Neymar desencanta em vitória do Brasil sobre o México por 2 x 0

Seleção vê o craque se jogar no chão outra vez, mas para ser decisivo no triunfo que leva os pentacampeões às quartas de final; rival será Bélgica ou Japão

Jamais confunda uma tetracampeã com o petancampeão. O México pensou que seria possível repetir contra o Brasil a vitória sobre os germânicos na estreia. Porém, do outro lado, estavam cinco estrelas: o técnico Tite, responsável pela mudança tática do time no segundo tempo; Willian, que soube atender ao pedido do mestre; o camisa 10 Neymar — que exibição de gala! —; o iluminado Roberto Firmino, que estufou as redes para mandar o adversário para o espaço por 2 x 0, na cidade dos foguetes e carimbar a vaga do Brasil para as quartas de final; e a torcida. Em clima de Maracanã, ela gritou: “Saiu do chão, sai do chão, quem é pentacampeão. Obviamente, não é aquela Alemanha derrotada por esse México. O rival da próxima sexta-feira, em Kazan, será conhecido logo mais, entre Bélgica e Japão.

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O primeiro tempo cumpriu o roteiro. O México sufocou os laterais do Brasil com inversões de posição de Vela e Lozano. Um “Deus” nos acuda até os 25 minutos. Como se não bastasse o forte calor e o clima de Estádio Azteca na Arena Samara — os mexicados pareciam jogar em casa —, a bola ficava passando toda hora na frente da meta de Alisson. Para sorte dele, ninguém finalizava. Quando o adversário chutava, faltava pontaria. 

A melhor oportunidade do Brasil saiu dos pés de Neymar. O camisa 10 entortou a defesa do México, ajeitou a bola e chutou sem ângulo. Ochoa interceptou o perigo. O goleiro também trabalhou em uma finalização de Gabriel Jesus. O rebote não sobrou para Neymar por muito pouco dentro da pequena área. 

Como a proposta de jogo do primeiro tempo não deu certo, Osorio mudou o time. Abriu mão do versátil Rafa Máquez, que alternava o papel de terceiro zagueiro e de volante, pelo meia-atacante Layún. Mas quem tomou as rédeas do jogo foi o Brasil. Philippe Coutinho buscou o canto direito, mas Ochoa fez grande defesa. 

O gol do Brasil estava amadurecendo. De tanto rondar a área do inimigo no início da etapa final, a Seleção abriu o placar ao seu mmelhor estilo. Neymar iniciou o lance com um passe de calcanhar para Willian. O meia-atacante avançou pela esquerda, uma troca de posição com o camisa 10, cruzou, e Neymar se jogou no chão não para simular falta, mas para ser Neymar e abrir o placar: 1 x 0. Foi o 11º dele na era Tite, o segundo na Copa de 2018, o de número 57 na história dele com a amarelinha. 

O gol deixou o jogo elétrico. O Azteca virou Maracanã, com a torcida verde-amarela pilhada. Paulinho quase fez o segundo após receber um passe rasteiro, de frente para o gol. Ochoa apareceu como muralha para salvar o México. O arqueiro também fez milagre em uma finalização quase impecável de Willian. Do outro lado, Alisson mostrou serviço no tiro venenoso de Layún. 

No lance mais polêmico do jogo, o Árbitro de Vídeo (VAR) outra vez não funcionou a favor do Brasil. Numa falta criminosa, Layún pisou no tornozelo de Neymar. O telão da Arena Samara repetiu o lance pelo menos três vezes. O italiano Gianluca Brocchi deu pinta de que estava ouvindo algo sobre o lance, mas nada fez. 

Já no fim da partida, em lance de contra-ataque, Neymar saiu na cara do gol de Ochoa, que parou mais uma vez o atacante brasileiro. Porém, no rebote, a bola sobrou limpa para Roberto Firmino dar números finais ao duelo.

Brasil 1

Alisson;

Fágner, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís

Casemiro e Paulinho (Fernandinho)

Willian (Marquinhos), Philippe Coutinho (Roberto Firmino) e Neymar

Gabriel Jesus

Técnico: Tite

México  0

Ochoa;

Álvarez (Jonathan dos Santos), Ayala, Salcedo e Gallardo

Guardado, Rafa Márquez (Layún) e Herrera

Lozano, Chicharito e Vela

Técnico: Juan Carlos Osorio

Gol: Neymar, aos 5, e Roberto Firmino, aos 42 minutos do segundo tempo. 

Cartões amarelos: Filipe Luís e Casemiro (Brasil), Álvarez, Herrera e Salcedo (México)

Público: 41.970 pagantes

Renda: não divulgada

Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália)

Por Correio Brasiliense

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