma discussão ampla sobre a carreira dos médicos no Brasil e a formação desses profissionais. “Pela primeira vez, o governo, a partir da iniciativa do ministro Alexandre Padilha, pensa a formação do profissional médico, no curto, médio e no longo prazo. Eu acho que nós devíamos estar discutindo é o longo prazo, porque esse primeiro momento vai ser construído com esses profissionais de fora, mas o outro momento será construído com os médicos brasileiros. E é importante a gente estar discutindo aqui quantos profissionais vão ser formados, como é que vai ser essa regulação do mercado de trabalho, como vai ser essa formação”, argumentou.  

O senador criticou ainda o corporativismo de alguns setores do Congresso e defendeu um maior acesso da população carente aos serviços de saúde. “Eu acho que, independentemente de sermos médicos, professores, advogados, nós aqui fomos escolhidos pra vir pra cá pela população. Nós temos que olhar primeiramente pela população. E vou dizer: as vezes é difícil se levar algum serviço pra gente pobre, pra gente desassistida, pra gente que não tem direito. E o Congresso sabe da importância desse programa. Por isso,  tenho absoluta convicção que o Congresso vai aprovar esse programa”, afirmou o petista. 

Multa adicional do FGTS será analisada terça-feira pelo Congresso

A disputa entre governo, oposição e setor produtivo sobre a manutenção ou suspensão da multa de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que hoje é paga pelas empresas no caso de demissões sem justa causa, ainda parece longe do desfecho. Na próxima terça-feira senadores e deputados vão decidir se mantém ou suspendem a cobrança. 

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O Legislativo aprovou um projeto que estanca a cobrança (PLS 198/2007) sob o argumento de que a multa já cumpriu a função de corrigir um desequilíbrio existente entre a correção dos saldos das contas individuais do FGTS. Mas o Planalto vetou a proposta, em julho, temendo perder mais de R$ 3 bilhões anuais em arrecadação, caso a multa seja suspensa.

O veto ao projeto é o segundo item na pauta da próxima sessão do Congresso Nacional marcada para analisar dispositivos aprovados pelo Parlamento e suspensos pelo Executivo. O Planalto, seguindo a linha do diálogo que garantiu a manutenção de todos os vetos analisados no último dia 20, fez várias reuniões com líderes partidários da Câmara e do Senado para costurar um acordo em torno da decisão. 

Na semana passada, depois de uma reunião entre líderes no Senado e autoridades do governo, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que participou do encontro, informou que o Planalto enviaria um projeto alternativo destinando o valor arrecadado com a multa ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Até a tarde de sexta-feira, a Mesa da Câmara ainda não havia recebido o texto. Foram protocolados na Casa mais dois projetos suspendendo a cobrança, ou criando uma escala regressiva até que a multa deixe de ser paga. 

Independentemente da disputa entre os dois lados, a análise do veto está mantido na pauta de terça-feira, assim como a de mais 95 dispositivos. Além do projeto que trata da multa do FGTS, o Planalto vetou integralmente a proposta de anistia os trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) demitidos entre os anos de 1988 e 2006 por participação em movimentos grevistas (PLC 83/2007) e a que inclui funcionários de carreira da Fundação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) entre os servidores que exercem atividades exclusivas de Estado (PLS 392/2008), com a justificativa de que esta é uma decisão do Executivo. 

O projeto que reconhecia como peritos oficiais os profissionais de perícias papiloscópicas e necropapiloscópicas também foi integralmente vetado. Mesmo depois de um intenso debate no Congresso sobre a proposta, com a pressão feita por representantes da categoria, o governo explicou que os estados é que têm de decidir sobre a organização das polícias. 

Os demais dispositivos vetados (91) referem-se a artigos ou parágrafos de três projetos parcialmente rejeitados pelo Executivo. Desse total, 85 vetos foram feitos apenas a um texto – projeto que amplia o valor do benefício garantia-safra para produtores rurais, prevê auxílio emergencial para produtores afetados pela estiagem em 2012 e cria medidas de estímulos para que os agricultores inadimplentes regularizem a situação com o governo (PLC 17/2013). A maior resistência, nesse caso, foi em função da falta de cálculo sobre o impacto que as medidas teriam sobre as contas públicas. No caso das vítimas da seca, o Executivo destacou no texto do veto que vai buscar solução para os municípios afetados que ainda não foram contemplados pelos programas oficiais de ajuda criados pelo governo. 

Deputados e senadores também terão de decidir se mantêm a decisão do governo de vetar dispositivos do texto que prevê punições para empresas que praticarem crimes contra a administração pública (PLC 39/2013). Os parlamentares definiram, por exemplo, que as multas não podem ultrapassar o valor total de bens e serviços contratados ou previstos em contratos com tais empresas. O temor do Planalto é que, em alguns casos, o prejuízo pode ser muito superior a esse limite. 

Os vetos ao projeto que cria o Estatuto da Juventude (PLC 98/2011) estão no último item da pauta. O artigo que previa meia passagem em transporte interestadual para todos os estudantes com até 29 anos, independentemente da finalidade da viagem, por exemplo, foi retirado pelo Planalto. Pelos cálculos do governo, a medida teria impacto de mais de R$ 8 bilhões sobre o sistema de transporte público coletivo.

Fonte: Agência Brasil

Caruaru-PE: Faculdade ASCES realiza V Congresso de Educação Física e Fisioterapia

A Faculdade Asces promove, de 15 a 17 de maio, o V Congresso de Educação Física e Fisioterapia (CEFF).

Com o tema “Educação e Saúde: Na Formação Profissional ao Mundo do Trabalho”, o congresso busca fortalecer a intersetorialidade entre as áreas da Educação Física e da Fisioterapia, numa perspectiva de inserção profissional. Além das palestras, a programação conta com conferências e mesas redondas que serão realizadas no auditório do Teatro Difusora e os mini-cursos acontecerão no Campus II da Asces.

Paralelamente ao evento central, também acontecerá o V Encontro de Estudantes de Educação Física e Fisioterapia do Agreste de Pernambuco, possibilitando aos acadêmicos um espaço para a reunião, convivência, troca de experiências e discussão acerca de suas necessidades e realidades científicas.

A proposta é (re) pensar a Educação em Saúde com base numa perspectiva voltada à participação social, compreendendo que as verdadeiras práticas educativas tomam forma neste cenário. Deste modo, a Faculdade Asces visa trabalhar a questão educacional em saúde numa perspectiva dialógica, participativa e criativa na região, formando profissionais com autonomia para ressignificar modos de cuidado mais humanizados, compartilhados e integrais.

O Congresso vem sendo realizado pela Asces desde 2005, com os cursos de Fisioterapia e Bacharelado em Educação Física da Instituição. Neste ano, o evento terá a inclusão do curso de Licenciatura em Educação Física, que foi implantado em 2011, unindo uma tríade importante de áreas da saúde. Neste sentido, os propósitos e especificidades de cada curso serão articulados e adequados à temática, promovendo um ambiente propício para o desenvolvimento de competências e conhecimentos.

Apresentação de trabalhos – O estímulo à produção acadêmica também se dará com a apresentação de trabalhos em formato de pôster. Os interessados tem até o dia 13 de abril para enviarem as propostas, seguindo as orientações do Edital (disponível a partir de 15/03).

 PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira (15/05)

Local: Teatro Difusora de Caruaru – Shopping Difusora

Horário

Atividade

8:00 às
10:00

  • Inscrições e entrega de material

10:00 às
12:30

Conferência de Abertura
Educação em Saúde: desafios da formação profissional ao mundo do trabalho

Palestrante - Prof. Dr. José Alberto Ramos Duarte (Universidade do Porto)

Mediador - Luciano Leonídio (Asces)

14:00 às
16:00

Mesa Redonda
Formação Profissional no Âmbito da Educação em Saúde

 

Palestrantes: Prof. Ms. Wallacy Feitosa (Faculdade Asces)
Silano Barros (CREFITO)
Prof. Ms. Jonas Coriolano da Silva – CREF 000327-G/PE (CONFEF)

Mediador - Lícia Vasconcelos (Asces)

16:00 às
16:30

Fruit-break

16:30 às
18:00

Mesa Redonda
Educação em Saúde, formação profissional e o mundo do trabalho: Contribuições do movimento estudantil

 

Diretórios Acadêmicos de Educação Física e Fisioterapia

Quinta-feira (16/05)

Local: Teatro Difusora de Caruaru – Shopping Difusora

Horário

Atividade

9:00 às
11:00

Mesa Redonda
Atuação do Educador Físico e do Fisioterapeuta no Núcleo Apoio à Saúde da Família

Palestrantes - Profa. Patrícia Araújo Bezerra – Ministério da Saúde
Prof. Ms. Flávio da Guarda (CAV/UFPE)
Profa. Ms. Fabiana Oliveira (CPqAM/FIOCRUZ)

Mediador - Prof. Francisco Santos

11:00 às 12:30

Exposição de Pôsteres

14:00 às
16:00

Mesa Redonda
Políticas e Programas para a Educação Permanente (CIES, PET e PRÓ SAÚDE, Residência Multiprofissional, Estágio)

 

Palestrantes - Profa. Ms Ana Wladia (CAV/UFPE)
Prof. Dr. Petrônio Martelli (UFPE)
Profa. Esp. Maria do Carmo (Faculdade Asces)

Mediador - Prof. Ms. Wallacy Feitosa

16:00 às 16:30

Fruit-break

16:30 às
18:00

Exposição de Pôsteres

 

Sexta-feira (17/05)

Local: Faculdade Asces – Campus II

Horário

Atividade

9:00 às
12:00

Mini-cursos

  • A Fisioterapia no NASF – Ms. Fabiana Oliveira
  • A Educação Física no NASF – Prof. Alexandre Flamarion e Profa. Shirlaine Marques
  • Ferramentas Metodológicas para o Programa Saúde na Escola-PSE – Profa. Rafaela Niels
  • Educação em Saúde na Atenção ao Idoso – Prof. William Smethrust
  • Educação em Saúde na Atenção a Gestante – Prof. Ms. Lucas Itamar
  • Educação em Saúde na Atenção a Criança e ao Adolescente – Profa. Esp. Alexandra Emereciano
  • Educação em Saúde na Atenção a Saúde Mental – Profa. Esp. Amelian  Leonídio
  • Fisioterapia nas Práticas Integrativas e Complementares – Ft esp. Jeferson Seelig
  • Atuação do Profissional de Educação Física na Academia da Saúde – Prof. Flávio da Guarda
  • Fisioterapia na Saúde do Trabalhador – Ft. Esp. Emanuel Inocêncio

14:00 às 17:00

Mini-cursos

  • A Fisioterapia no NASF – Ms. Fabiana Oliveira
  • A Educação Física no NASF – Prof. Alexandre Flamarion e Profa. Shirlaine Marques
  • Ferramentas Metodológicas para o Programa Saúde na Escola-PSE – Profa. Rafaela Niels
  • Educação em Saúde na Atenção ao Idoso – Prof. William Smethrust
  • Educação em Saúde na Atenção a Gestante – Prof. Ms. Lucas Itamar
  • Educação em Saúde na Atenção a Criança e ao Adolescente – Profa. Esp. Alexandra Emereciano
  • Educação em Saúde na Atenção a Saúde Mental – Profa. Esp. Amelian  Leonídio
  • Fisioterapia nas Práticas Integrativas e Complementares – Ft esp. Jeferson Seelig
  • Atuação do Profissional de Educação Física na Academia da Saúde – Prof. Flávio da Guarda
  • Fisioterapia na Saúde do Trabalhador – Ft. Esp. Emanuel Inocêncio

17:00 às 18:00

Premiação dos trabalhos e Encerramento do Congresso