Blog de Airton Sousa: Nem Givanildo fez o Náutico vencer

Com um primeiro tempo em que as equipes tiveram mais poder defensivo do que ofensivo, poucas foram as chances de gols dos dois times. Náutico e Bahia jogaram o tempo todo pelo meio, esquecendo as laterais do campo, e isso tornou o jogo muito tumultuado, com uma disputa extremamente individual. Só no final do primeiro tempo, o Bahia teve uma oportunidade pontual de gol, com o jogador Moisés, enquanto que o Náutico teve uma bola na trave com Renan Oliveira,  jogador que no esquema do técnico Givanildo, atuou mais avançado.

No segundo tempo, as equipes voltaram sem alterações, e a exemplo do primeiro tempo, pouca criatividade e também poucas finalizações. Aos 19 minutos, Bergson e Rony perderam uma boa oportunidade, com uma troca de passes. O erro maior do time timbu, era a insistência das bolas rifadas, passando a trabalhar com um futebol aéreo, principalmente após a entrada de Vinícius. O jogo e o empate só beneficiou o Bahia, que mesmo com a expulsão de Moisés, valorizou cada minuto, porque o empate favorecia ao time baiano. Após 35 minutos, os jogadores começaram a sentir o desgaste físico, e o jogo ficou mais ainda lento.

No final, só deu mesmo o 0 x 0, que só favoreceu ao Bahia. E o Náutico vira mais uma rodada sem vencer, mesmo com a estreia do técnico Givanildo, acostumado a promover a ascensão dos times que dirigiu, de uma série para outra. O público de 4.859 torcedores, e uma renda de R$ 65.970,00. Na coletiva após o jogo, o treinador do Náutico afirmou a necessidade urgente de um camisa nove, autêntico. O próximo jogo do timbu, é fora de casa, contra o Joinville. Hoje o Náutico soma 32 pontos.

Blog de Airton Sousa: Santa Cruz estreia em grande estilo

Num domingo de muito sol e muitos gols, o Santa Cruz aplicou 4 x 1 no Vitória da Bahia. O primeiro tempo foi dividido em duas fases, antes e depois da parada técnica. O time baiano foi para cima do inicio até a parada; depois o tricolor voltou mais aplicado na marcação e a  transição se deu com velocidade e contra ataques.

O primeiro gol foi de Grafite aos 27 minutos e fez o time baiano cair emocionalmente, cedendo ao tricolor espaços, até que aos 44 minutos, outra vez, Grafite fez o segundo gol. O primeiro tempo terminou com o placar de 2 x 0.

Na volta do segundo tempo, o Santa Cruz aproximou a marcação, porém o Vitória fez o seu gol de honra aos 30 minutos, através do jogador Kieza.  Porém, o time do Arruda não se intimidou e partiu para cima, marcando o terceiro gol com Fernando Gabriel que fez a sua estréia, não dando tempo para a reação do Vitória. E para fechar o placar, Keno através da cobrança de um pénalti, fechou o placar para 4 x 1.

O assunto mais discutido durante e após o jogo, foi a temperatura, onde o árbitro passou mal e alguns jogadores tiveram que ser substituídos. Observe-se a condição física do Santa Cruz, que vem de uma maratona de decisões da Copa do Nordeste, Campeonato Pernambucano e a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil, onde inteligentemente, naquele jogo, o técnico Milton Mendes, escalou o time com reservas e também com jogadores da base.

Nem as ausências de João Paulo e Lelê fizeram com que o tricolor caísse de produção, provando o  bom momento que vive o time do Arruda. Foi inegavelmente uma estréia de dar  inveja.

Os dois atletas de destaques no Santa Cruz foram Grafite e Keno.  Com o tricolor fazendo uma grande partida, o público foi de 20.038 pessoas para uma arrecadação de R$ 250.150,00. Consideramos um bom público por conta da hora e do adversário.

E agora é aguardar o que será feito contra o Fluminense no Rio de Janeiro.

Foto: Internet

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