Blog de Airton Sousa – O que faz o futebol brasileiro está mal financeiramente

 shutterstock_143045899

Até a década de 80, o futebol brasileiro era semiamador. Não tínhamos auto salários, nem mordomias exageradas, campos e concentrações humildes, a própria vida dos atletas relativamente frágil financeiramente. É tanto que os grandes jogadores, viviam modestamente nas suas vidas particulares.

Aos poucos, com a transferência dos nossos craques para fora do país as coisas foram mudando, desde o exagero dos dirigentes, as contratações e salários fora da realidade, além do que nós podemos chamar transações em dólares, colocando a nossa moeda em um patamar de desvalorização.

O jogador que recebia uma proposta do exterior, ficava maluco porque nunca tinha visto tantos números. Finalmente começava a supervalorização dos que militavam no nosso futebol, e de repente a situação começou a ficar insustentável. Difícil era resistir as propostas, e de cara o futebol nacional ficava sem condição de competir.

Aos poucos os dirigentes começavam a aceitar os desafios das propostas, promovendo uma verdadeira avalanche de altas propostas para os que resolviam ficar no Brasil e assim sendo, os clubes foram se endividando, sem conseguirem manter os compromissos e de repente a avalanche de débitos.

Também é bom lembrar a decadência técnica sofrida pelo nosso futebol , é só analisarmos as últimas participações no continente sul-americano e europeu. Participações decepcionantes, ausência da conquista de títulos, deixando a torcida brasileira decepcionada com as respostas negativas.

Contribuindo para a atual situação financeira dos grandes e intermediários clubes, os altos salários, por exemplo. Técnicos como Cuca recebendo em média 700 mil reais por mês, Luiz Felipe chegando a 800 mil reais por mês e tantos outros, em patamar inferior porém, não muito distante desses pisos.

Aí vem outra questão: Se o trabalho for convincente tudo bem, porém muitas vezes com menos de seis meses, os dirigentes resolvem romper o contrato e aí vai mais uma avalanche de reais. Recentemente só para dá dois exemplos, Dorival Júnior e Levi Cupi no Santos, com questões trabalhistas em torno de 4 milhões de reais.

Tudo isso vem deixando os clubes em situações vexatórias, porque além das rescisões dos comandantes técnicos, também dos jogadores que não ficam distantes na média salarial. O pior, o dirigente passa, os débitos ficam, e aí surge a perda de patrimônio entre outros itens que fazem o clubes estarem em estado de falência.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>