Blog de Airton Sousa – Calendário de Elite no Futebol Nacional

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Nem mesmo  terminou o oitavo mês do ano, e já temos dezenas de times  profissionais totalmente parados, por conta de um calendário mal elaborado, onde a maioria das competições são programadas simplesmente para o primeiro semestre ou pequena parte do segundo.

Aí está o retrato do que estamos afirmando, série D já acabou há muito tempo, a série C tem apenas poucos jogos entre quatro equipes para vê quem será a campeão, a série B está chegando a reta final e aí dezenas de profissionais, jogadores, técnicos, preparadores físicos e de goleiros, massagistas, roupeiros, além de outros funcionários de apoio desempregados.

O certo seria uma distribuição mais homogênea desse calendário, principalmente para as séries B, C e D, já que a série A além do suporte financeiro da televisão e de grandes patrocinadores, conta com um calendário que se encerra no início do mês de dezembro, com os considerados “primos ricos do futebol “.

Uma situação bem próxima, é a que vivem os clubes de Pernambuco, exceção do Sport que é série A. Central, América, Belo Jardim, Flamengo de Arcoverde que estiveram participando na primeira fase da série D, antes da Copa do Mundo sairão da competição. Dos clubes da série C, dezesseis pararam bem recentemente, inclusive o Salgueiro que está rebaixado.

Santa Cruz e Náutico, a partir de segunda-feira (27) fecharam as portas porque só em dezembro é que começam a remontar os seus elencos para o próximo ano. Em contra partida, uma avalanche de obrigações terão que ser resolvidas, desde as dispensas, pagamento das folhas, décimo terceiro e rescisão de contratos.

De que maneira  arrumar numerário suficiente para as obrigações, manutenção dos estádios, pagamento dos funcionários burocráticos e outros compromissos? É realmente uma situação que se repete todo ano. Entra e sai dirigente, e ninguém tem a competência suficiente para resolver ou mudar esse quadro.

Enquanto isso, representantes das Federações e da CBF se locupletam com gestões repetidas e viciadas, além das mordomias e outros pontos extremamente duvidosos, sem que apareça alguma entidade suficientemente corajosa para mudar esse quadro. E aí, o futebol afunda cada vez mais em uma crise sem precedentes. Ano que vem, começa tudo de novo.

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