Cachoeirinha-PE: Mais de 200 homens participam da campanha Novembro Azul, superando número de mulheres no Outubro Rosa

Encerrou nesta terça-feira (27/11) as ações do Novembro Azul, na cidade de Cachoeirinha, no Agreste de Pernambuco.

Na oportunidade, foram realizadas atividades integradas como exames rápidos, consultas médicas, encaminhamentos e palestras. Durante a abertura do evento, presente esteve o prefeito Ivaldo Almeida, que destacou a importância da ação que contemplou mais de 200 homens.

“Aproveito a oportunidade para parabenizar a Secretária da Saúde pela iniciativa e por esse trabalho. A população procura os nossos serviços, e atender da melhor forma é nosso compromisso”. – Declarou o prefeito

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. A origem do “Novembro Azul” se deu na Austrália, no ano de 2003, em aproveitamento às comemorações do dia mundial de combate ao câncer de próstata, data comemorada em 17 de novembro.

Todos que participaram se mantiveram atentos e participativos até o final do evento. O Novembro Azul em Cachoeirinha, foi realizado pela Secretaria de Saúde em parceria com o Casca, e com o apoio da Prefeitura Municipal.

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(Fotos: Prefeitura de Cachoeirinha / Divulgação)

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Câncer é a principal causa de mortes em 516 municípios do Brasil

Segundo dados do SUS, as cidades onde a neoplasia é a principal responsável pela morte estão localizadas nas regiões mais desenvolvidas do país

O câncer já é a principal causa de morte em 10% das cidades brasileiras — 516 dos 5.570 municípios do Brasil. Se o cenário permanecer o mesmo, a tendência é que, até 2029, os tumores malignos sejam responsáveis pela maioria dos óbitos no país. O levantamento, baseado em dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), com base no DataSus, foi divulgado ontem pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

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(foto: Reprodução)

Os dados mostram que as cidades onde a neoplasia é a principal responsável pela morte estão localizadas nas regiões mais desenvolvidas do país, justamente onde a expectativa de vida e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são maiores. Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140). No Nordeste, estão 9% (48); no Centro-Oeste, 7% (34); e no Norte, 4% (19).

Para a coordenadora do movimento e presidente e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), Merula Steagall, há a suspeita de que o número pode estar sendo subnotificado nas regiões mais pobres e com menos estrutura de diagnóstico. “Em lugares que não têm muita estrutura, podem ter mortes que não tenham sido registradas, porque sequer chegaram a um diagnóstico precoce. Os pacientes que conseguiram ser diagnosticados e tratados, em regiões mais avançadas, foram notificados”, explicou.

A especialista alertou ainda para a necessidade de se investir em exames de prevenção para conseguir identificar o câncer ainda em estágio inicial. Contudo, o tempo de espera na rede pública, desde o diagnóstico até o início do tratamento, é de oito meses — seis meses até a descoberta da doença e até 60 dias para a intervenção médica. “Não é o ideal, mas 80% da população ainda consegue atingir essa meta. Mais importante que investir em unidades de saúde, é ampliar os centros especializados”, acrescentou.

O Rio Grande do Sul é a unidade da Federação com o maior número de municípios onde o câncer é a primeira causa de morte: 140. Enquanto em todo o país as mortes por tumores malignos representam 16,6% do total, no território gaúcho esse índice chega a 33,6%. O Distrito Federal e o Amapá, por sua vez, não contabilizaram nenhuma morte por neoplasia em 2015, ano-base para a pesquisa. Já no Rio de Janeiro, somente uma cidade aparece no levantamento: Cambuci, no Norte Fluminense. Nesta cidade, a taxa de morte por câncer registrada foi de 19 a cada 10 mil habitantes.

Infartos

Em 2015, o número de mortes por câncer aumentou 90%, se comparado com os dados registrados em 1998. No mesmo período, houve uma alta de 36% entre as vítimas de doenças cardiovasculares. Ou seja, o crescimento das mortes por câncer foi quase três vezes mais rápido do que daquelas provocadas por infartos ou derrames. A oncologista clínica do Instituto Onco-Vida Andreza Souto explica que a neoplasia cresceu muitos nesses últimos anos, porque é uma doença que está diretamente ligada à longevidade. ”A relação da genética com o câncer é entre 5% e 10%. É uma doença multifatorial, que depende de bons hábitos de vida, prevenção e acesso à saúde básica”, ressaltou.

Para o 1º secretário do CFM, Hermann von Tiesenhausen, é importante refletir e discutir sobre o avanço da doença no país, especialmente no momento em que os candidatos a cargos eletivos elegem suas prioridades para essas eleições. “Este diagnóstico revela um grave problema de saúde pública. É preciso conter essa epidemia e manter a obediência aos princípios constitucionais que regulam a assistência nas redes pública, suplementar e privada no Brasil.”

Por Correio Braziliense

ALTO RISCO PARA CÂNCER – Mais de metade da população brasileira está infectada com HPV

Deste grupo, 38,4 % apresentam tipos de HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer

Mais da metade da população brasileira está infectada com o HPV, vírus causador do câncer de colo de útero e de outros tipos de tumor. A estimativa é de um estudo epidemiológico feito pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (27).

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores entrevistaram 7.586 pessoas, das quais 2.669 foram submetidas ao teste de HPV. A partir dos exames, a prevalência estimada do vírus foi de 54,6 % da população. Deste grupo, 38,4 % apresentam tipos de HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores entrevistaram 7.586 pessoas, das quais 2.669 foram submetidas ao teste de HPV. Foto: Flickr

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores entrevistaram 7.586 pessoas, das quais 2.669 foram submetidas ao teste de HPV. Foto: Flickr

De acordo com o ministério, é a primeira vez que um estudo estima a prevalência do vírus na população brasileira. O dado é importante, afirma a pasta, para medir o impacto da imunização daqui a alguns anos. 

A vacina contra a doença está disponível para meninas de 9 a 14 anos. Neste ano, o imunizante também ficou disponível para meninos de 11 a 14 anos. 

Embora o imunizante seja gratuito e esteja disponível em todos os postos de saúde do País, o governo federal tem tido dificuldades de alcançar a cobertura vacinal ideal. Nos últimos anos, a taxa de adesão tem ficado em 50%.

Cidades

Ainda segundo a pesquisa, a capital com a maior taxa de prevalência de HPV é Salvador, com 71,9% da população infectada. Em seguida, aparecem Palmas (61,8%), Cuiabá (61,5%) e Macapá (61 3%). 

Na outra ponta da lista, com a menor prevalência, está Recife, com índice de 41,2%. A cidade de São Paulo tem taxa de 52%, próxima do índice nacional. Já os municípios de Brasília, Campo Grande e Belo Horizonte não informaram dados suficientes para que a estimativa fosse fechada.

O estudo mostrou ainda que 16,1% dos jovens têm alguma doença sexualmente transmissível (DST) prévia ou resultado positivo para HIV ou sífilis. A pesquisa sobre a prevalência do vírus, batizada de POP-Brasil, foi realizada em 119 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e um Centro de Testagem e Aconselhamento nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, com a participação de mais de 250 profissionais de saúde. 

Segundo o ministério, o estudo identificou os fatores demográficos, socioeconômicos, comportamentais e regionais associados à ocorrência do HPV em mulheres e homens entre 16 e 25 anos de idade. O relatório completo da pesquisa será apresentado no ano que vem.

Perguntas e respostas

1. Todos os tipos de HPV causam câncer?

Não, somente aqueles tipos considerados de alto risco são capazes de levar ao aparecimento de tumores. Já os considerados de baixo risco geralmente estão associados à ocorrência de verrugas genitais.

2. Que tipos de câncer são causados pelo HPV?

Além do de colo de útero, o vírus aumenta o risco de tumores de orofaringe, ânus, pênis, entre outros.

3. A vacina é segura?

Segundo sociedades médicas, o imunizante passou por pesquisas e é seguro, tendo sido aprovado e usado em mais de 130 países.

Por AE

Caruaru-PE: CEOC e HSA realizarão a 4ª Caminhada pelo Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama e Próstata

O Centro de Oncologia de Caruaru em parceiria com o Hospital Santa Águeda realizará no dia primeiro de novembro, a 4ª Caminhada pelo Diagnóstico Precoce do Câncer de Mama e de Próstata, com o tema: “Todos Juntos apoiamos esta causa”.

A caminhada sairá do Centro de Oncologia de Caruaru a partir das 7h30, na Av. Marijó Farias, 220, bairro Universitário, com destino ao Hospital Santa Águida, localizado na Av. Portugal, 1.387, também no mesmo bairro.

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Ao chegar ao Hospital será realizada a 1ª Feira de Serviços de Saúde e Cuidados. Este evento é totalmente gratuito para toda a população, oferecendo serviços tais como:

  • Agendamento de Exames Preventivos do Câncer do Colo de Útero;
  • Orientações de saúde, Sociais, Previdenciárias e Jurídicas;
  • Aferição de pressão e glicose, Aplicação de Flúor em crianças;
  • Serviços de beleza (Estéticas, Designer´s, de sobrancelhas, Cabeleireiros, Barbeiros, Manicures e Maquiadoras);
  • Diversão infantil com cama elástica, Pipoca e Algodão doce;
  • Café da manhã e distribuição de brindes;
  • Shows com Alberes e Ana Fernanda, Rosimar Lemos e Totonho;
  • Apresentação dos Poetas Cordelistas Roberto Celestino e Wilson China;
  • Exposição Fotográfica  “Além do Câncer”.

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A caminhada será animada com a participação do Trio Minhoquinha e Bruno Carvalho, e banda Frisson. Vista-se de Rosa ou Azul e venha participar desta importante caminhada que celebra a saúde e a vida!

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Aprovada “droga viva”, que curou mais de 80% dos pacientes com câncer

Medicamento responsável por tratar e restruturar o sistema imunológico de pessoas com câncer está entrando para a história da medicina. O CAR-T, conhecido também como ‘droga viva’, foi aprovado para uso nos EUA e é produzido a partir da extração de leucócitos (glóbulos brancos) do sangue de quem tem leucemia. Ele é feito sob medida para casos e pacientes específicos. O tratamento já foi utilizado em 63 pessoas com algum tipo de câncer sanguíneo, das quais 83% ficaram livres da doença. Segundo a companhia farmacêutica Novartis, responsável pela fabricação do medicamento, a droga custa US$ 475 mil, o equivalente a R$ 1,5 milhão.

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O CAR-T age ativando e reprogramando geneticamente os glóbulos brancos, fazendo com que estes sejam capazes de identificar o tumor e destruí-lo. Logo após a modificação genética, os leucócitos são postos novamente no corpo do paciente e, ao encontrarem as células cancerígenas, eles se multiplicam para exterminá-las. A terapia da “droga viva” vai para o mercado com o nome “Kymriah” e será usada no combate à leucemia linfoblástica aguda. Vale ressaltar que o medicamento é aprovado apenas para pacientes que não reagiram positivamente aos tratamentos convencionais, como cirurgias e quimioterapia, por exemplo.

O médico Stephan Grupp, responsável por acompanhar a primeira criança tratada com o CAR-T, no Hospital das Crianças na Filadélfia, comentou os efeitos do tratamento em entrevista à BBC. “Foi extremamente emocionante. Nunca tínhamos visto algo assim antes”, afirmou. Apesar dos benefícios da terapia, ela não está isenta de riscos, pois pode provocar a síndrome da liberação de citocinas, que consiste na proliferação desmedida das células modificadas pelo corpo.

A descoberta foi um marco para a medicina e, apesar de o medicamento tratar apenas a leucemia, David Maloney, diretor médico de imunoterapia celular do Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson, está otimista para novas invenções. “Acreditamos que este é apenas o primeiro de vários novos tratamentos com base em imunoterapia para uma variedade de tipos de câncer”, disse à BBC. O estímulo do sistema imunológico é uma estratégia comum nos tratamentos modernos contra o câncer e a medicina entende que, em breve, o tecnologia usada no CAR-T será aplicada a outros tipos de câncer.

SEJA UM DOADOR! – As crianças do ICIA precisam de você

Elas têm pouca idade, mas muita sabedoria para lidar com problemas enfrentados ainda no início da vida. Superar desafios faz parte da rotina de algumas crianças que lutam diariamente contra o câncer.

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Na cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, para ajudar no tratamento desses pequenos, o Instituto do Câncer Infantil do Agreste, o  (ICIA), uma entidade sem fins lucrativos, tem como objetivo amenizar o sofrimento de crianças portadoras da doença, oferecendo apoio e atendimento gratuito e multidisciplinar para pacientes e familiares, bem como garantir o direito de inclusão ao atendimento e qualidade social.

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Profissionais experientes nas mais diversas áreas são orientados a realizar o acolhimento do paciente, contribuindo para a construção de uma análise reflexiva sobre sua trajetória, tanto do ponto de vista das dificuldades de acesso aos serviços de saúde, quanto ao caráter estigmatizador da doença.

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O ICIA é considerado um centro de referência no tratamento da doença, atendendo crianças e adolescentes de todo o agreste pernambucano. Com uma infraestrutura da melhor qualidade, todos os setores oferecem as condições necessárias para uma identificação diagnóstica precisa e ágil, bem como, todo um tratamento na busca incessante na recuperação dos pacientes. A entidade vem crescendo, novos setores vem sendo criados e toda uma nova estrutura está sendo construída.

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O instituto conta com um grupo de voluntariado estruturado, que promove diversas atividades e forma um suporte estratégico para solidificar o trabalho da entidade. As primeiras iniciativas para arrecadação de recursos e disseminação de informações sobre o câncer infanto-juvenil surgiram com campanhas como a Caminhada pela Vida, que é realizada desde 2004.

Quando você vê casos assim, acaba deixando de olhar para o próprio umbigo e a se preocupar com coisas tão desprezíveis e se dá conta de como você é uma pessoa de sorte.

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Se você deseja contribuir, entre em contato com a assessoria de comunicação do ICIA pelo número (81) 3727-7137. Caso queria fazer isso de imediato, confira as contas abaixo:

CAIXA ECONÔMICA:

  • Agência: 0051
  • Conta: 18.715-4
  • Operação: 003

BANCO DO BRASIL:

  • Agência: 159-7
  • Conta: 50.000-3

Brasil avança no diagnóstico do câncer de mama

Desde a década 90, o mês de outubro tem sido dedicado ao trabalho de conscientização sobre o câncer de mama, tipo mais letal entre as mulheres e que afeta, por ano, mais de 57 mil brasileiras. Este ano, a campanha do Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”, tem como objetivo desconstruir os mitos associados à doença. Entre os alertas, a importância da detecção precoce, a partir da orientação do médico e da realização da mamografia.

Nos últimos anos, o acesso a exames no Sistema Único de Saúde, assim como tratamento da doença tem sido ampliado gradativamente. De janeiro a junho de 2015 foram realizados 1,8 milhão de mamografias no país, 31% a mais que no mesmo período de 2010 (1,4 milhão de exames). O crescimento é ainda maior, de 51%, quando comparados os exames realizados entre mulheres de 50 a 69 anos (faixa etária prioritária) nos primeiros semestres de 2010 (724.409) com 2015 (1.092.577).

As Regiões Norte e Nordeste foram as que mais registraram crescimento, quando comparado o primeiro semestre deste ano com o mesmo período dos últimos cinco anos. Na Região Norte o aumento foi de mais de 100%, tanto no geral quanto na faixa prioritária, passando de 29.114 para 63.745, no geral, e de 14.376 para 33.963, na faixa prioritária. No Nordeste, o principal aumento foi na faixa prioritária, ampliando em cinco vezes o número de mamografias realizadas, passando de 124 mil para 629.517. No geral, o número de exames saltou de 261.341 para 401.421.

Na comparação com anos fechados, o total de mamografias realizadas na faixa etária prioritária aumentou 61,9% entre 2010 (1.547.411) e 2014 (2.506.339). Já em números totais desses exames, o aumento foi de 41,8% entre 2010 (3.035.421) e 2014 (4.304.619).

O Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias. A faixa dos 50 aos 69 anos é definida como público prioritário para a realização do exame preventivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e seguida pelo Ministério da Saúde baseado em estudos que comprovam maior incidência da doença e maior eficiência do exame.

O rastreamento é uma estratégia de detecção precoce utilizada em políticas públicas para populações-alvo específicas a fim de reduzir a mortalidade por uma determinada doença. Essas diretrizes visam aprimorar a política de atenção ao câncer, garantindo também que todas as mulheres, independente da idade, com pedido médico, façam o exame. Desta forma, o Ministério da Saúde tem garantido investimento crescente na assistência oncológica, com ampliação de 45% dos recursos nos últimos quatro anos, totalizando R$ 3,3 bilhões em 2014.

MOBILIZAÇÃO – Neste Outubro Rosa, a campanha vai enfatizar para as mulheres que buscar informações confiáveis constituem importante estratégia para a detecção precoce e o controle do câncer de mama. Há consenso científico atualmente sobre a influência de fatores comportamentais no desenvolvimento de diversas doenças, inclusive o câncer de mama. Manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente e evitar o consumo de bebidas alcoólicas podem contribuir para a redução do risco de desenvolver câncer de mama.

O movimento popular Outubro Rosa é internacional. Em qualquer lugar do mundo, a iluminação rosa é compreendida como a união dos povos pela saúde feminina. Em Brasília, o prédio Central do Ministério da Saúde, o Congresso Nacional e outros monumentos públicos estão iluminados com luzes cor-de-rosa. O movimento também está presente em várias partes do país.

INCA - Para estabelecer e fomentar a comunicação com as mulheres e a população sobre o câncer de mama, a campanha do INCA deste ano vai contar com cartaz, filipeta, e hotsite (www.inca.gov.br/outubro-rosa), além de inserções nas mídias sociais do Ministério da Saúde (facebook, twitter e Blog da Saúde).

Outra ação de comunicação promovida pelo Instituto é a exposição “A Mulher e o Câncer de Mama no Brasil”, que aborda aspectos históricos, médicos e culturais das mamas, com atenção especial ao câncer e à evolução das ações para o seu controle no Brasil. Iniciativa do INCA e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a mostra é composta por 22 painéis que serão dispostos no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro em parceria com o Consórcio BRT.

A exposição também conta com uma versão digital que pode ser exibida em eventos e iniciativas de mobilização. Os interessados devem entrar em contato com o INCA pelo e-mail atencao_oncologica@inca.gov.br e fazer a solicitação do material.

Do Portal da Saúde

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Brasil deve ter mais de 576 mil novos casos de câncer em 2014

Em 2014, o Brasil deve registrar 576.580 mil novos casos de câncer, conforme estimativa divulgada pelo Ministério da Saúde hoje (27), quando é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Do total, a previsão é que 52% dos casos sejam registrados entre homens.

“A incidência em homens deve ser maior por eles estarem mais expostos a fatores de risco como tabagismo, má alimentação e consumo de bebidas alcoólicas”, aponta Cláudio Noronha, coordenador de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O câncer de pele não melanoma será o de maior incidência em ambos os sexos, devendo afetar 182 mil pessoas.

Desconsiderando o câncer de pele não melanoma, estima-se que o maior número de casos de câncer nas mulheres será de mama, com 57.120 notificações. Já entre os homens, 68.800 serão relacionados à próstata.

Conforme o levantamento, os casos no cólon e reto devem acometer 15.070 homens e 17.530 mulheres, ficando em terceiro lugar entre eles e segundo entre elas. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, existe a possibilidade da criação de uma política específica para esse tipo de câncer.“Com essa estimativa, decidimos criar um comitê de especialistas para discutir se não está na hora de adotar medidas de rastreamento mais precoce de intestino baixo”, explicou o ministro.

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Já as estimativas para os cânceres de pulmão e estômago são 27 mil e 20 mil novos casos, respectivamente. De acordo com a pesquisa, há tendência de queda dos casos de pulmão nos homens e de colo de útero, nas mulheres. Em 2010, os cálculos apontavam 17.800 novos casos de câncer de pulmão em homens, enquanto a nova previsão é 16.400, para 2014. A previsão para colo de útero era 18.430 novos casos em 2010, sendo a atual é 15.590.

“Em relação ao câncer de pulmão que tivemos uma tendência de queda está diretamente ligada às campanhas contra o tabaco, o que mostra a importância da prevenção. Em relação ao colo de útero, tem a ver diretamente com a expansão do exame de papanicolau, e do tratamento depois do exame que evita o desenvolvimento do câncer”, avaliou Padilha.

A maioria dos casos deve ser registrada no Sudeste (299.730 mil), seguida pelo Sul (116.330 mil). No Nordeste, a estimativa é 99.060 novos casos; no Centro-Oeste, 41.440 casos; e no Norte, pouco mais de 20 mil.

O surgimento do câncer, segundo o Ministério da Saúde, está diretamente relacionado ao envelhecimento da população, às mudanças na alimentação, à pouca prática de exercícios físicos e ao hábito de fumar. O câncer é a segunda causa de morte no país e no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. “O câncer hoje já mata no Brasil três vezes mais que as doenças parasitárias, e quatro vezes mais que acidentes de trânsito. Tem que passar a ser uma grande prioridade do conjunto dos serviços públicos e privados de saúde”, frisou o ministro.

A publicação lista os 19 tipos de cânceres mais comuns no Brasil. O estudo é feito pelo Inca com base nos registros de casos e mortes por câncer entre 2002 e 2011. A estimativa é divulgada a cada dois anos, com o objetivo de ajustar as políticas públicas na área de oncologia. No último estudo, divulgado em 2010, a estimativa era 520 mil novos casos, mas os dados do período ainda não foram consolidados.

Em 2012, o Ministério da Saúde aplicou mais de R$ 2 bilhões na assistência aos pacientes com câncer, crescimento de 26% em relação à 2010.

Fonte: Agência Brasil

Morre o sucessor do Rei do Baião, O Sanfoneiro Dominguinhos

Dominguinhos morre aos 72 anos em hospital de São Paulo

Músico lutava havia seis anos contra um câncer de pulmão.
Ele havia sido transferido para a capital paulista em 13 de janeiro.

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O músico Dominguinhos morreu nesta terça-feira (23), aos 72 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele lutava havia seis anos contra um câncer de pulmão. De acordo com o hospital, ele morreu às 18h, em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas.

Ao longo do tratamento, desenvolveu insuficiência ventricular, arritmia cardíaca e diabetes. Dominguinhos foi transferido para a capital paulista em 13 de janeiro. Antes, esteve internado por um mês num hospital no Recife.

Considerado o sanfoneiro mais importante do país e herdeiro artístico de Luiz Gonzaga (1912-1989), José Domingos de Morais nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco. Conheceu Luiz Gonzaga com oito anos de idade. Aos 13 anos, morando no Rio, ganhou a primeira sanfona do Rei do Baião, que três anos mais tarde o consagrou como herdeiro artístico.

Instrumentista, cantor e compositor, Dominguinhos ganhou em 2002 o Grammy Latino com o “CD Chegando de Mansinho”. Ao longo da carreira, fez parcerias de sucesso com músicos como Gilberto Gil, Chico Buarque, Anastácia e Djavan, entre outros.

Ainda criança, Dominguinhos tocava triângulo com seus irmãos no trio “Os três pinguins”. Quando ele tinha oito anos de idade, foi “descoberto” por Gonzagão ao participar de um show em Garanhuns. A “benção” lhe foi dada pelo rei do baião quanto tinha 16.

“Gonzaga estava divulgando para a imprensa o disco ‘Forró no Escuro’ quando ele me apresentou como seu herdeiro artístico aos repórteres”, lembrou-se Dominguinhos em entrevista ao G1 no final de 2012. “Foi uma surpresa muito grande, não esperava mesmo.”

De acordo com ele, o episódio aconteceu somente três anos depois de sua chegada ao Rio, acompanhado do pai, o também sanfoneiro Chicão. Mudaram-se para a cidade justamente para encontrar Luiz Gonzaga. “Em cinco minutos, ele me deu uma sanfona novinha, sem eu pedir nada”, prosseguiu. Naquele período, Dominguinhos saiu em turnê com o mestre para cumprir a função de segundo sanfoneiro e, eventualmente, de motorista.

Centenário de Gonzagão
No fim de 2012, Dominguinhos se dedicou ativamente às celebrações dos cem anos do nascimento de Luiz Gonzaga. Durante um show no dia centenário, 13 de dezembro, realizado na terra natal do músico, Exu (PE), Gilberto Gil comentou: “Dominguinhos teve a herança do Gonzaga, que ele incorporou, através das canções, dos estilos, o gosto pelo xote, xaxado”. 

Para Gil, no entanto, Dominguinhos soube trilhar um caminho próprio. “Dominguinhos foi além, em uma direção que Gonzaga não pôde, não teve tempo. Ele foi na direção do início de Gonzaga, o instrumentista, da época das boates do Mangue, no Rio de Janeiro, quando ele tocava tango, choro, polca, foxtrot, tocava tudo, repertório internacional, tudo na sanfona. ”

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/musica/noticia/2013/07/dominguinhos-morre-em-hospital-de-sp.html

 

Caruaru-PE: Vamos ajudar o ICIA que participará mais uma vez da campanha Mc Lanche Feliz

Reportagem de Edvaldo Magalhães.

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Britânica organiza casamento dos sonhos 10 dias após namorado ser diagnosticado com câncer incurável

Chris descobriu que tem câncer no pâncreas em fase terminal. A namorada, Charlotte, organizou às pressas o casamento dos seus sonhos, com ajuda de familiares e amigos. Oito meses depois, o britânico mostrou que é um desafio para as previsões médicas e sente-se muito bem.

UM DOS CLIQUES DO CASAL EM SEU CASAMENTO (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

UM DOS CLIQUES DO CASAL EM SEU CASAMENTO (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Muitas vezes histórias de amor são interrompidas devido a fatalidades, mas a forma como os casais conduzem faz tudo parecer mais bonito. É o caso de um homem que registrou os anos de batalha de sua mulher com o câncer, que Marie Claire noticiou anteriormente. Outra história de destaque é de Chris Clarke, de 41 anos.

O britânico descobriu, em outubro de 2012, que tem câncer no pâncreas em estado terminal – e incurável, já que o tumor raro estava se espalhando também para o estômago. Minutos após ser diagnosticado e saber que provavelmente teria apenas meses de vida, Chris pediu sua namorada,Charlotte, de 30 anos, em casamento. Ela, que já tinha montado um álbum de referências para seu casamento dos sonhos no campo, contou com a ajuda de amigos e familiares para organizar a cerimônia à altura do planejado.

O CASAMENTO FOI REALIZADO NA IGREJA DE SÃO GREGÓRIO, EM UM CONDADO NA INGLATERRA (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

O CASAMENTO FOI REALIZADO NA IGREJA DE SÃO GREGÓRIO, EM UM CONDADO NA INGLATERRA (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Dez dias depois, o casal subiu ao altar na Igreja de São Gregório, em Warwickshire, condado no centro da Inglaterra, em uma festa para mais de 300 convidados. “Organizar tudo em 10 dias foi uma dádiva de Deus. Cinco minutos após o Chris pedir minha mão, ele já estava em uma outra sala fazendo exames exaustivos. Mais de 100 amigos e familiares se juntaram a mim para colocar a festa em prática do jeito que sempre sonhamos”, disse Charlotte em entrevista ao jornal “Daily Mail”.

CHARLOTTE E MAIS 100 PESSOAS CUIDARAM PARA REALIZAR O CASAMENTO DOS SONHOS (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

CHARLOTTE E MAIS 100 PESSOAS CUIDARAM PARA REALIZAR O CASAMENTO DOS SONHOS (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Após seu casamento, o fotógrafo freelancer – que já serviu na Marinha – começou sete sessões de quimioterapia. Antes sentia dores ao dormir e muitos enjôos, mas hoje sente-se bem e saudável, o que é um desafio para os médicos que lhe deram apenas alguns meses de vida. “Estamos esperando que pelo menos o tumor não cresça, já que não tem cura. Minha mulher e eu tentamos levar uma vida normal e somos pragmáticos e esperançosos quanto ao futuro”, falou Chris na entrevista para o jornal britânico. O próximo passo? Juntar-se à Charlotte e a outras 4 mil mulheres na Corrida pela Vida no Reino Unido, evento que visa arrecadar mais de 400 mil libras (mais de R$ 1,3 milhão) para o combate ao câncer.

Fonte: http://revistamarieclaire.globo.com/Comportamento/noticia/2013/06/noiva-organiza-casamento-dos-sonhos-10-dias-apos-namorado-ser-diagnosticado-com-cancer-incuravel.html

Sintomas de câncer e infarto são diferentes em homens e mulheres

Enquanto homens apresentam dores no peito como sintoma de infarto, mulheres costumam ter náuseas e dores abdominais, segundo estudo Foto: Getty Images

Enquanto homens apresentam dores no peito como sintoma de infarto, mulheres costumam ter náuseas e dores abdominais, segundo estudo
Foto: Getty Images

Quando se trata de doença, homens e mulheres realmente reagem de forma diferente, segundo pesquisadores italianos. Segundo eles, existem cinco áreas com diferenças significativas de sintomas entre os sexos. Quando homens têm ataque cardíaco, dor no peito que irradia para o braço esquerdo é o sintoma mais normal, já as mulheres apresentam náuseas e dores abdominais. As informações são do Daily Mail. 

O líder do estudo, o professor Giovannella Baggio, do Hospital Universitário Pádua, disse que as mulheres muitas vezes não recebem o tratamento adequado ao exibir estes sintomas.”Nossa pesquisa destaca evidências de consideráveis ​​diferenças entre os sexos em doenças cardiovasculares, câncer, doenças do fígado e osteoporose”, disse ele. O estudo foi realizado nos últimos 40 anos com pacientes masculinos. 

“Embora os ataques cardíacos nas mulheres sejam mais graves e complicados, elas muitas vezes não recebem os procedimentos de análise necessários, como um eletrocardiograma, testes de diagnóstico de enzimas ou angiografia coronária”, criticou o médico. 

O estudo, publicado na revista Química Clínica e Medicina Laboratorial, destacou também como o câncer de colo atinge as mulheres muito mais tarde na vida do que os homens e os tumores aparecem em diferentes áreas. Também há respostas diferentes entre os sexos à quimioterapia. 

Quando se trata do fígado, as mulheres são muito mais propensas do que os homens a chegar à cirrose biliar primária e hepatite crônica C, por causa de hormônios femininos. Já a osteoporose, como ocorre principalmente em mulheres, é muitas vezes esquecida nos homens, levando a um maior número de fraturas ósseas.

Fonte: http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/sintomas-de-cancer-e-infarto-sao-diferentes-em-homens-e-mulheres,085ece753344f310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

 

Lei que prevê tratamento de câncer em 60 dias vale a partir desta quinta

Prazo conta após diagnóstico e inclusão de dados no prontuário médico.
Quase 280 unidades do país farão cirurgia, químio e radioterapia pelo SUS.

Entra em vigor nesta quinta-feira (23) a lei federal que estabelece um prazo máximo de 60 dias para que pessoas com câncer iniciem o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesse período, que conta a partir da confirmação do diagnóstico e da inclusão dessas informações no prontuário médico, os pacientes devem passar por cirurgia ou iniciar as sessões de químio ou radioterapia, conforme a indicação de cada caso.

A lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro do ano passado e tinha 180 dias para começar a valer.

O paciente que não conseguir iniciar seu tratamento dentro do prazo que prevê a lei pode fazer uma denúncia junto à ouvidoria do SUS pelo telefone 136. Essas denúncias serão fiscalizadas pelo Ministério da Saúde. Em último caso, o paciente pode ainda acionar a Justiça contra o estado ou o município em que o problema tiver ocorrido.

A nova regra, porém, não vale para três casos: câncer de pele não melanoma (a biópsia às vezes já é o tratamento), tumor de tireoide com menor risco e pacientes sem indicação de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em algumas dessas situações, porém, o uso de remédios deve começar logo após a detecção da doença.

A previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que 518 mil casos de câncer sejam diagnosticados em 2013, número que deve aumentar com o envelhecimento da população e o aumento do tabagismo no sexo feminino.

Em todo o país, 277 hospitais, centros e institutos estão habilitados a realizar procedimentos oncológicos pela rede pública. Há unidades em todos os estados, mas cinco deles – quatro no Norte e um no Nordeste – têm apenas um local de tratamento. É o caso do Acre, Amapá, Amazonas, Roraima e Piauí.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, será preciso ampliar os serviços principalmente nessas duas regiões e no interior do país. Os investimentos para isso têm sido feitos desde 2011, com a implantação de 80 novos centros de radioterapia, aquisição de equipamentos e parcerias junto ao Ministério da Educação (MEC) para formar profissionais na área de oncologia, o que leva de dois a três anos.

“[Isso] Vai exigir uma reorganização dos estados e municípios, dos hospitais. (…) Outro grande desafio é termos mais médicos especialistas em câncer”, disse Padilha, em entrevista à Globo News.

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, os cinco estados com apenas uma unidade de atendimento ao câncer pelo SUS apresentam um perfil populacional baixo, e o cálculo do número de locais necessários é feito com base no total de habitantes. Apesar disso, segundo Magalhães, esses “vazios assistenciais” serão identificados e corrigidos

Rosemar e Jaciara em tratamento contra o câncer em Ribeirão (Foto: Fernanda Testa/G1)                              Rosemar e Jaciara fazem tratamento de câncer
em Ribeirão Preto (SP) (Foto: Fernanda Testa/G1)

Para quem mora no Norte e no Nordeste, muitas vezes a saída é viajar milhares de quilômetros em busca de atendimento especializado. Foi o caso de duas mulheres, uma de Rondônia e outra da Paraíba, que foram diagnosticadas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Rosemar Rodrigues Barbosa, de 25 anos, e Jaciara de Lima Cosmo, de 18, fazem parte dos 6% dos atendimentos do hospital que incluem pessoas de fora da região. As duas começaram o tratamento menos de 20 dias após o diagnóstico da doença: uma tem um tumor na língua e a outra, um linfoma (câncer no sistema linfático).

Na tentativa de ajudar no tratamento de pacientes com câncer, clínicas privadas também poderão se credenciar ao SUS. O objetivo do Ministério da Saúde é aproveitar a estrutura que já existe e expandi-la em novos turnos. Magalhães conta que 20 serviços privados de radioterapia estão se credenciando à rede pública, e outros já 50 foram consultados pelo governo.

“A data de hoje é um marco na disposição legal, mas nada acontece de um dia para o outro. Apoiamos a iniciativa da lei porque vira uma força a mais para o que já estávamos tratando de forma especial, que são as doenças crônicas. Cada vez mais, conseguimos colocar o câncer no centro da Política Nacional de Saúde”, avalia.

Novo sistema
Desde o dia 16, municípios e estados brasileiros têm acesso ao Sistema de Informação do Câncer (Siscan), um programa de computador que reunirá o histórico de todos os pacientes oncológicos e do tratamento de cada um.

Reginaldo Filho e sua esposa, no Recife (Foto: Katherine Coutinho / G1)                            Desenhista Reginaldo da Silva Filho e a mulher,
Laudiceia, no Recife (Foto: Katherine Coutinho/G1)

A partir de agosto, as prefeituras e os governos estaduais serão obrigados a cadastrar as informações nesse sistema – que estará disponível ao público, via internet. Quem não cumprir o acordo terá repasses suspensos por parte do governo federal.

“O Siscan vai permitir um monitoramento online em tempo real, mostrar onde há mais dificuldades, a concentração dos tipos de câncer, para elaborar forças-tarefa e agilizar procedimentos. Onde houver indícios de descaso por parte de um gestor ou prestador, haverá punição administrativa”, explica o secretário.

Mais de mil pessoas foram treinadas a usar o novo sistema, com cursos a distância e manuais, segundo Magalhães. Depois de agosto, será feito o primeiro balanço, que após esse período deve ser mensal.

O Siscan ainda não chegou, porém, a instituições como o Hospital do Câncer de Pernambuco, onde o desenhista Reginaldo Carlos da Silva Filho, de 23 anos, luta contra um câncer nos ossos e nos pulmões. Após os primeiros sintomas, há cinco anos, ele levou oito meses para receber atendimento e mais de cinco meses para iniciar o tratamento.

Toda semana, Reginaldo viaja quase 70 km da cidade onde mora, Lagoa de Itaenga, até o hospital em Recife. Ele tem recebido o apoio da mulher, que conheceu em São Paulo, depois de nove meses de conversas a distância, e com quem se casou em fevereiro.

Apoio familiar incentiva irmãs na busca pela cura do câncer em unidades de saúde de Campinas (Foto: Anaísa Catucci/ G1 Campinas)                              Irmãs Clediléia e Clereni se apoiam uma na outra
para vencer o câncer (Foto: Anaísa Catucci/G1)

Demora no diagnóstico
Um dos problemas que a nova lei não contempla é a demora que o paciente enfrenta para obter o diagnóstico correto da doença. Esse foi o caso da vendedora Clediléia Maria Magalhães, de 35 anos, que vive em de Campinas (SP) e levou oito meses para receber o resultado de uma mamografia, que acabou identificando um nódulo. Agora, ela vive uma fase de “angústia, com um peso nas costas”, à espera de novos exames para saber se se trata de um tumor maligno.

“O médico do posto disse que tem possibilidade de não ser câncer e que há casos mais graves na minha frente. Mesmo com a orientação de um oncologista, que me examinou e pediu exames pré-operatórios, ele resolveu cancelar tudo, depois solicitou uma ultrassonografia e, se for possível, irá encaminhar para um mastologista”, disse.

Já a irmã mais velha de Clediléia, Clereni Maria Cândido, de 47 anos, foi diagnosticada em 2007 com um tumor no ovário que se espalhou para outros órgãos. Para detectar a doença, ela resolveu pagar as próprias despesas – pelo menos, R$ 2,5 mil. Acabou passando por três hospitais, quatro cirurgias e se aposentou por invalidez.

Para o oncologista Pedro Ricardo de Oliveira Fernandes, do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, a nova regra não melhora os problemas da rede pública.

“Diante da situação que enfrentamos hoje, é uma utopia acreditar que vai ocorrer com tanta agilidade a mudança do cenário que temos nos hospitais da cidade. Os exames ambulatoriais pelo SUS demoram muito e, quando precisamos de exames sofisticados, existem pacientes que morrem na fila por conta da precariedade”, diz.

Francisca Camurça Rondônia (Foto: Ivanete Damasceno/G1)                               Dona de casa de Rondônia se queixa da demora
para ter diagnóstico (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Na opinião do secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, os serviços do SUS devem facilitar o diagnóstico por meio de exames como ultrassom, endoscopia e colonoscopia.

“Outro ponto é apostar na detecção precoce. Quanto mais cedo o médico, na atenção básica, suspeitar de algo, maior pressão haverá para o paciente fazer os exames e iniciar o tratamento”, diz.

Esse é o ponto fraco da maioria dos casos. Segundo Rodrigo Almeida de Souza, diretor do Hospital de Base Ary Pinheiro, em Rondônia, o diagnóstico precoce depende do tempo que o paciente leva para procurar o posto de saúde e ser encaminhado a um especialista.

Esse tempo prolongado pode ser determinantecomo vive na pele a dona de casa Francisca Camurça, de 53 anos, que faz tratamento contra um câncer de mama em Porto Velho, após quase sete meses de espera pelo resultado.

Sobre o tratamento, Francisca não tem queixas. “Começou rápido, o que demorou foi detectar a doença”, lamenta.

Conceição faz acompanhamento médico (Foto: Alan Schneider / G1)                        Costureira Conceição faz acompanhamento médico
em Jaú, no interior de SP (Foto: Alan Schneider/G1)

Apesar de essas situações de longa espera não parecerem exceção, há casos exemplares de atendimento de câncer no país. Os moradores do interior paulista Conceição Aparecida de Matos e José Gomes Ferreira, de 71 anos, se beneficiaram da rapidez dos serviços oferecidos em Jaú.

Ela, que trabalha como costureira, foi diagnosticada com câncer de intestino e ele, de próstata. Em um mês, Conceição passou por cirurgia e agora faz acompanhamento. José segue o mesmo caminho, e admite que a falta de informação e o preconceito para fazer exames preventivos fizeram com que ele só procurasse um médico aos 60 anos de idade.

No entanto, o atendimento não deve apenas ser rápido, mas também preciso. No caso da professora de Sobradinho (DF) Maria Aparecida Nere, de 53 anos, uma avaliação equivocada poderia ter lhe custado a vida.

Paciente Maria Nere mostra uma chapa de raio X que detectou a presença de um tumor na mama esquerda (Foto: Lucas Nanini/G1)                        Antes de detectar tumor de mama, professora do DF
ouviu que ‘câncer não dói’ (Foto: Lucas Nanini/G1)

Após fazer um autoexame das mamas em 2011, ela suspeitou que estava com câncer no seio esquerdo. Consultou-se com dois ginecologistas do SUS, e eles disseram que era apenas gordura e que não deveria se preocupar, pois “câncer não dói”. Mas dois exames feitos no mesmo ano mostraram que os especialistas estavam errados.

Hoje, após fazer cirurgia e sessões de químio e radioterapia, Maria Aparecida espera pelo resultado de uma ressonância magnética – feita em clínica particular – para saber se um caroço identificado no tórax e outro na mama esquerda são novos tumores.

Ajuda influente
O aposentado gaúcho Adão Monteiro, de 66 anos, acredita que só conseguiu o tratamento contra um câncer de próstata porque teve ajuda de um vereador.

Ele esperou 11 meses para tratar a doença, diagnosticada em 2011, e precisou passar por 37 sessões de radioterapia no Complexo Hospitalar da Santa Casa, em Porto Alegre.

Adão Monteiro esperou 11 meses por tratamento de um câncer (Foto: Tanise Scherer/G1)                           Aposentado teve ajuda de vereador para iniciar
sessões de radioterapia (Foto: Tanise Scherer/G1)

“Foi demorado. Se não conhecer ninguém influente, a pessoa morre. Eles não dão bola. (…) É um descaso com o ser humano. Quando a pessoa estiver morrendo, daí eles atendem”, desabafa a mulher de Adão, Regiane Alves Monteiro.

Outro entrave vivido por pacientes com câncer é a falta de acesso aos medicamentos necessários ao tratamento, que às vezes não são encontrados no SUS e precisam ser comprados. Adão também passou por isso, e decidiu entrar na Justiça contra a Prefeitura de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde mora, para receber o remédio de que precisava.

Atendimento
Dados do ministério mostram que, antes mesmo da nova lei, 78% dos casos de câncer em estágio inicial já têm sido tratados em até 60 dias. Nos casos de câncer em estágio avançado, esse índice sobe para 79%. As informações mostram ainda que 95% das crianças e dos adolescentes começam a ser tratados dentro desse prazo.

Apesar disso, ainda há uma grande desigualdade de tratamento em cidades mais distantes dos grandes centros urbanos, disse Padilha.

Queremos reduzir as desigualdades em relação ao tratamento de câncer no país. Queremos que todos sejam tratados em 60 dias”
Alexandre Padilha,
ministro da Saúde

“Queremos reduzir as desigualdades em relação ao tratamento de câncer no país. Queremos que todos sejam tratados em 60 dias”, afirmou.

Se o prazo máximo estiver próximo do fim e o tratamento ainda não tiver começado, os pacientes poderão procurar e cobrar a Secretaria Municipal de Saúde, segundo Padilha.

“Sabemos que será um grande desafio para os municípios cumprirem o prazo, mas é preciso que o cidadão busque informações nos equipamentos de saúde. [...] O ministério também terá uma comissão de acompanhamento de cumprimento dos prazos em todo o país”, disse.

Segundo o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, o paciente ou os familiares também podem ligar para o Disque Saúde (Ouvidoria Geral do SUS), no telefone 136.

Câncer no Brasil

O Inca prevê 518 mil novos casos de câncer em 2013. No ano passado, foram mais de 500 mil diagnósticos de tumores, e o gasto público com internações foi de R$ 806 milhões. Esse é o segundo problema de saúde que mais mata no Brasil, atrás apenas de doenças cardiovasculares.

Entre as mulheres, o câncer que mais mata é o de mama – foram 12.705 casos entre 2010 e 2011, o que representa 15,3% das mortes femininas no país. Já entre os homens, o câncer de traqueia, brônquios e pulmões somou 13.677 casos no mesmo período, alcançando 14,2% dos óbitos.

O câncer não pode esperar, mas o tempo não é o principal fator determinante, e sim a qualidade do tratamento, se ele é correto, coerente”
Nise Yamaguchi,
oncologista

Para Padilha, a população brasileira também precisa melhorar os hábitos como forma de prevenção.

“É um problema de saúde pública que será cada vez mais presente por conta do modelo de vida, da urbanização e do envelhecimento. [...] A prevenção do câncer, antes de mais nada, é não fumar, ter hábitos saudáveis, fazer exercícios”, destacou.

‘Decisão cautelosa e útil’
Na opinião da oncologista Nise Yamaguchi, diretora do Instituto Avanços em Medicina e médica dos hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo, a decisão do governo é extremamente cautelosa, útil, e vem da necessidade de agilizar o sistema.

“O câncer não pode esperar, mas o tempo não é o principal fator determinante, e sim a qualidade do tratamento, se ele é correto, coerente. É preciso saber o que se está fazendo, e isso não é imediato, depende da resposta do patologista, de uma biópsia”, explica.

Nise diz que, na maioria das situações, dois meses são um prazo razoável. A exceção fica por conta de alguns tipos de leucemia, que avançam mais rápido. Em relação às metástases – quando um tumor se espalha para outros órgãos ou tecidos –, não é possível saber quando elas vão ocorrer, razão pela qual não dá para afirmar se 60 dias são um período seguro ou não.

De acordo com a especialista, na maioria dos países não existe esse tipo de lei.

“Neste Brasil continental, seria impossível dar conta de um prazo menor, pois não adianta uma lei para não ser cumprida. Dentro de um ano é que poderemos avaliar essa medida”, diz a médica.

*Colaboraram G1 PE, DF, RO, RS,  Ribeirão Preto e Franca, Bauru e Marília, e Campinas e Região.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/05/lei-que-preve-tratamento-de-cancer-em-60-dias-vale-partir-desta-quinta.html

Angelina Jolie anuncia ter retirado seios para evitar câncer

A atriz Angelina Jolie anunciou ter se submetido a uma mastectomia dupla (retirada dos seios) para reduzir suas chances de desenvolver câncer de mama.

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Jolie, de 37 anos, explicou suas razões para a cirurgia em um artigo publicado na edição desta terça-feira (14) do jornal americano The New York Times.

Ela disse que os médicos estimaram que ela tinha um risco de 87% de desenvolver câncer de mama e de 50% de ter câncer de ovário.

“Decidi ser proativa e reduzir o risco o máximo que eu podia”, afirmou a atriz, mãe de seis filhos.

Ela afirmou que o processo de retirada dos seios começou em fevereiro e foi completado em abril.

No artigo intitulado My Medical Choice (minha escolha médica), Jolie explicou que sua mãe lutou contra o câncer por quase uma década e morreu aos 56 anos.

Ela disse que procurou garantir aos seus filhos que a mesma doença não a tiraria deles. “Mas a verdade é que eu tenho um gene falho, o BRCA1, que aumenta consideravelmente minhas chances de desenvolver câncer de mama e câncer de ovário”, disse.

Feminilidade intacta
Segundo a atriz, uma vez que ela “soube que essa era a realidade”, tomou a decisão de passar pelo processo cirúrgico de nove semanas para a mastectomia dupla.

De acordo com ela, suas chances de desenvolver câncer de mama agora caíram de 87% para menos de 5%.

Ela elogiou seu companheiro, o também ator Brad Pitt, por seu amor e apoio durante o procedimento, e disse que seus filhos não encontraram nada nos resultados “que os deixem desconfortáveis”.

“Eu me sinto segura de que fiz uma escolha dura e que de maneira nenhuma diminui minha feminilidade”, disse ela. “Para qualquer mulher que esteja lendo isso, espero que isso ajude você a saber que tem opções”, afirmou.

“Quero estimular cada mulher, especialmente se você tem um histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, a procurar informações e especialistas médicos que podem lhe ajudar nesse aspecto de sua vida e a fazer sua própria escolha informada”, comentou.

Agenda lotada
Durante o período em que se submetia ao procedimento cirúrgico para a retirada dos seios, Jolie visitou a República Democrática do Congo como enviada especial da ONU para causas humanitárias.

Em seguida, ela participou da reunião do G8 em Londres e incentivou a criação de uma ONG fundada pela jovem estudante e blogueira paquistanesa Malala Yousafzai, para financiar a educação de meninas no Paquistão.

Malala foi ferida em outubro do ano passado por um tiro dado à queima roupa dado por um integrante do Talebã.

A mastectomia dupla tem se tornado mais frequente entre mulheres consideradas no grupo de alto risco para o desenvolvimento de câncer de mama, por conta da evolução na compreensão do papel genético no aparecimento da doença.

No final do ano passado, a mulher do cantor Ozzy Osbourne, Sharon Osbourne, também revelou a uma revista que havia passado por uma mastectomia dupla após descobrir ter o gene BRCA1.

Biografia
Nascida em 1975, filha dos atores Jon Voight e Marcheline Bertrand, Jolie teve uma infância e uma adolescência conturbadas, em que ela teria usado drogas e se automutilado.

Em 2000, ela ganhou um Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo seu papel em “Garota, Interrompida” e no ano seguinte, ao filmar “Lara Croft” no Camboja, começou a se interessar por causas humanitárias.

Jolie foi por 10 anos embaixadora da ACNUR, a agência de refugiados da ONU, e agora é enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Entre outras campanhas, ela se engajou na conscientização sobre o problema da violência sexual em zonas de conflito, visitando Darfur, Iraque, Afeganistão e Líbia.

Jolie recebeu a cidadania honorária de Sarajevo por seu filme “Na Terra de Amor e Ódio”, sobre a Guerra da Bósnia, lançado em 2011.

Casada com o ator Brad Pitt, ela tem seis filhos: três biológicos (Shiloh, Knox e Vivienne) e três adotados (Maddox, do Camboja, Zahara, da Etiópia e Pax do Vietnã).

Fonte: http://celebridades.uol.com.br/noticias/bbc/2013/05/14/angelina-jolie-anuncia-ter-retirado-seios-para-evitar-cancer.htm