Pernambuco é o primeiro estado a receber programa-piloto de Segurança Pública

Com início previsto já para o dia 20 de junho, Paulista é o primeiro de um total de cinco municípios do Brasil que farão parte do projeto-piloto do Programa de Enfrentamento aos Crimes Violentos

Com início previsto já para o dia 20 de junho, Paulista, na Região Metropolitana do Recife, é o primeiro de um total de cinco municípios do Brasil que farão parte do projeto-piloto do Programa de Enfrentamento aos Crimes Violentos

Programa de fortaleciemento das polícias Judiciárias Foto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

Programa de fortaleciemento das polícias Judiciárias
Foto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

Trata-se de um programa divido em duas fases. “Vamos iniciar com a parte de repressão. Para que o Estado possa novamente estar em todas as áreas, em todos os bairros mais violentos”, explicou o secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo. “Depois, os sete ministérios entrarão com saúde, educação, desenvolvimento regional, toda essa parte de infraestrutura de saneamento básico, coleta de lixo e polícia comunitária”, continuou.

A partir da implementação, serão realizadas avaliações mensais, trimestrais, com a presença da União, do Estado e do Município. “Essa integração é fundamental para que a gente possa fazer avaliações e atuar não só nas consequências. Vamos fazer um diagnóstico local de segurança e esse diagnóstico será atualizado e o modelo de sucesso que for feito aqui será replicado em todos os outros municípios do país”, afirmou Theophilo. 

Com altos índices de crimes violentos, Ananindeua (PA), Goiânia (GO), Cariacica (ES), São José dos Pinhais (PR) e Paulista (PE) foram as cidades escolhidas e devem receber cerca de R$ 200 milhões voltados para o programa. Os detalhes foram repassados pelo secretário durante a palestra “Corrupção Sistêmica e Delinquência Institucionalizada”. Ela ocorreu na segunda-feira (20), na Secretaria de Planejamento e Gestão de Pernambuco (Seplag), e marcou o início de uma série de atividades dentro do Programa de Fortalecimento das Polícias Judiciárias (PFPJ), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

 
“Pernambuco já partiu na frente, com o Pacto Pela Vida, que é um programa de sucesso”, pontuou o secretário. Ontem (na segunda-feira), 32 delegados da Polícia Civil se reuniram para trocar experiência no que diz respeito ao reforço no conhecimento e na pesquisa contra o crime organizado, corrupção e crimes violentos. “É uma grande entrega que o ministro Moro, através do Ministério da Justiça, faz à sociedade brasileira. Essa é a primeira das várias rodadas que nós teremos para o reforço da Polícia Judiciária. É um programa que foi desenvolvido no interior da Senasp pelo delegado Jorge Pontes.” Delegados da Polícia Federal envolvidos em operações como a Lava-Jato, Mensalão e Banestado capacitarão e trocarão experiências, ao longo de toda a semana, com policiais do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e outros órgãos de fiscalização e repressão aos crimes de “colarinho branco”.

Dentro da programação está prevista, ainda, a participação do ministro Sérgio Moro, que deve palestrar no próximo dia 23 sobre corrupção sistêmica, lavagem de dinheiro, a criminalidade institucionalizada e a experiência que teve enquanto magistrado na Lava Jato. 

“A segurança pública ela se arrima sob dois eixos fundamentais, o policiamento ostensivo e a atividade de inteligência investigativa. Nós reparamos que estava tendo um foco muito maior na policia ostensiva e as forças judiciais, nas últimas décadas, foram ficando um pouco de lado. Então a nossa ideia foi elaborar um evento onde a PF pudesse colaborar com a expertise que ela tem desenvolvido”, explica Jorge Pontes, diretor de Ensino e Estatística do Senasp. 

“Temos três gerações de delegados que vão trazer experiência das maiores operações que a PF já realizou, aquelas em que ela atingiu os alvos mais altos. Não apenas corrupção, mas vamos fazer também módulos que serão voltados para a criminalidade violenta, corregedoria, gestão policial, e outra para o atingimento dos bens do tráfico de drogas”, explicou o idealizador.
Por Maiara Melo da Folhape

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