Blog de Airton Sousa: Futebol de Pernambuco em 2016

Está na hora de avaliarmos o que foi o futebol Pernambuco em 2016. Faremos um retrospecto da participação do Sport, Santa Cruz, Náutico e Central nessa temporada esportiva, onde aconteceram muito mais erros do que acertos, nas mais diversas participações que tivemos durante o ano. Entendemos que alguns dos principais erros cometidos pelos Dirigentes dos três clubes da capital, foi a mudança frequente dos treinadores e a contratação de muitos jogadores, a maioria sem qualidade, tornando assim o time impraticável de formação.

Começando pelo Santa Cruz, que vinha de acesso para a primeira divisão, aproveitando a estrutura anterior e começando o ano. Coincidência ou não, em razão do desmonte dos concorrentes, consegue ser Campeão Pernambucano, e avançando na Copa do Nordeste, até chegar a conquista da competição. Além do mais, na própria Sul-Americana, podemos dizer que foi boa a participação. Também na Copa do Brasil, o tricolor foi convincente, deixando o seu torcedor satisfeito. Ou seja, além das duas conquistas, o Santa Cruz também não decepcionou nas demais competições aqui evidenciadas.

Agora, tratando-se de Campeonato Brasileiro, foi um desastre, chegando ao rebaixamento, por razões diversas: troca de técnicos, contratações de baixa qualidade, um elenco inchado e a desorganização financeira. Porém, de todas as competições que participou,  exceção o rebaixamento 2016,  foi um ano positivo para o Santa Cruz. Como nota para o tricolor, seria 7, sobretudo porque, apesar do rebaixamento, foi o único clube que conquistou duas competições.

Com relação ao Náutico, mais uma vez nada de conquista, nada de acesso. Um ano em que o timbu passou pelos Campeonatos Pernambucano e Brasileiro, sem nada crescer, e na Copa do Brasil, uma participação extremamente discreta. Ressaltando-se também, que a mudança de treinador, as contratações em grande quantidade e sem tanta qualidade, foram os principais erros.  O lado mais positivo, foi a contratação do técnico Givanildo Oliveira e o trabalho da Diretoria no campo financeiro, ao contrário de anos anteriores. Se fosse para dar uma nota ao Náutico em 2016, essa nota seria 6.

O Sport, em contra partida, foi outro clube Pernambuco que apenas gastou, e gastou muito, sem os resultados devidos. Uma folha de pagamento em torno de quatro milhões, jogadores que chegaram a ganhar até 350 mil reais por mês. E nada veio em retorno, pelo contrário, uma participação pífia nos Campeonatos Pernambucano e Brasileiro, nas Copas do Nordeste, do Brasil e Sul-Americana, sendo também uma vergonha, sem dar um bom resultado à sua torcida.

A exemplo do Náutico e Santa Cruz, o Sport pisou na bola, com a contratação de treinadores. Esperar que a nova Diretoria rubro negra, possa errar menos que a atual e traga conquistas para o clube, o que não aconteceu este ano. Quer saber a nota que o Sport merece, para a sua temporada em 2016? Apenas uma nota 5.

Para  falar de um clube do interior, escolhemos o Central, que a exemplo dos três grandes, teve uma participação extremamente negativa na fase importante do Campeonato Pernambucano, e ao chegar no Campeonato Brasileiro da série D, não foi diferente, ficando apenas na primeira fase, ao contrário dos anos anteriores, onde conseguia avançar no Brasileiro. O que justificar dessa participação negativa? Uma parceria que não deu certo em nada, a desorganização financeira, a falta de senso administrativo  dos Dirigentes, o descrédito junto ao empresariado e a torcida, além da maneira amadora de administrar.

Como será 2017 para o Central, é uma pergunta de difícil resposta, porque não se vê muita perspectiva, há não ser acreditar que o técnico Laelcio Lima, possa aproveitar alguns jogadores da base, juntando-se aos poucos contratados e fazer o milagre da reprodução técnica. Para não falar apenas de coisas negativas, temos um fato positivo do alvi-negro, que foi a participação pela primeira vez, na Taça São Paulo de Futebol Júnior, fato aliás que tem como mérito principal, o esforço e qualidade dos técnicos Laelcio e Elivelton.

Agora, é esperar que o complemento de mandato da atual Diretoria, possa trazer algo de positivo para o clube, porque até agora, poucos ou quase nenhum fato positivo podemos veicular do presidente Licius Cavalcanti. Sim, devemos registrar, em torno de 7 a 8 meses de atraso de salário, com os funcionários do clube, e esse é também um fato extremamente lamentável. A nota para a Diretoria, é nota 4; se melhorar a gestão do clube no próximo ano, talvez essa nota possa subir um pouco.

Que venha 2017 com melhores resultados para o futebol pernambucano!