Páscoa: o doce perigo do chocolate

Quando ingerida em excesso, guloseima pode levar ao aparecimento de acne e cárie dentária, além de exacerbar a tensão pré-menstrual

O chocolate é uma iguaria raramente recusada pelas pessoas, principalmente na época da Páscoa. Seja na forma de ovos e coelhos, seja como bombons ou outras lembrancinhas que levam o produto como matéria-prima. Mas um ponto é consenso mesmo entre os chocólatras: afinal, até que ponto é permitido o consumo do chocolate sem culpa?

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O ideal, conforme explica a nutricionista Karla Conolly, do Hospital Jayme da Fonte, é ingerir o chocolate de forma moderada e ocasional. Como uma barra por semana, por exemplo. Além disso, ele deve entrar na dieta como complemento de uma alimentação balanceada em calorias e rica em nutrientes. Ultrapassar os limites, apesar dos benefícios que o produto oferece, pode acrescentar elevada quantidade de calorias ao organismo, além de gerar doenças graves, como a diabetes.

A profissional dá ainda algumas dicas para quem deseja degustar o produto sem medo:

“Coma o chocolate no lugar da sobremesa e evite ingeri-lo antes das refeições, pois ele pode reduzir o apetite e fazer com sejam deixados de lado alimentos importantes para uma refeição equilibrada”, explica.

“Prefira chocolate ao leite ou meio amargo. O chocolate branco é feito com manteiga de cacau e, por isso, mais calórico”, completa a Dra. Conolly.

Entre os pontos positivos, o chocolate transmite sensação de prazer, promove o bem-estar e alivia a tensão do dia a dia. Os responsáveis pelo feito são os fenóis ou flavonóides (os mesmos antioxidantes encontrados no vinho tinto), substâncias que atuam no cérebro junto às emoções. Além disso, o chocolate é uma boa fonte de energia, pois possui alto nível calórico – dependendo da proporção de manteiga de cacau, açúcar ou leite, cada 100g do produto podem conter de 350 a 500 calorias.

Entre os efeitos negativos do consumo exagerado da guloseima podem ser encontrados o aparecimento de pedras nos rins, dores de cabeça, acne, alergias, cárie dentária e até a exacerbação da tensão pré-menstrual. Esses males podem se apresentar de formas diferentes em cada organismo, bem como variar conforme a quantidade ingerida.

Para finalizar, a nutricionista Karla Conolly deixa um alerta:

Evite degustar o chocolate à noite. Por ser estimulante, ele também pode atrapalhar o sono”.

Do Hospital Jayme da Fonte

 

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