Caruaru-PE: OAB discute superlotação da Penitenciária Juiz Plácido de Souza

Durante uma reunião realizada ontem (25) na Penitenciária Juiz Plácido de Souza, entre a direção da unidade, Comissão de Direitos Humanos, Comissão de Cidadania e diretoria da OAB Caruaru, a superlotação foi vista como um dos principais motivos para o aumento da violência entre os detentos no local.  Os representantes da OAB ouviram a diretora da unidade, Cirlene Rocha, que descreveu as limitações causadas pela superlotação. “É impossível falar de ressocialização com a condição existente. Falta espaço físico pra desenvolver atividades, falta efetivo proporcional ao número de detentos”, afirmou a gestora. Segundo ela, a unidade foi projetada para 381 presos e atualmente abriga 1.476, um déficit de mais de mil vagas.

Após a reunião, os representantes da Ordem dos Advogados do Brasil  em Caruaru visitaram as celas, ouviram o depoimento de alguns detentos e mostraram interesse em contribuir para minimizar problemas da unidade através de diálogo com autoridades, principalmente do poder judiciário, para que processos possam ser agilizados.  “Ponderamos as dificuldades enfrentadas pela gestão da unidade e acreditamos que é responsabilidade de todos. A nossa será buscar diálogos para exigir agilidade no poder judiciário e buscar formas para que o estado cumpra seu papel de garantir a integridade dos presos”, disse o presidente da OAB Caruaru Almério Abílio.

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As comissões de Direitos Humanos e de Cidadania irão continuar acompanhando a situação da Penitenciária Juiz Plácido de Souza e irão elaborar algumas proposta de parceria com faculdades de direito e defensoria pública para articular realização de processos jurídicos na unidade.

Fonte: Fernanda Sales, Jornalista 3723 DRT/PE

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