Caruaru-PE: Após denúncias, vereadores fazem vistoria no HRA e afirmam ter encontrado precárias condições na unidade hospitalar

Nesta terça-feira (14.07), quatro vereadores de Caruaru, fizeram uma visita nas dependências do Hospital Regional do Agreste (HRA), após várias denúncias de precárias condições naquela unidade hospitalar. Os vereadores Gilberto de Dora (PSB), Rodrigues da Ceaca (PRTB), Duda do Vassoural e Rosimery da Apodec (Dem), estiveram acompanhados de membros do Conselho Gestor de Saúde do Munícipio, que tem como presidente Silvia Viviane. A reportagem da TV Replay esteve presente e acompanhou a visita.

Para o vereador Gilberto de Dora (PSB), é um verdadeiro absurdo o que foi visto no Hospital.

“Pacientes sem a mínima condição de suportar o que vem sendo oferecido. Os edis estão de recesso, mas não podem se furtar a uma situação dessas. Caruaru tem hoje o Hospital Mestre Vitalino que atua de maneira terceirizada e poderia resolver, mas não ocorre.”, disse Gilberto.

Para Rosimery da Apodec (Dem), esta é mais uma denúncia envolvendo a unidade hospitalar, que recentemente foi alvo de uma série de complicações envolvendo a maior emergência do interior do estado. Segundo ela, os vereadores irão apresentar um relatório com a situação do local ao governo do Estado solicitado melhorias na unidade, além da disponibilidade do Hospital Mestre ViItalino para a população e reabertura do Hospital São Sebastião.

Duda do Vassoural (Dem), afirmou que a comissão foi a HRA sem aviso prévio à direção e encontrou diversos problemas como pessoas dormindo no chão, macas quebradas e pacientes passando mais de 24h na Sala Vermelha.

O vereador Rodrigues da Ceaca (PRTB), afirmou que há pessoas que passam mais de 30 dias na sala Vermelha, criada para atendimento de urgência e emergência onde os pacientes podem ficar no máximo por 24, o que tem ocasionado óbitos. Além disso, foi verificado que paciente internados estão acomodados em cadeiras. segundo Rodrigues.
 
Em nota, a direção do hospital disse que reconhece a grande demanda na emergência da unidade, provocado, sobretudo, pelo crescente número de acidentes de motos no Interior do Estado e a inexistência de outros serviços municipais de referência, e que não nega assistência a nenhum usuário. 

Os vereadores também constataram o uso de salas improvisadas como enfermarias sem nenhuma estrutura para acomodar pacientes. Uma das salas visitadas foi da Telemedicina, que foi desativada para servir de enfermaria, nela não existe banheiro, o paciente quando precisa fazer as necessidades fisiológicas ou fazer a higiene corporal ou simplesmente lavar as mãos, tem que fazer malabarismo, sem falar que estes doentes ficam internados em macas aguardando vagas nas enfermarias, a mesma coisa acontece nas demais salas. A situação é de desrespeito à dignidade humana.

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo a Secretaria Estadual de Saúde, possui 19 leitos, atualmente só funcionam 16, pois três estão desativados, dois deles são isolamentos, mas um serve de dormitório dos profissionais de enfermagem e o outro de depósito de equipamentos em desuso, o terceiro está desativado por falta de um colchão.

Durante a visita alguns pacientes denunciaram aos vereadores, que existem funcionários do hospital cobrando para agilizar cirurgias e outros procedimentos médicos, os nomes foram citados pelos denunciantes, mas estes foram preservados pelos parlamentares, pois o caso está sob investigação.

A representante da Secretaria de Saúde do Estado, a enfermeira Mônica de Melo Macedo Papaléo, foi questionada sobre a cobrança de propinas para facilitar acesso mais rápido a serviços, e ficou constrangida com a abordagem, afirmando que essa e outras demandas são do conhecimento da secretaria e que tudo está sendo apurado.

Os vereadores lamentaram a ausência do diretor, pois queriam ouvir o que ele tinha a dizer do flagrante dado pela comissão de vereadores, pois a justificativa de que a superlotação no HRA são situações pontuais, caiu por terra, à realidade é diferente daqueles que defendem esse discurso. O vereador Gilberto de Dora chegou a falar com o diretor da unidade hospital, José Bezerra, por telefone.

Atualmente o Hospital Regional do Agreste possui 255 leitos (dados da Secretaria de Saúde), alguns deles, como na UTI, estão desativados. A situação de superlotação é um problema antigo na unidade e não adianta a direção do HRA querer esconder de ninguém ou tentar maquiar essa realidade, principalmente quando se utiliza do espaço midiático, principalmente a TV para ocultar a verdade, isso irrita aos que minguaram meses esperando por uma cirurgia e em muitos casos nem chegou à acontecer, a longa espera já resultou em óbito. A irritação não só atinge os que não foram contemplados, mas os que ainda esperam na enfermarias para serem operados. Depois que vereadores circularam pelas enfermarias do primeiro andar e UTI, eles resolveram retornar a emergência, mas os corredores já haviam sido esvaziados pelo coordenador da emergência, que não se apresentou a comissão de parlamentares, o tempo todo se manteve de longe. A maquiagem foi motivo de piada entre os próprios vereadores que chamaram o autor da façanha de Mister M, pois ele fez os pacientes desaparecerem num toque de mágica.

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